Pensa rápido: Graham Bell é famoso por inventar o que?

Não foi a lâmpada, essa é de Thomas Edison. Também não foi o avião, apesar dessa ser óbvia, né?

Nosso amigo é creditado como o inventor do telefone, sua obra inspirou a área da Comunicação muito mais do que você imagina, mas ele não foi o primeiro a inventar o telefone. E ainda de quebra inspirou a Grambélia.

Você quer ser edificado por essa fofoca histórica? Então chega mais.

Inventor do telefone?

Alexander Graham Bell é um inventor escocês e o responsável pela invenção do telefone. Nascido em 3 de março de 1847 em Edimburgo, ele é associado ao avanço do setor de comunicações, já que o maluco criou o aparelho que permitiu ao ser humano falar com as pessoas mais distantes em tempo real.

O impacto da invenção de Bell foi tão grande que hoje não vivemos sem um telefone celular na mão. E por incrível que pareça, o que menos fazemos com os telefones é falar por voz, mas ainda sim estamos nos falando cada vez mais.

Mas se eu te disser que Graham Bell não foi o inventor real do telefone, e que sua vida foi uma mentira, você acredita? Ok, a sua vida provavelmente não foi uma mentira, mas dizer que Graham Bell foi o primeiro a inventar o telefone sim.

Bem, para entender melhor essa treta, é importante falar sobre o contexto histórico.

Tudo começa pelo começo

Bom, tudo começa em 1830, quando Samuel Morse inventa o telégrafo elétrico. Essa engenhoca transmitia sinais por meio de uma corrente elétrica, de forma a conectar EUA e Europa.

E sim, ele também desenvolveu o Código Morse.

O problema do telégrafo era estar restrito às cabines de transmissão, não era algo que qualquer um poderia ter em casa, e também não transmitia sons. Thomas Edison fez umas melhorias, mas ainda queriam uma versão que pudesse ser falada, até porque a Western Union tinha o monopólio dos telégrafos.

Guarde essa informação.

O primeiro cientista a desenvolver um protótipo nessas condições foi o alemão Johann-Philipp Reis, que apresentou em 1861 um aparelho que, segundo ele, representava como o ouvido humano funcionava.

Sem querer ele inventou o telefone, mas como só estava interessado em seus estudos em Anatomia, não achou grande coisa.

A disputa de Bell e Gray

Graham Bell trabalhou por anos nesse projeto, até apresentá-lo em 1876 e patentear o invento. Daí pra frente foram apenas glórias e muitos dinheiros na conta do escocês, afinal, ele inventou o telefone, certo?

Bem, digamos que no mesmo dia em que Bell registrou a patente, aproximadamente duas horas depois, o estadunidense Elisha Gray também registrou a patente do mesmo aparelho.

Parece uma incrível coincidência o escocês ter registrado a invenção às pressas, muito pouco tempo antes de Gray, quase como se alguém tivesse sussurrado ao nosso colega que outro inventor estava para vencer a corrida. Suspeito.

Até porque Bell e Gray eram rivais, ambos estavam trabalhando no protótipo do telefone, mas até aí você ainda pode considerar que foi apenas uma questão de velocidade no registro. E é aí que entra nosso querido Antonio Meucci.

Bell roubou pão na casa de Meucci

O italiano se mudou para Cuba em 1835 para fugir das questões políticas na Itália, e em 1856 concluiu os seus estudos no aparelho que transmitia sons à distância por cabos. Ele o batizou de teletrofono, e em 1871 solicitou o registro provisório de patente.

Infelizmente, quando o registro venceu em 1874, Meucci não tinha dinheiro para pagar a renovação, que seriam 10 dólares, e passou a buscar investidores para o seu invento.

E quem supostamente foi um dos ouvintes do projeto? Ela mesma, a Western Union, que não se interessou. Mas a empresa não retornou os registros do invento ao italiano, dizendo que havia sido perdido. E em 1876, o não tão amado escocês registra o invento, incrivelmente similar ao de Meucci.

A história diverge um pouco nesse ponto: alguns creditam à Western Union o furto do projeto para fazer um acordo com Bell, enquanto outros dizem que o escocês enviou o seu próprio projeto para a empresa, e ela não se interessou.

Porém, outra informação interessante é que Graham Bell tinha o apoio de Gardiner Greene Hubbard, um advogado e empresário estadunidense, e ele teria relações com o Escritório de Patentes.

Isso explicaria como Graham Bell teve acesso aos arquivos de Meucci e de quebra saberia sobre Elisha Gray.

Uma batalha judicial com um desfecho pouco justo

Meucci processou Bell por fraude, mas morreu durante o processo e assim Graham Bell foi declarado o inventor do telefone. A justiça estadunidense reconheceu o trabalho de Meucci na Resolução 269 de 2002, apesar do Canadá ter feito uma moção contra essa decisão dez dias depois.

Os registros não são muito claros com relação a todo esse processo envolvendo os inventores: uns dizem que a justiça estava pendendo para Meucci, outros que o processo demorou por influência da Western Union.

Mas não há como negar que Graham Bell teve várias condições inexplicáveis que o colocaram na frente da corrida, portanto, não é realmente justo dar a ele o título de “o inventor do telefone”.

Entretanto, o trabalho de Bell para a área de comunicação foi muito rico, e é sobre isso que devemos falar.

O lado pouco conhecido sobre a obra de Graham Bell

Já sabemos que Bell era cientista e inventor, mas poucos sabem que ele era fonoaudiólogo, e que sua família tem um grande histórico na área.

Sua mãe, Eliza Bell, era surda. O pai, Alexander Melville Bell, professor de fonética e instrutor de surdos. O avô, Alexander Bell, também era da área: começou como sapateiro e se tornou professor de elocução.

Melville Bell foi um dos precursores da leitura labial, por meio dos seus treinamentos, e a condição de Eliza motivou Graham Bell a cursar Medicina para descobrir formas de ajudá-la.

A família se mudou para o Canadá em 1870, e em 1871 Bell foi convidado no lugar do pai a ministrar treinamentos para surdos em Boston. Isso o fez conhecer Gardiner Greene Hubbard, pois sua filha era surda, e então Graham Bell se casou com Mabel Hubbard. Esse conjunto de fatores o levaram a desenvolver o telefone, e o resto da história você já sabe.

Podemos ter um Complexo de Édipo nessa questão entre Bell e Mabel? Possivelmente, junto com a ideia de se unir a um homem bem sucedido para financiar suas pesquisas.

Graham Bell influenciou muito mais do que imaginamos

O trabalho do escocês para a comunidade surda nos EUA foi muito importante. Ministrou aulas de Fisiologia Vocal e Elocução na Universidade de Boston, abriu sua escola de instrução para surdos e fundou a Associação Americana de Ensino de Surdos e Mudos.

Também é cofundador da Sociedade Geográfica Nacional, responsável pelo National Geographic Channel, e também da Science, a revista científica de maior renome mundial. Teve sua própria empresa de telefonia, a Bell Telephone Company.

Porém, Graham Bell também possui um lado negro que precisa ser dito: ele foi favorável à eugenia da população com deficiência, inclusive a comunidade surda, e suas ideias inspiraram alguns dos experimentos nazistas.

Ele chegou até mesmo a defender a esterilização de surdos para impedir que eles disseminassem sua “falha genética”, fazendo com que a comunidade surda hoje não considere o legado de Graham Bell como algo positivo para a história.

E como a Grambélia entra nesse meio?

Você está vendo o nome Graham Bell tantas vezes que já deve ter se tocado, mas caso ainda não teve o lampejo de inspiração do seu neurônio solitário, presta atenção aqui:

Graham Bell se pronuncia “Gram Bél”. O meu sobrenome é Bellia, apesar de frequentemente as pessoas pronunciarem como “Bélia”, algo que eu jamais entenderei.

Juntou as peças agora?

Pois é, quando estava fazendo um processo de ideação para definir o nome da minha empresa, Grambélia surgiu ao me lembrar de Graham Bell e seu legado na criação do telefone.

Porém, depois de fazer isso, fui pesquisar sobre a história dele, para saber com o que de fato ele contribuiu ao longo da história, e meu primeiro choque foi descobrir essa treta toda.

Graham Bell não foi o real inventor do telefone, apesar de sempre termos aprendido isso. Isso me faz pensar que a Comunicação muitas vezes é muito diferente do que pensa o senso comum, e se você não estudar e pesquisar muito, corre o risco de estar sempre errado em sua abordagem.

Mas Bell teve uma carreira muito maior que ninguém sabia, como fonoaudiólogo. Ele aplicou os conceitos de saúde em suas estratégias de comunicação e revolucionou a história da educação de surdos. E eu, enquanto fisioterapeuta e assessor de comunicação, penso o mesmo.

Não é à toa que muitos profissionais da saúde não crescem, porque nós não aprendemos o básico sobre comunicação com os pacientes e familiares, quem dirá sobre comunicação digital.

E como eu quero me especializar na área de Comunicação em Saúde, essa trajetória de Graham Bell me fez pensar que é o caminho certo.

Resumindo a obra: Graham Bell era um safado

Você deve ter pego antipatia dele pelo furto de ideias, depois simpatia pela sua dedicação à comunidade surda dos EUA, e no fim voltou a sentir desprezo pelo seu pensamento eugenista.

Como um cientista e professor de eloquência para surdos defendia que eles eram falhas genéticas e não deveriam se reproduzir?

Este é o grande X da questão: sem consciência social, qualquer pauta e trabalho corre o risco de cair no obscurantismo.

É por isso que muitos surdos não o consideram como um legado positivo, já que no fim ele defendia a esterilização dos surdos e embasou em boa parte a política nazista.

A comunicação digital precisa ser tão real quanto virtual

Honestamente, eu tô de saco cheio de ver esse tanto de guru do marketing sem um pingo de noção de realidade. Não adianta convencer as pessoas que o Instagram é a resposta para tudo, enquanto 25% da população brasileira não tem acesso à internet, segundo a PNAD 2020.

O que eu mais vejo pelas redes são os tais gurus vendendo cursos que garantem que a pessoa será bem sucedida nas redes, mas ao analisar o conteúdo, você percebe que é vazio.

Vendem fórmulas mágicas e se sustentam disso, porque todo mundo está tão desesperado por ganhar dinheiro com a internet que só percebem a cilada depois de pagar “apenas” 12 parcelas de R$ 300,00.

Portanto, esses valores me guiam enquanto profissional de comunicação, e meu objetivo com a Grambélia é ajudar os profissionais autônomos, da saúde e produtores de conteúdo a entender melhor os aspectos da comunicação digital e como aplicá-los em seus negócios.

Prometo a você enriquecimento em menos de seis meses? Obviamente não, porque isso não existe. Para você lucrar tanto em tão pouco tempo, várias pessoas precisam perder dinheiro, o capitalismo funciona assim.

Mas ao entender a comunicação digital e como ela pode te ajudar a construir sua imagem pública, assim como conhecer as ferramentas que a internet te oferece, eu posso te mostrar por onde começar e como chegar lá.

Sendo assim, bem vindo à Grambélia! E se precisar de ajuda profissional, me mande um e-mail e vamos conversar.

Referências: