Clubhouse: exclusividade ou segregação?

Se você ainda não ouviu falar do Clubhouse, saiba que é a rede social do momento, que ganhou destaque depois que personalidades como Elon Musk aderiram à rede.

Imagine uma rede social onde você pode entrar em salas virtuais com pessoas que você conhece, pessoas que você não conhece, e até mesmo algumas celebridades. A única forma de interagir com essas pessoas é por áudio, onde nada fica gravado e você precisa estar lá para acompanhar tudo o que for discutido.

Esse é o Clubhouse, prazer.

Até então essa ideia pode ser muito interessante para algumas pessoas, já que você pode se conectar não apenas com assuntos do seu interesse profissional, mas também com os maiores nomes daquele segmento. Parece uma grande oportunidade de fazer networking, e networking qualificado.

Porém, nem tudo são flores, e o Clubhouse possui dois problemas: só está disponível para iOS — por enquanto — e você só pode participar da rede com convite de algum usuário que está lá dentro.

Olhando de forma positiva, isso dá ao aplicativo a sensação de exclusividade, pois você só pode entrar com convite, e não são todas as salas que qualquer um pode participar. Mas ao mesmo tempo que esse modelo pode despertar o interesse de muita gente, no meu caso me emitiu um alerta: 

É realmente ético uma rede social limitar o acesso dos usuários ao seu conteúdo?

Com relação à exclusão do Android, isso é fácil de entender pela disparidade entre os sistemas, e a própria empresa se manifestou sobre estar em fase de testes para colocar o Clubhouse na Play Store. Agora, sobre a restrição aos usuários convidados, segue a discussão.

Talvez a ideia seja realmente filtrar para quem se interessa em conversar ao vivo com pessoas diferentes sobre qualquer assunto, até mesmo com celebridades e influenciadores. Porém, indiretamente é uma forma de segregação digital, onde deixamos claro quem pode e quem não pode fazer parte do nosso grupo.

Como forma de aumentar essa sensação, você é responsável pelos seus convites. Se um dos seus convidados ferir os termos do app, vocês dois são banidos. Mais uma forma de dizer que não é um lugar para qualquer um, e que você não deve convidar qualquer um.

Mas quem não seria esse “qualquer um”, e teria direito a entrar?

Além disso, muitas pessoas estão correndo para vender convites, lucrando com a ideia de que nem todo mundo pode fazer parte da rede. A plataforma acha problemático que qualquer um faça parte, mas não que isso se torne mais uma forma de explorar financeiramente?

E vale lembrar que isso só acontece pelo mecanismo que a própria plataforma promove: o FOMO, “Fear Of Missing Out”, ou o medo de estar perdendo algo.

As pessoas entram em desespero com a ideia de não fazer parte desse clube seleto e perder o que está acontecendo lá. E como nada pode ser gravado, você precisa estar 100% presente para não perder nada, porque senão todos estarão a par do que foi discutido na sala, e você não.

Inclusive, isso abre espaço para outra problemática: isso não seria uma estratégia consciente de “viciar” os usuários no seu conteúdo? E sejamos honestos, é irreal manter essa cultura de que você precisa estar 100% conectado, afinal nós temos uma vida fora das redes.

Duas das matérias que mais formaram o meu caráter foram Ética e Educação em Saúde, onde estudamos os processos de exclusão social e sua relação com a saúde. Eu trago essa visão acadêmica de que toda vez que você limita o acesso de pessoas a um lugar, você promove segregação baseada em algum critério.

A questão é entender qual é esse critério e porque ele é importante.

Essa não é a primeira vez que uma rede social funciona por convites, o Orkut em seu início operava da mesma forma. Além disso, o app está em sua versão beta, é difícil dizer se essa característica vai se manter ou não. Entretanto, para mim isso ainda é preocupante.

Falar em redes sociais também é falar sobre comportamentos coletivos e a influência desse comportamento entre os usuários. Muitos deles são adolescentes, suscetíveis à influências do coletivo que impactam diretamente sua auto-imagem.

E mesmo que o  Clubhouse tenha atraído usuários de faixas etárias mais elevadas, esse sentimento de inadequação também continua fazendo estragos, já que agora a moeda de troca são as relações de networking profissional.

Que mensagem você passa para a pessoa ao dizer que ela só pode fazer parte da sua rede se alguém a convidar? Talvez que ela não seja boa o bastante para estar ali, que não tem importância ou algo a contribuir. E principalmente, que ali pode não ser o seu lugar. Principalmente a nível profissional, algo que mexe muito com a autoafirmação de muita gente.

Eu já fui convidado para o Clubhouse e preferi recusar. Enquanto não sair a versão para Android nem tenho como fazer parte, mas não sinto vontade de estar lá, já que a mensagem passada pelo Clubhouse me soa muito clara: esse lugar não é para qualquer um.

E não acho que uma rede tem o poder e o direito de dizer que eu sou qualquer um.

Como usar o Spotify para fortalecer a sua marca

Se você nunca pensou em usar uma plataforma de streaming de músicas a favor da sua marca, comece a pensar já!

O Spotify liberou recentemente a Retrospectiva 2020 para os seus usuários, onde podemos conferir quais foram as músicas, artistas e podcasts mais ouvidos no ano, assim como gêneros e artistas novos que descobrimos, entre outras informações.

Isso se tornou uma tendência nas redes, onde vários dos seus amigos provavelmente devem ter compartilhado os resultados, assim como eu fiz no meu perfil. Até mesmo celebridades e figuras públicas, como o Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, postou a sua retrospectiva spotify no seu Facebook.

Você já deve ter percebido que o Spotify é uma realidade cada vez maior. Como já citei em outro artigo meu, o Spotify é uma das principais redes sociais aqui no Brasil, e você pode — e deve — usar essa plataforma a seu favor.

Quer saber como? Fica comigo que eu te explico!

Por que o Spotify?

Fonte: https://programadoresbrasil.com.br/2020/11/como-mudar-de-plano-no-spotify/

Antes de mais nada, talvez você deve se perguntar o porquê de eu ter escolhido essa plataforma, já que existem muitas outras no mercado.

Além do Spotify, podemos citar a Deezer, SoundCloud, Youtube Music, iTunes e Apple Music, Tidal, entre outras. Todas elas possuem seus prós e contras, além de suas particularidades que as tornam mais ou menos populares. 

No geral, podemos dizer que o Spotify se tornou a plataforma mais popular para o público. Entre os principais motivos, podemos destacar a possibilidade de criar uma conta gratuita e facilidade de acesso, disponível tanto na versão desktop quanto na versão mobile, para Android e iOS.

O ponto negativo é a impossibilidade de escolher uma música específica para ouvir, é preciso selecionar a playlist onde a música se encontra e deixá-la no modo aleatório, assim como a quantidade limitada de vezes que se pode pular faixas

Essa característica acontece no aplicativo, no desktop é possível ter esses comandos.

A conta gratuita também está sujeita a anúncios entre as músicas. Para eliminar os anúncios, pular as músicas de forma ilimitada, escolher faixas específicas para tocar, e ainda baixar músicas para ouvir offline, você pode assinar um plano Premium, a partir de R$ 16,90.

O Deezer é muito semelhante ao Spotify: conta com as mesmas características descritas e preços. As únicas diferenças é que o Deezer sai ganhando na qualidade de áudio e tem parceria com a TIM, onde os usuários da rede podem fechar pacotes de acesso gratuito ao Deezer.

Em compensação, o Spotify possui um algoritmo muito melhor para recomendação de músicas, formando playlists exclusivas toda segunda-feira baseado nas músicas que você e seus amigos ouvem. 

Fonte: https://www.folhape.com.br/cultura/soundcloud-vai-remunerar-artistas-em-funcao-do-tempo-de-reproducao/174625/

Ao contrário das outras plataformas, o SoundCloud é focado em armazenamento de áudio-conteúdo, e recentemente lançou seu próprio serviço de streaming, o SoundCloud Go. Entretanto, é necessário assinar um plano pago ou ser produtor de conteúdo nessa plataforma para usá-la.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/internet/134802-google-lanca-guia-evitar-cobranca-dupla-youtube-music-play-musica.htm

O Youtube Music segue a mesma pegada: foi uma aposta do Youtube para entrar no universo do streaming musical. Também foi uma forma de atender o pedido de muitos usuários, sobre tocar as músicas em segundo plano, sem precisar estar com o aplicativo ligado.

Assim como o SoundCloud Go, é preciso assinar um plano pago para usar.

Fonte: https://mundodamusicamm.com.br/index.php/digital/item/500-amazon-music-lanca-versao-gratuita-suportada-por-anuncios.html

O Amazon Music é um serviço dos assinantes da Amazon Prime, que possuem acesso ao streaming de filmes e séries, de músicas e também descontos e frete grátis nas lojas virtuais. 

O plano é pago, mas é o mais barato de todos ao comparar o custo-benefício: R$ 9,90 por mês ou R$ 99,00 na assinatura anual.

Fonte: https://tecnoblog.net/187682/apple-music-android-download-hands-on/

O Apple Music, assim como o iTunes, fazem parte do pacote iOS, apesar de serem bem distintos: o iTunes é um catálogo online de músicas, enquanto o Apple Music é o serviço de streaming da Apple

As faixas do iTunes estão disponíveis apenas para usuários iOS, enquanto o Apple Music disponibiliza essas faixas para qualquer um que tenha o app, até mesmo para Android.

Porém, o grande problema é que nem todas as faixas do iTunes estão disponíveis no Apple Music.

Fonte: https://tidal.com/

Por fim, temos o Tidal, aplicativo que tem como proprietário o Jay-Z. Sua interface, funções e preços não são muito diferentes dos outros apresentados, mas não possui conta gratuita, permite mais facilidade para montar e organizar suas playlists e o algoritmo do Spotify para recomendar músicas é um pouco melhor.

Sendo assim, o Spotify acabou sendo mais popular no país devido a esses requisitos. Não significa que os outros não são bons, mas se você quer alcançar um maior público e ter usuários mais engajados, o Spotify é a melhor escolha no momento.

Como usar o Spotify?

O aplicativo é bastante simples e intuitivo. Para criar conta você pode se cadastrar com seu e-mail ou com sua conta no Facebook, que facilita para encontrar seus amigos no Spotify.

Fonte: https://open.spotify.com/

Na barra de busca você pode encontrar artistas, usuários, playlists e podcasts. É possível seguir artistas para acompanhar suas músicas, seguir usuários para ver suas playlists, favoritar músicas, playlists e podcasts, assim como montar suas próprias playlists.

Fonte: https://open.spotify.com/

Ao entrar no perfil de um artista, é possível ouvir álbuns inteiros ou apenas pedir para tocar todas as suas músicas. Você pode selecionar o modo aleatório ou em ordem clicando em um botão, assim como repetir faixas

Fonte: https://open.spotify.com/

É possível ainda filtrar os resultados nas playlists — nome da música, nome do artista e nome do álbum — em ordem alfabética ou temporal, para tornar mais fácil a busca dentro da playlist, e também reorganizar a ordem das faixas em sua playlist.

Fonte: https://open.spotify.com/

As playlists oficiais do Spotify são divididas não apenas por gênero, mas também por estado de espírito e atividade. Caso seja fã de sertanejo, você pode buscar por playlists só com o gênero, assim como pode procurar playlists animadas para limpar a casa.

Fonte: https://open.spotify.com/

Existem também playlists só com artistas específicos e organizadas de acordo com os seus interesses, isso te ajuda a conhecer mais músicas dos artistas que gosta e dos artistas semelhantes.

Fonte: https://open.spotify.com/

Por fim, o Spotify também é uma rede social, que te permite ver o que os seus amigos estão ouvindo, assim como compartilhar as suas músicas em outras redes.

E como eu uso o Spotify no meu negócio?

Se você tem um negócio físico, como lojas e academias, ter música ambiente por si só já seria o bastante, já que você não precisaria depender de rádio, youtube ou músicas no pendrive para entreter os seus clientes.

Uma dica inclusive é ter um plano premium mais em conta só para não ter que lidar com os anúncios, caso preferir.

Porém, você que tem uma marca pessoal, como produtores de conteúdo, e profissionais autônomos também podem — e devem! — utilizar as ferramentas do Spotify de forma estratégica.

Vamos pontuar alguns exemplos:

  1. Crie playlists baseadas na sua marca.

Qualquer estabelecimento pode pegar playlists prontas para tocar ao longo do dia, mas e se você criasse playlists baseadas na identidade da sua marca?

Por exemplo: você tem uma barbearia, e você é uma pessoa que gosta muito de Jazz, Blues e Bossa Nova. São estilos diferentes que normalmente as pessoas não ouvem juntas, mas os seus clientes mais antigos já sabem que são a sua cara. 

Então ao invés de pegar uma playlist pronta, monte uma com as suas faixas preferidas. Isso gera identidade, pois os seus clientes vão passar a associar essas músicas a você e seu negócio.

No meio do atendimento começa a tocar sua música preferida do Tom Jobim, e você passa a conversar com o cliente sobre a música. Se ele gostar, vocês podem falar sobre o assunto durante o atendimento. Se ele não conhecer, será apresentado a uma experiência nova, e quando ouvir essa música em algum lugar, vai lembrar de você. 

Pode acontecer ainda do cliente marcar o seu perfil em páginas que trazem essas músicas e até mesmo sentir vontade de te apresentar as músicas preferidas dele nos próximos atendimentos, ou também mostrar músicas que lembram do seu negócio para saber se você conhece ou gosta. 

Isso gera uma conexão tão forte a ponto dos seus clientes começarem a enxergar a sua marca nas músicas que ouvem. Muito melhor do que apenas colocar um som qualquer para tocar, não acha?

Você também pode criar playlists para os seus clientes ouvirem ao longo do dia, baseadas nas músicas que tem a ver com o seu negócio. 

Um exemplo bem legal disso é a bunker, uma marca de cuecas do Rio de Janeiro que se destaca pela sua presença descontraída nas redes sociais. Eles criaram uma conta no Spotify para compartilhar playlists únicas, como “de bunker na estrada”, “de bunker no churrasco”, “de bunker na corrida”, “de bunker indo trabalhar”, e até mesmo a playlist “de bunker no dia das mães”.

Fonte: https://open.spotify.com/user/b7ed7ih4lxqkxjzhlg9g2osqe

As músicas não são escolhidas ao acaso, elas possuem estilos semelhantes que conversam com a proposta da playlist — como reunir samba, funk e pagode na playlist de churrasco, enquanto na playlist do dia das mães vemos músicas dos anos 80 — e conversam também com a marca

Marcas pessoais também podem usar esse artifício, um exemplo fantástico é o Gabriel Picolo, pseudônimo de Gabriel Bertasoli, artista gráfico brasileiro. Ele ficou conhecido pelas suas artes de Jovens Titans e foi convidado pela DC Comics a ilustrar as revistas em quadrinhos da saga.

O Picolo também criou sua conta no Spotify para divulgar playlists baseadas nos personagens da série. São tão boas que me inspiraram pessoalmente em uma das minhas histórias e até mesmo a criar uma playlist minha!

Fonte: https://open.spotify.com/user/12128432993/playlists
  1. Faça playlists colaborativas.

Um recurso muito legal no Spotify são as playlists colaborativas. Basicamente, você cria uma playlist e abre para que outras pessoas possam adicionar suas músicas nela.

Isso aconteceu no antigo box de crossfit que eu treinava. O box tinha uma playlist que deixava tocar nos treinos, sem muito preparo, até que um dia tiveram a ideia de abrir a playlist para que os alunos pudessem colocar as suas músicas preferidas.

Nem preciso dizer que foi um momento de muito entrosamento, não é? Os alunos gostaram muito da ideia e passaram a colocar várias faixas, eu inclusive, e ficou esse sentimento legal de ir para o treino com a expectativa de ouvir algumas das músicas que nós adicionamos.

O lado negativo é que por serem pessoas com gostos diferentes, a lista se torna bastante misturada, além de você precisar tomar cuidado com as músicas escolhidas para saber se não aparece nada impróprio lá. Porém, é uma ferramenta de integração muito boa, e você pode criar uma playlist à parte só para isso.

Para quem lida com atendimento ao usuário, como academias, cursos, lojas, lanchonetes, bares e afins, pode ser uma estratégia fantástica de identidade de marca e integração entre os clientes.

  1. Invista em playlists exclusivas.

Além das playlists transmitirem o estilo da sua marca, você também pode fazer com que apenas seus clientes tenham acesso às suas playlists.

Imagina que você está lançando um curso sobre Marketing Digital para profissionais da saúde. Você pode investir em conteúdos exclusivos, como apostilas e vídeos, assim como listas de músicas. 

Você muda as configurações dessa lista para deixá-la secreta, e então compartilha com quem comprar o seu curso. Se você for um produtor de conteúdo, pode oferecer uma playlist exclusiva para os seus seguidores, ou até mesmo trabalhar com a comunidade de amigos próximos no Instagram.

Isso causa um efeito de exclusividade no seu público, que vai se identificar e engajar ainda mais com a sua marca.

  1. Produza podcasts para o seu público.

Se você produz conteúdo, uma das formas que podemos usar é o audiovisual, ou apenas áudio, e o Spotify permite que os usuários possam enviar seus podcasts para a plataforma.

Um exemplo que eu gosto muito são as irmãs Alcântara, do blog Tudo Orna. Elas trabalham com empreendedorismo e comunicação digital, possuem marcas de roupas, cosméticos, uma cafeteria em Curitiba e uma escola de branding e mídias sociais. 

Uma das plataformas onde distribuem o seu conteúdo é no Spotify, tendo um podcast próprio. Inclusive, é o meu preferido.

Fonte: https://open.spotify.com/show/6TFfHHHcitQ7IktZ6K1ctm

O Geronimo Theml é outro bom exemplo. Coach e palestrante, ele tem seu podcast no Spotify, o Sai da Média, que eu também gosto muito.

Fonte: https://open.spotify.com/show/1nuFSa15qyDWQ4kY9kOwRD

A Marina Iarte, estilista e consultora de estilo em Presidente Prudente, também começou um podcast sobre moda e estilo, o Dizem as Más Línguas

Fonte: https://open.spotify.com/show/5ggwheTZ6wJqPq6xqps2Z4?si=F8DbFNXISuiZxpHSRy92yw

Isso mostra que você não precisa ser uma celebridade ou uma grande empresa para investir neste formato de conteúdo.

Você vai encontrar vários outros blogueiros e produtores de conteúdo no Spotify, até mesmo empresas e instituições. O Crefito-3, conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo, tem seu podcast no Spotify sobre notícias da nossa área, o Fisio e T.O. em Movimento.

Fonte: https://open.spotify.com/show/5sWlYV6xsBdHJR4QZrQk1f

E agora esse blog também tem um podcast! Você já se inscreveu lá?

Fonte: https://open.spotify.com/show/3xUQ4VluF5N7ZmZNTkNeLj

Ter um podcast é uma forma legal de se comunicar com o seu público, mas vale a pena avaliar se você tem estrutura, tempo e recursos para investir e manter esse conteúdo. Caso sim e achar interessante, vai fundo.

  1. Personalize as suas playlists.

Você já criou as suas listas de músicas baseadas no estilo da marca, mas não deve se preocupar apenas com as músicas escolhidas, mas também com a formatação da playlist.

O Spotify permite que você coloque título, descrição e capa em cada uma das suas playlists. Geralmente as pessoas se importam apenas com o título e esquecem o resto, mas se você cuidar dos três elementos, pode se destacar ainda mais.

Eu sempre montei playlists que tinham a ver comigo, e quando eu decidi me profissionalizar, as minhas playlists também foram personalizadas. Em cada playlist eu montei um título e uma descrição mais descontraídas, por combinar com o meu estilo pessoal, e fiz um modelo de capa unificado, usando as cores do meu estúdio.

Se você for ver o meu perfil no Spotify, vai ver que as playlists têm todas o mesmo estilo visual e textual, e isso não foi feito à toa: é para estabelecer uma identidade marcante dentro do Spotify, conversando com a identidade visual das minhas outras mídias.

Fonte: https://open.spotify.com/user/12184550016/playlists

Uma coisa que eu fiz e gostei bastante foi separar as playlists por gênero e estilo, como já mencionei lá atrás, mas também fiz playlists temáticas para os dias da semana. Era uma ideia minha que resolvi compartilhar com os meus seguidores, para que a cada dia da semana você tivesse um estilo diferente para ouvir.

Isso é tudo por hoje! Espero que tenha gostado desse artigo, agora me fala: você já usa o Spotify em sua marca e/ou empresa? Conta para mim nos comentários.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

A moda como ferramenta de branding pessoal

Moda. Essa palavrinha de quatro letras sempre fez com que eu me sentisse um ET, já que nunca foi meu forte ou mesmo meu interesse. Mas de uns anos para cá eu fui me interessando muito por um termo bem atual: branding.

Branding nada mais é do que o processo de construção e gestão de uma marca. É como uma empresa trabalha para ser vista e lembrada, mas o branding não está restrito às grandes empresas, ele também serve a pessoas como eu e você, que podem trabalhar a sua marca pessoal para se posicionar como profissional

Em outras palavras, branding significa comportamento e imagem, e o que mais pode representar a imagem pessoal do que a moda? Até porque moda é comportamento, sempre em constante mudança.

Comecei a estudar mais sobre o assunto para entender como posso usar a moda a meu favor, e consequentemente, te ajudar com esse processo. Mas eu entendo de fisioterapia e mídias sociais, não desse universo, então contei com o apoio de uma pessoa muito especial que vai falar um pouco com a gente sobre o assunto.

Recebam então o Rogério Duarte, publicitário e consultor de estilo aqui de Pompeia, responsável por cocriar este artigo comigo e nos explicar a relação entre moda e marca pessoal.

Vamos lá?

GB: Como você se envolveu com moda, Rogério?

Rogério: Desde pequeno gostei muito da área, mas na região que moro não tinha nenhum curso de Moda, então fiz Publicidade e Propaganda por orientação do meu pai. Ele me disse para começar com essa graduação por ter aqui onde moro e possuir alguma ligação com o setor, e quando estivesse mais estabilizado eu poderia enfim fazer o curso que queria. E, de fato, me identifiquei com a Publicidade.

Em 2008 visitei um ateliê de noivas em Curitiba, pois era casamento de uma prima e eu havia desenhado o vestido dela. Lá vi um anúncio que precisavam de um estilista. Fui convidado a trabalhar com eles, e me senti um pouco inseguro, já que sabia apenas desenhar, não tinha habilidades em corte e costura. 

Recebi a proposta de ficar um mês em experiência para ver como eu me saía. Passado esse período, fiquei mais 60 dias e depois disso fui efetivado. Nesse período, fiz minha inscrição para o curso de Técnico em Moda, no Senai Curitiba, e passei então dois anos trabalhando no ateliê durante o dia e à noite fazia o curso. 

Formei em 2010 em Moda, a partir disso trabalhei por seis anos lá no ateliê, com a produção de vestidos para noivas e festas, com editoriais de moda, foi um período bem bacana para mim. 

Depois desses seis anos eu saí e fui trabalhar como consultor de estilo na Versace, uma grife italiana. Isso me deu a oportunidade de conhecer o setor de Moda de Luxo, algo bem diferente da minha experiência no ateliê.

GB: O que te fez decidir a trabalhar com moda e estilo?

Rogério: Eu sempre gostei da parte artística e desenhar, tanto que desde os nove anos eu desenhava vestidos de noiva no caderno. Recebia até bilhetes dos professores, falando que eu não fazia a tarefa, só desenhava. 

Fui aperfeiçoando com o tempo, e minha mãe sempre me estimulou muito, assim como meu pai. Ela me comprava materiais de desenho, como lápis e papéis, enquanto meu pai me dava dicas de como melhorar os meus desenhos.

Minha família sempre deu muito apoio, mesmo não enxergando como uma profissão. Nem eu enxergava, a princípio. Fui entendendo com o passar do tempo que poderia profissionalizar esse meu talento

O incentivo e a valorização da minha família sobre a minha arte foi o que me incentivou a decidir por esse rumo.

GB: Além de consultor de estilo você também é publicitário. Você costuma trabalhar com esses dois setores separados ou consegue uni-los?

Rogério: Para mim funciona muito bem. Meu primeiro contato foi com Publicidade e Propaganda, que é venda. Você precisa acreditar naquilo para que você possa vender

Depois, quando eu fiz o curso técnico, eu precisava montar um catálogo de moda para o trabalho de conclusão de curso, e alguns alunos tercerizaram por não possuírem esse conhecimento de layout, arte e gráfica. O curso de Publicidade me deu isso, a chance de unir minhas duas experiências em publicidade e moda foi perfeito, pois consegui fazer exatamente como idealizei.

Atualmente, quando vou trabalhar com editoriais de Moda, não é só combinar sapatos ou que tipo de cabelo, enfim, não é apenas a parte estética. Existe um cuidado minucioso em conversar com o contratante para entender qual é a imagem que ele quer passar, o objetivo que pretende atingir com aquele editorial. 

Então é feito todo um estudo mercadológico, de conteúdo e produto, para depois desenvolvermos o trabalho artístico, que na verdade é isso que todo mundo vê nas revistas, nos sites e no Instagram. Eu costumo dizer que a beleza e o glamour são apenas o pico do iceberg, mas por baixo do nível existem várias outras coisas que, na verdade, é o que sustenta esse trabalho. 

Como diz Nizan Guanaes, um publicitário brasileiro, “Publicidade é mais transpiração do que inspiração”. Temos que trabalhar muito, pesquisar muito, para estruturar esse trabalho, para que esse glamour não venha vazio, e sim cheio de conteúdo.

GB: Sabemos que a gestão de marca leva em consideração vários fatores, que vão muito além do logotipo. A moda pode ser usada como estratégia de construção da marca e da identidade visual?

Rogério: Sim, mas é preciso analisar primeiro, pois para construir uma marca, você vai utilizar de várias estratégias de acordo com aquele segmento. A moda pode ser usada, desde que seja um segmento voltado para ela. 

Existe um estigma de que moda é luxo, o que não é verdade, pois existem várias vertentes da moda, e o luxo é apenas uma delas. A moda pode ser inserida em outro segmento, desde que ela esteja ligada com o perfil do produto que se deseja vender.

Por exemplo, o lançamento de um condomínio luxuoso pode buscar associar a imagem de poder e riqueza, e assim você vai colocar na propaganda pessoas bem vestidas, com um cabelo bem produzido, joias. Fazemos todo um trabalho de moda para passar essa mensagem, como seriedade, glamour, imponência.

A moda acaba tendo a função de ser uma embalagem, mas para que isso funcione, o produto precisa ter um conteúdo coerente com a mensagem transmitida.

GB: É mais fácil pensar na moda ao falarmos de modelos e influenciadores. Mas como micro influenciadores, produtores de conteúdo e até mesmo empreendedores e profissionais autônomos podem usar a moda para construir sua marca pessoal?

Rogério: A moda pode, deve e está sendo usada no meio corporativo. As pessoas contratam o personal stylist para traçar qual é perfil desse profissional e auxiliar a construir a sua aparência. 

E no mundo atual, a aparência é muito importante no meio corporativo, você deve estar sempre bem vestido. Porém, estar bem vestido não significa necessariamente usar uma grife ou uma roupa cara. O personal stylist vai traçar um perfil de acordo com a sua personalidade e desenvolver um estilo que tenha a ver com você

É muito bacana o relato das pessoas com quem fiz esse trabalho: a forma como o profissional muda, os elogios que recebo, como me olham diferente. Isso mexe com a autoestima da pessoa, consequentemente o trabalho melhora e rende mais. 

GB: Como pessoas comuns podem usar a moda para construir sua identidade no cotidiano?

Rogério: Gosto de enxergar essa divisão entre celebridades e pessoas comuns, porque é legal você se inspirar em alguém, mas é essencial buscar a sua própria identidade

Entender se você prefere estampas ou cores mais neutras, por exemplo. Se você vive em um lugar quente, você vai procurar roupas que tenham a ver com esse clima, com a sua personalidade e com o seu local de trabalho. Mas você também precisa levar em consideração o que faz você se sentir bem.

A construção de estilo é gradativa, você não acorda um dia como especialista. É aos poucos, percebendo com os comentários das pessoas, com o próprio espelho e como você se sente com aquilo. 

Ao mesmo tempo, essa construção depende também de muita observação e leitura, buscar informações e ler a respeito é muito interessante. Quando alguém quer mudar o visual, essa pessoa começa a pesquisar referências, e automaticamente já começa a pensar diferente na forma de escolher uma camisa ou planejar um corte de cabelo.

Falando assim pode parecer muito superficial, mas não é. A moda, quando usada de forma estratégica, é um verdadeiro efeito dominó. Ela reflete na sua autoestima, no seu trabalho e nos frutos que você colhe dele.

GB: Você acredita que a moda possui uma função social além da estética?

Rogério: Com certeza. Nós estamos acostumados a ver a moda como objeto de consumo, conceito esse que se iniciou com o fast fashion, através de lojas como Zara, Riachuelo, Renner, entre outras.

Depois dessa criação, todo mundo passou a se sentir um pouco estilista, ao ver as peças expostas e criar suas próprias combinações. O que pode gerar certos deslizes (e falo deslizes porque não acredito em certo e errado na moda), mas essa concepção ajudou a popularizar a construção de estilo em camadas sociais mais baixas.

A Zara é uma loja de departamento que eu gosto muito, outras lojas seguiram essa linha posteriormente, onde colocam um pessoal que entende do assunto, o visual merchandising, para montar as vitrines e deixar os modelos prontos para o consumidor. 

No início do fast fashion, as pessoas não estavam preparadas para isso, já que a moda conceitual e ter um estilo estava restrito à classe A, apenas. Hoje, o fast fashion levou a moda até outras classes, como B, C, D. Essas classes aprenderam a consumir moda através desse conceito.

Outro detalhe muito legal sobre o assunto é a questão da moda sustentável. Cada vez mais vemos tecidos ecologicamente corretos e a preocupação das marcas com o meio ambiente

A Osklen, por exemplo, é uma marca muito legal nesse aspecto. Ela trabalha com tecidos tecnológicos e tecidos naturais, é muito bacana. E se formos aprofundar no assunto, existem várias outras marcas que se preocupam com o meio ambiente e sustentabilidade. 

Eu gosto muito de frisar com esses exemplos de que moda não é futilidade, existe uma função social muito importante por trás dessa área.

GB: Quais dicas você dá para as pessoas que querem trabalhar com moda e estilo?

Rogério: Para falar sobre isso, preciso fazer uma analogia: a pessoa gosta de animais e decide fazer veterinária, mas ela gosta dos animaizinhos bonitos e saudáveis, e vai ser preciso lidar com animais doentes também.

A moda é a mesma coisa. Você pode gostar de consumir moda, de desfiles e revistas, mas trabalhar com moda vai além disso. Você precisa estudar muito, fazer pesquisa de mercado, que é muito exaustivo e trabalhoso. Para trabalhar com criação de coleções, você também vai pesquisar bastante sobre tecidos e cores.

As pessoas acreditam que trabalhar com moda é apenas dar dicas do que combina com o que, mas essa é apenas uma parte da moda. Eu digo que é a cereja do bolo, antes disso tem muito trabalho e estudo.

Eu cometi muito esse erro quando fiz faculdade. Como não gostava de matemática, fiz Moda por acreditar que não teria contato com a área. Mas para estudar costura e modelagem tive que saber sobre formas geométricas, e consequentemente, muita matemática. Só que a paixão pela moda era muito maior, então fui superando esses desafios.

Meu conselho então para aqueles que querem seguir esse estudo: procure se aprofundar, ler a respeito de como a moda surgiu. 

A História da Moda tem assuntos deliciosos para você aprender e conhecer a evolução da moda. As décadas de 1920, 1930 e 1940 são as que eu mais gosto, pois as pessoas lá se viravam com o que tinham. As modelagens eram mais bonitas e estruturadas devido aos únicos tecidos disponíveis na época, vindo dos uniformes militares. Usava-se cortes mais retos, tecidos mais estruturados… 

Enfim, o caminho é esse. Procurar se informar e estudar, para depois inserir o seu estilo dentro desse conhecimento, e assim você desenvolve a sua marca e sua identidade. É isso que vai fazer diferença no mercado.

Essa foi a primeira cocriação aqui na Grambélia, com o Rogério Duarte nos dando uma aula sobre moda e construção de estilo. Não sei vocês, mas eu amei e tô doido para aplicar esse conhecimento na minha marca pessoal.

Se ficou alguma dúvida sobre o assunto, deixe aqui nos comentários que a gente te responde. Quero agradecer ao Rogério pela disponibilidade e pela ajuda incrível neste artigo!

E você, começou a ver a moda com outros olhos? Conta pra mim o que achou.

Um abraço e até a próxima!

As protagonistas de Coisa Mais Linda e o perfil empreendedor dos quatro temperamentos

Quando eu vi o trailer da série Coisa Mais Linda, da Netflix, eu me encantei logo de cara. E ao ver que eram apenas duas temporadas com sete e seis episódios mais ainda, já que eu detesto séries muito longas.

Coisa Mais Linda fala sobre a jornada de quatro mulheres no Rio de Janeiro nos anos 50, uma época marcada pelo surgimento da Bossa Nova, e também pelo modelo patriarcal da sociedade. 

Coisa Mais Linda: série brasileira da Netflix sobre empreendedorismo, feminismo e bossa nova no Rio de Janeiro dos anos 50 e 60.
Arte oficial da série com as quatro protagonistas. Da esquerda para a direita: Lígia, Thereza, Malu e Adélia.

Na série, Malu se muda para o Rio com a ideia de abrir um restaurante com seu marido, e ao chegar na capital descobre que ele fugiu com seu dinheiro, deixando-a com absolutamente nada.

A história mostra o renascimento de Malu ao decidir inaugurar um clube de bossa nova no prédio onde seria o restaurante, e a luta para se firmar em uma sociedade onde as mulheres não tinham voz nem direitos

Quando você assiste a série, percebe que são quatro mulheres totalmente diferentes que decidem crescer profissionalmente na década de 50. E ao ver a trajetória de cada uma, não consegui deixar de enxergar na história um conceito importante na Psicologia: os Temperamentos.

Talvez você já deve ter ouvido falar desse termo, mas caso não conheça o assunto, os temperamentos são traços de personalidade que determinam tendências de comportamento. Uma pessoa de determinado temperamento tende a agir de uma forma específica em cada situação.

Meu objetivo neste artigo não é te transformar em um especialista no assunto, mas te mostrar algumas características que discutimos nesse meio e sua relação com a série

A história de Coisa Mais Linda foca muito no empreendedorismo e empoderamento feminino, dois assuntos que eu também gosto muito. Por isso eu quero te mostrar como os temperamentos podem indicar o perfil empreendedor de cada pessoa, baseado nas quatro protagonistas da série.

Curioso, não acha? Fica comigo que eu te explico essa mistura!

O que são os temperamentos humanos?

Apesar de parecer recente, esse conceito é muito antigo, vindo da Grécia Antiga. Hipócrates foi o primeiro a falar sobre o assunto, em 400 a.C, entendendo que o ser humano pode ser definido por quatro tipos de temperamentos.

A Filosofia, a Psicologia e a Neurociência se apropriaram do estudo sobre os temperamentos e o desenvolveram ao longo do tempo. Hoje se entende que os temperamentos são itens da inteligência emocional, definida por Daniel Goleman, pois indica como as pessoas tendem a reagir através do seu perfil temperamental.

Contudo, os temperamentos não são fixos, cada pessoa possui traços de um ou mais deles, e também é importante frisar que eles não definem o indivíduo. Goleman defende que a inteligência emocional depende de vários fatores e pode ser desenvolvida.

E quais são os temperamentos e como se conectam com as protagonistas de Coisa Mais Linda? Eu te explico:

Malu é colérica

Malu, uma das protagonistas de Coisa Mais Linda, interpretada por Maria Casadevall.
Malu, personagem de Maria Casadevall.

O temperamento colérico torna as pessoas naturalmente confiantes e determinadas. Pessoas coléricas tendem a ser muito criativas, impulsivas, naturalmente empolgadas e com aptidão para liderança. Gostam de tomar a frente e fazer as coisas acontecer, sem pensar muito nas consequências.

Assim é a Malu, a paulistana que largou tudo para construir um restaurante com o marido no Rio de Janeiro. Medo de dar errado ou de não ser o que ela pensava? Muito pelo contrário, a Malu mergulhou de cabeça nessa ideia. 

E ao se dar conta de que não tinha mais nada, decidiu fazer algo que ninguém jamais tinha feito naquela cidade.

Ela é uma mulher bastante corajosa e expansiva, tem ótimas ideias e não pensa muito antes de agir, prefere abrir caminho e ver o que acontece. Acaba atropelando os outros no caminho, age com exageros e acredita que tudo gira a seu redor.

Do ponto positivo, o temperamento colérico traz muita iniciativa, o que é fundamental para o empreendedor. É preciso coragem para tirar as ideias do papel, e mais ainda para seguir em frente mesmo sem saber exatamente por onde anda

Muitas vezes o empreendedor precisa aprender fazendo e fazer aprendendo, pois se esperar até o momento ideal, ele pode nunca acontecer. É uma característica muito forte da Malu, ao longo da série ela vai testando e aprendendo, todos os dias.

Do ponto negativo, a pessoa colérica pode meter os pés pelas mãos pela falta de planejamento. Apesar de ser tentativa e erro, você precisa ter um estudo prévio para entender o que precisa saber antes de sair desbravando, para que o seu negócio seja sustentável, e não uma série de faíscas desordenadas.

Além disso, empreendedores coléricos possuem uma dificuldade em separar o profissional do pessoal, a tão necessária inteligência emocional. Quando as coisas dão errado a Malu se desespera e acaba incendiando tudo e todos ao seu redor. 

E por ser altamente focada em si mesma, age como se fosse o centro do mundo, o que dificulta as relações interpessoais. Sente como se nada mais importasse além do que as suas vontades, pisando em todos para se encontrar no mundo.

Se você que é colérico quer empreender, seja assertivo e proativo, não tenha medo de errar ou não saber o que fazer, mas trace um plano bem definido antes de começar, e não leve as adversidades para o lado pessoal

Saiba ouvir e enxergar o outro, e entender que nem sempre as coisas serão da forma como você quer, e sim como precisam ser. Colaborar é melhor do que competir.

Adélia é fleumática

Adélia, uma das protagonistas de Coisa Mais Linda, interpretada por Pathy Dejesus.
Adélia, personagem de Pathy Dejesus.

O temperamento fleumático representa os indivíduos realizadores e pacíficos. Pessoas fleumáticas são pragmáticas, analíticas e resilientes, sabem observar o que acontece ao seu redor e possuem uma paciência inerente.

Da mesma forma, Adélia é a personagem mais pé-no-chão da série. Sócia de Malu no clube, foi a primeira a dar ouvidos à paulistana e ajudá-la a construir o Coisa Mais Linda. 

Mesmo sendo empregada doméstica, mãe solteira, analfabeta e moradora da favela, Adélia acreditou na proposta, se permitiu sonhar e deu todo o suporte que precisavam para tirar os planos do papel. 

Quando era preciso botar a mão na massa, era a negra quem fazia o que precisava ser feito. Sempre paciente e persistente, tem seu ritmo próprio e mostra que devagar se chega longe. Principalmente com trabalho duro.

Para conquistar um empreendedor fleumático é preciso tempo, fatos concretos e números. Eles são racionais e disciplinados, agem com a lógica e valorizam mais o planejamento e diplomacia

São gentis e sonhadores, apesar de preferirem focar no agora e no que é concreto, e altamente confiáveis. Gostam de tratar bem o próximo e são sempre muito solícitos.

Um ponto negativo importante é a sua lentidão para tomar decisões, assim como sua tendência à inércia. São pessoas que pensam tanto que acabam deixando oportunidades passar por insegurança, e se arrependem depois por falta de proatividade. 

Podem ter dificuldade em receber críticas e expôr suas ideias, optando pelo silêncio para não precisar se posicionar diante do outro.

Por outro lado, fleumáticos lidam muito bem com as adversidades, são ótimos planejadores e costumam ser vistos como o pilar que sustenta os demais em suas empreitadas.

Se você é uma pessoa fleumática e quer empreender, meu primeiro conselho é: arrisque, você vai ter que aprender no caminho. Mas a sua capacidade analítica é sua maior aliada, então esteja sempre traçando metas e criando objetivos para se guiar

Não tenha medo de se expor nem de tomar iniciativas, você não precisa abaixar a cabeça a todo momento nem se colocar um degrau abaixo. Sua voz tem muito poder, não tenha medo de usá-la.

Theresa é sanguínea

Thereza, uma das protagonistas de Coisa Mais Linda, interpretada por Mel Lisboa.
Thereza, personagem de Mel Lisboa.

O temperamento sanguíneo traz leveza e dinamismo nas relações humanas. Pessoas sanguíneas são mais comunicativas e curiosas, gostam de lidar com pessoas e expressar suas ideias. São inquietas e gostam de chamar a atenção por onde passam.

Quando você vê a Theresa pela primeira vez, isso fica nítido. É a mais libertária do grupo, sempre se considerou feminista, e a única que trabalha em um posto de destaque. 

Ao contrário da Adélia, que era doméstica, Theresa é colunista em uma revista, e a única mulher na redação. Começa a história como colunista, resolve escrever um livro e depois se torna radialista, sem deixar de lado a vida social. 

É naturalmente expansiva e eclética, sempre está disposta a fazer amizades e fala muito bem em público, costuma ser vista como anfitriã mesmo sendo apenas uma convidada.

Como podemos ver, os empreendedores sanguíneos possuem múltiplas habilidades e adoram explorar as diversas possibilidades. Eles podem ter uma empresa de tecnologias, dar aulas de violão, fazer uma faculdade de saúde e escrever artigos no tempo livre, tudo ao mesmo tempo. 

Adaptáveis, tendem a trabalhar com comunicação ou áreas que permitem lidar com pessoas, como o comércio. Eles sabem dialogar com vários públicos e trabalhar com vários formatos e canais.

Porém, sua natureza multipotencial também revela uma dificuldade em focar no que é importante. Fazem tantas coisas ao mesmo tempo que largam muitos projetos no caminho. 

Impulsivos, podem simplesmente enjoar do que fazem e pular para outra ideia sem pensar com clareza, é um grande risco no empreendedorismo. 

Além disso, passam a ideia de superficialidade e exagero, pois sabem muito sobre diversos assuntos ao invés de se aprofundar em poucos e essenciais. O empreendedor precisa sim saber um pouco de tudo, mas é fundamental construir uma base em alguns pontos estratégicos.

Para os empreendedores sanguíneos, busque trabalhar perto de pessoas e para pessoas, já que sua personalidade magnética é sua arma mais poderosa. Mas é preciso sair da bolha e se aprofundar no que é mais importante para o seu negócio, para que ele possa se sustentar com as adversidades. 

Vale a pena frear os impulsos e cultivar o foco para não se perder no processo, entendo onde você está e onde quer chegar. O lenhador que gasta mais tempo amolando o machado corta mais árvores com menos esforço.

Lígia é melancólica

Lígia, uma das protagonistas de Coisa Mais Linda, interpretada por Fernanda Vasconcellos.
Lígia, personagem de Fernanda Vasconcellos.

O temperamento melancólico representa as pessoas sensíveis e introspectivas. Os melancólicos são complexos, intuitivos, sensíveis e desconfiados, pessimistas convictos, mas podem se tornar incrivelmente leais ao conquistar sua confiança.

E dentro do quarteto, Lígia é a mais melancólica. Valoriza as amigas e a família acima de tudo, é doce, sensível, carinhosa e amável. Tem paixão pela música, apesar de sentir medo de se arriscar nesse meio, por isso vive no conflito de  seguir seus sonhos ou manter sua vida “perfeita”.

Com a ajuda das amigas, Lígia se permite expressar sua paixão pela voz, e conforme ganha destaque nos palcos, se sente mais viva. Vive reprimindo suas paixões, além de sofrer repressões em seu casamento, o principal motivo pelo qual passou tantos anos ignorando seu sonho de ser cantora.

O maior perigo para os empreendedores melancólicos é a insegurança, por serem pessoas sensíveis tendem a se fechar em seus próprios sentimentos para não se magoar. É difícil lidar com a rejeição, então ao invés de abrir um negócio e se colocar em posição de vulnerabilidade, podem optar por uma vida pacata.

Além disso, são pessoas altamente desconfiadas que não gostam de depender do outro, tendem a buscar carreiras onde possam lidar sozinhos. Trabalhar em equipe não é o ponto forte desse temperamento, agindo de forma rígida com as pessoas para não transmitir fraqueza 

São muito críticas e duras consigo mesmas, acabam se cobrando tanto a ponto de ser um grande obstáculo a superar. Em contrapartida, esse tipo de pessoa é altamente dedicada e detalhista, buscam a perfeição em tudo o que fazem, por isso sempre entregam um excelente trabalho. 

E sua veia artística não deve ser menosprezada. Muitos podem buscar empreender na arte, seja na pintura, música, design, arquitetura, dança, teatro, redação. Ou então procuraram despertar beleza com seu negócio.

Para o empreendedor melancólico, valorize o seu potencial e não se diminua, acredite no seu potencial e não tenha medo de se expor. Use a sua sensibilidade para dar voz aos seus clientes e trazer para a sociedade o que você faz de melhor. 

E saiba que confiar no outro não é uma fraqueza, aprenda a trabalhar junto para somar as diferentes expertises e assim contribuir para que seu negócio seja mais completo. Quem vai acompanhado chega mais longe.

E você, conseguiu se identificar com uma das protagonistas e seus temperamentos? Conta pra mim nos comentários. E mais uma vez recomendo essa série incrível da Netflix.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências

Nove motivos para estar no Instagram

Não tem como falar de redes sociais sem falar do Instagram, devido à relevância que o aplicativo construiu ao longo dos anos. Já publiquei um artigo aqui na GB sobre as principais redes sociais da atualidade, e como podem conferir, o Instagram está posicionado na lista.

Mesmo tendo me aprofundado em Gestão de Mídias Sociais como um todo, estudando sobre as diversas plataformas que permitem interação aos usuários, optei por me especializar no Instagram. Muito disso se deve à minha preferência pessoal pela rede, mas também pela infinidade de recursos que o Instagram oferece.

Eu gosto de dizer que o Instagram hoje é um verdadeiro universo digital, com várias funcionalidades e oportunidades, tanto para pessoas comuns, quanto para empresas.

Se você ainda não está no Instagram, ou não conhece muito sobre a rede, fica comigo que você não vai se arrepender!

Como surgiu o Instagram

Antes de te dizer as vantagens da plataforma, faz sentido para mim contar a história do Instagram. E essa história é bastante simples.

Tudo começou com dois engenheiros de software, chamados Kevin Systrom e Mike Krieger. O Mike é brasileiro, inclusive. Eles criaram um aplicativo chamado Burbn, inicialmente, que possuía várias funcionalidades. 

Para simplificar o app, eles decidiram focar na publicação de fotos, e assim surgiu o Instagram. O nome veio da fusão de instant camera e telegram, indicando que a função do aplicativo era compartilhar fotos instantâneas, como se fossem polaroids digitais.

O Instagram foi lançado para iOS no dia 6 de outubro de 2010, e no mesmo dia foi considerado o mais baixado pelos usuários, atingindo 1 milhão de usuários ainda em 2010. Em 2012 foi lançado para Android e comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares.

Com isso já podemos pensar que o Instagram foi um sucesso desde a sua origem, pois se chamou a atenção do Facebook, uma das maiores empresas do mundo, é porque ele tem seu valor.

E quais são os principais pontos positivos dessa rede? Vamos conferir!

  1. Uma das redes mais usadas no Brasil

Segundo dados da Social Media Trends 2019, o Instagram teve a marca de segunda rede social mais usada no Brasil, com 89,4% de empresas e 92,5% de usuários nessa rede, segundo a pesquisa. 

Ou seja: se você não está no Instagram, saiba que seus amigos, familiares e até possíveis clientes provavelmente estão.

Para quem tem uma empresa, um negócio local ou é um profissional autônomo, é a chance de falar com vários possíveis clientes. Para pessoas físicas, é a certeza de encontrar seus amigos e familiares para manter contato.

  1. Oportunidade de ter um perfil comercial

Falei rapidamente sobre a oportunidade de empresas buscarem clientes no Instagram, e para isso, pode ser interessante ter uma conta profissional. A plataforma permite que qualquer pessoa possa criar uma página comercial para o seu negócio, e assim se comunicar com seu público.

Mas isso não se limita a empresas: profissionais autônomos e até pessoas comuns podem transformar sua conta pessoal em comercial, facilitando a gestão da sua marca. Ao contrário do Facebook, onde você precisa criar uma página separada do seu perfil, no Instagram você pode usar uma conta única.

E para gerenciar as contas, caso queira separá-las, também não tem segredo: você pode criar um perfil profissional atrelado à sua conta pessoal. Para alterar de uma para outra basta clicar em um botão e pronto, sem precisar de login e senha diferentes.

  1. Uma das redes com maior taxa de engajamento

Engajamento é a capacidade de um perfil criar envolvimento e interações com os usuários, que irão interagir espontaneamente com a conta. 

Para você que tem uma conta comercial, estar em uma plataforma com alto engajamento significa mais chances de fazer o seu negócio ser conhecido e se comunicar com seus clientes

E para quem quer apenas ter um perfil pessoal, isso também é interessante, já que estar em uma rede com poucas pessoas para interagir é muito desestimulante. Aqui você tem mais oportunidades de manter contato com as pessoas que você conhece e fazer novas amizades. 

Diferentemente do Facebook, você não precisa solicitar ou aceitar amizade com alguém para interagir com esse usuário. As pessoas podem ver suas publicações, se você quiser, e você pode conhecer e conversar com outros usuários em postagens que você comentar, aumentando sua rede de relacionamentos.

Outro ponto a favor da interação de usuários são os Stories: fotos e vídeos que desaparecem depois de 24 horas. Nos Stories é possível montar enquetes, abrir caixas de perguntas e comentários, enviar músicas e também indicar perfis e localizações físicas

A chance de receber respostas ao usar um recurso interativo nos stories é muito grande.

  1. Algoritmo integrado aos seus interesses

O Instagram é uma rede bastante visual, focada em fotos e vídeos, mas o aplicativo não te entrega conteúdo ao acaso. Existe um algoritmo incrivelmente complexo que analisa o que você gosta e te apresenta aquilo que se adequa aos seus interesses.

As pessoas com quem você mais interage tem preferência na sua linha do tempo. Por exemplo, se você curte e comenta com muita frequência as fotos dos seus filhos e netos, as postagens deles aparecem mais para você. Já nos stories, as pessoas que você mais interage aparecem para você com maior frequência.

Mesma coisa com marcas e influenciadores. Quanto mais você se envolve com o perfil — curtindo, comentando e compartilhando esse conteúdo — mais você vê as postagens nos primeiros lugares da linha do tempo e stories.

Na seção Explorar não é diferente. Se você curte muitas páginas e posts sobre viagens, ao entrar nessa seção você terá mais conteúdo envolvendo viagens. 

  1. Alinhado com as principais tendências mundiais

Se algo faz muito sucesso nas outras redes, pode ter certeza que estará no Instagram. Isso se não veio do próprio Instagram.

O conceito de Stories começou no Snapchat, e ao ver o potencial da ferramenta, o Instagram lançou a funcionalidade no app. Mais recentemente vimos a explosão do TikTok com os vídeos rápidos, fazendo o Instagram lançar as Cenas nos stories e o Reels, uma seção dedicada a esse formato de vídeos.

Deixando o questionamento moral e ético de lado, o Instagram sempre foi muito assertivo em analisar tendências e oferecê-las aos seus usuários. Estar no Instagram significa estar sempre perto das principais novidades e interesses do mundo inteiro.

  1. Integração com outros aplicativos e redes

Se você quiser compartilhar uma página da internet nas redes sociais, pode ter certeza que o Instagram será uma opção. 

Muitas redes sociais permitem que você integre seu perfil com a conta no Instagram, mostrando a relevância dessa plataforma entre as redes. Quando postar um story ou uma foto no seu perfil, e quiser postá-lo também no Facebook, conseguirá publicar nas duas plataformas dentro do Instagram. 

Recentemente saiu uma integração com o Messenger, o aplicativo de mensagens do Facebook, facilitando ainda mais a conexão entre as redes do grupo Facebook.

  1. Possibilidade de vender produtos pelo seu perfil

Com o Instagram Shopping, você pode criar uma loja virtual dentro do seu perfil, facilitando muito o trabalho de comerciantes e também pessoas físicas. O Instagram exibe o produto no seu perfil, você pode marcá-lo em publicações e o usuário pode efetuar a compra pelo próprio aplicativo.

É preciso ter uma conta comercial para ativar essa função, que não é nenhum segredo. É bastante rápido para criar um novo perfil comercial ou mudar sua conta para profissional.

E o melhor: você não paga absolutamente nada por esse recurso!

  1. Você pode fazer anúncios dentro do Instagram

Independente se você tem uma loja no perfil ou não, qualquer publicação sua pode ser anunciada. Desde um post que você queira promover para alcançar um público maior, até criar uma campanha publicitária completa dentro da rede.

O Instagram Ads é uma plataforma simples e completa, que te permite segmentar as campanhas por gênero, faixa etária, localização, gostos e interesses, e por aí vai. O custo é mais baixo do que anunciar no Google e outras mídias físicas, tendo assim um custo-benefício muito interessante.

  1. Ferramentas para analisar o desempenho da sua conta

Tendo uma conta comercial, o Instagram te oferece uma série de gráficos e métricas para que você saiba exatamente quem é o seu público e como criar estratégias para ele.

Análises completas de gênero, faixa etária e localização mais comum entre seus usuários, quantas pessoas visualizam seus stories, quantas e quais ações são tomadas pelo seu conteúdo (cliques no link, visitas ao perfil, taxas de comentários), e muito mais.

Informações que costumam estar disponíveis apenas em softwares e aplicativos especializados, estão dentro do seu perfil, disponibilizadas pelo próprio Instagram.

Esse foi o artigo de hoje, espero que tenha te dado uma boa visão sobre o Instagram. Se você ainda tem dúvidas sobre a plataforma, sobre como usá-la e que outros benefícios ela pode te trazer, me chama nos comentários que terei o maior prazer em te ajudar.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências

Quais são as principais redes sociais da atualidade?

Não sei dizer exatamente quando foi que entrei nesse universo das redes sociais, mas já passei horas conversando no MSN e participando de comunidades no finado Orkut

Descansem em paz.

Assim como já tive outras redes menos conhecidas, como Fotolog, Myspace, Google+, Ask.fm, Vine, entre muitas outras que nem me lembro mais dos nomes.

O fato é que as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e a tendência é aumentar. Em 1999 Bill Gates disse “Haverá dois tipos de negócios no século 21: os que estão na internet e aqueles que já não existem“.

E uma das melhores formas de criar presença digital é o bom uso das redes sociais. Tanto para pessoas quanto para empresas.

Você provavelmente deve conhecer apenas algumas delas, ou talvez nem saiba direito como explorar todo o potencial das redes sociais a seu favor. Isso quando não pede para seu filho, sobrinho ou neto te ensinar a mexer, não é?

Sendo assim, esse artigo é para você entender o básico sobre as redes sociais mais conhecidas e quais são os principais objetivos de cada rede, para que possa entender quais são melhores para você.

Vem comigo que é sucesso!

O que são as redes sociais?

Por definição, uma rede social é um conjunto de pessoas conectadas pelos seus laços e relacionamentos. O seu grupo de trabalho ou classe é uma rede social. Seus familiares e amigos também são. E quando essas redes são construídas na internet, aí temos o conceito de redes sociais digitais, ou simplesmente redes sociais.

Com isso, podemos entender que o principal objetivo de uma rede social é promover relacionamentos entre pessoas através de uma plataforma digital.

Mas você ainda pode encontrar o termo mídias sociais por aí, que apesar de ser bem semelhante, não é um sinônimo para redes sociais. 

Pensa aqui comigo: enquanto uma rede social foca em criar relacionamentos e conectar pessoas, uma mídia social se preocupa apenas em promover e distribuir conteúdos através de uma plataforma digital.

O e-mail é uma mídia social, pois vai apenas te entregar conteúdo de um destinatário. Não é objetivo dele fazer com que você interaja com outros usuários. 

Já o Facebook vai promover conteúdos e também permitir que as pessoas estejam conectadas. 

E porque usamos as redes sociais?

Cada pessoa tem um motivo específico para estar nas redes sociais, mas podemos definir em um termo geral: conexão.

As redes sociais permitiram que nós possamos nos conectar verdadeiramente com as pessoas, mesmo por trás de uma tela. Quando você tem amigos e familiares que moram longe, era muito mais difícil manter contato antigamente, onde dependíamos de cartas e telefonemas.

Hoje essa presença é muito mais facilitada. Você pode manter contato com pessoas que moram até mesmo em outros países, e interagir ao vivo. Você pode acompanhar a rotina de amigos e familiares, assim como de empresas e pessoas públicas.

Tente pensar na possibilidade de falar com atores e cantores famosos há 20 anos. Praticamente impossível, certo? Hoje, por outro lado, você pode comentar em uma rede social dessa celebridade, e receber uma resposta da mesma pessoa. 

Se você tem uma empresa, sabe que uma das formas mais acessíveis de fazer publicidade, e também mais poderosa, é o boca a boca. Usar suas redes sociais para divulgar seus serviços é ainda mais efetivo, já que você pode falar com diversas pessoas que não conhece, e provavelmente não alcançaria se não estivesse na internet.

E quais são as principais redes sociais atualmente? Segue a lista:

Facebook

Sem sombra de dúvidas, o Facebook se tornou uma referência mundial no universo das redes sociais.

Ele perdeu o posto de rede social mais usada no Brasil, mas ainda é a principal do mundo. Sua extensão é tão grande que hoje já controla outras grandes redes, como Whatsapp, Instagram e Messenger.

Foi criado em 2004 com o objetivo de criar relacionamentos entre os seus usuários. O próprio Facebook cita em sua página que o Facebook acredita no potencial das pessoas quando elas se unem, e sua missão é dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo

Isso o classifica como uma rede de relacionamentos.

Youtube

Ao contrário do Facebook, o Youtube é uma rede de entretenimento, pois apesar de permitir que seus usuários se conectem e compartilhem conteúdos, o grande foco da rede é produzir e distribuir vídeos.

Na página oficial, o Youtube divulga que sua missão é dar a todos uma voz e revelar o mundo, pois acreditam que todos têm o direito de expressar opiniões e que o mundo se torna melhor quando ouvimos, compartilhamos e nos unimos por meio das nossas histórias.

Foi adquirido pelo Google em 2006, e hoje é a maior plataforma de compartilhamento de vídeos no mundo. Deu voz a muitos artistas e influenciadores, como a era dos vlogs no início da década de 2010, e até hoje está ligado aos maiores produtores de conteúdo audiovisual. 

O Youtube tem uma importância considerável por ter revolucionado a forma como consumimos mídias audiovisuais.

Instagram

O Instagram é minha rede social preferida, e ganhou muito destaque nos últimos anos. 

Criada em 2010, em 2011 foi comprada pelo Facebook por 1 milhão de dólares, e sua proposta era compartilhar fotos instantâneas, como um álbum de fotos virtual.

O site oficial nos traz as seguintes informações, referente aos objetivos da rede: aproximando você das pessoas e das coisas que ama, nosso compromisso é promover uma comunidade segura e acolhedora para todos. Expresse-se de novas maneiras com os recursos mais recentes do Instagram, conecte-se com mais pessoas, conquiste influência e crie conteúdo atrativo que seja claramente seu.

Entretanto, o Instagram alcançou tantas novas funcionalidades que se tornou um universo completo

Hoje você pode postar imagens e vídeos permanentes no Feed, fotos e vídeos descartáveis após 24h nos Stories, criar seu próprio canal de vídeos no IGTV, compartilhar cenas e momentos com o Reels, a mais nova funcionalidade, assim como criar uma loja virtual em seu perfil com o Instagram Shop.

Sendo uma rede focada no visual, o Instagram tem uma das maiores taxas de engajamento entre as redes sociais, além de ser um ambiente propício para marcas se aproximarem do seu público.

Whatsapp

Muitas pessoas não se dão conta, mas o tão famoso aplicativo é também uma rede social, focada em transmissão de mensagens em tempo real. Você pode conversar ao vivo com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através do Whatsapp.

Inclusive, em sua página o Whatsapp reforça seu desejo de possibilitar que as pessoas se comuniquem sem barreiras, em qualquer lugar do mundo.

A maioria esmagadora de pessoas no país está no Whatsapp, que cada vez mais recebe atualizações para otimizar a plataforma. Uma das mais recentes é o Whatsapp Business, onde empresas e prestadores de serviços podem usar o aplicativo como fonte oficial de comunicação com os clientes.

Isso significa a facilitação de compra e venda de produtos e serviços pelo Whatsapp. Não é tão incomum que nós busquemos o número de empresas para pedir informações e até mesmo realizarmos a compra pelo aplicativo. 

Por isso, está sendo estudado a possibilidade de realizar pagamentos e operações pelo Whatsapp.

LinkedIn

Diferentemente das outras redes sociais, o LinkedIn é uma rede profissional, com o objetivo de formar conexões profissionais entre pessoas e marcas. Não é à toa que nessa rede você não solicita amizade, e sim conexão com os usuários.

O LinkedIn define, em sua página oficial, que sua missão é conectar profissionais do mundo todo, tornando-os mais produtivos e bem-sucedidos, além de criar oportunidades econômicas para cada integrante da força de trabalho mundial.

Você pode usar essa rede para divulgar sua experiência profissional, enquanto empresas podem usar a plataforma para selecionar novos funcionários e colaboradores. O LinkedIn tem uma proposta mais formal, e por isso não é a rede ideal para falar sobre o dia-a-dia, mas sim contribuir com seus conhecimentos e promover networking.

Twitter

O Twitter já foi uma rede mais popular antigamente, mas ainda tem uma importância considerável entre as grandes redes. Sua proposta é compartilhar pensamentos em poucos caracteres.

Uma rede de comunicação rápida e assertiva, mais conhecida pelas discussões de cunho político e disseminação de notícias e informações. Estar no Twitter é ser informado em tempo real pelos principais acontecimentos Brasil e no mundo, e ver reflexões diversas sobre os assuntos.

Segundo o site oficial, o Twitter é o lugar certo para saber mais sobre o que está acontecendo no mundo e sobre o que as pessoas estão falando agora.

Foi uma das primeiras redes a apresentar o conceito de seguidores ao invés de amigos, indicando que é uma rede mais impessoal. A comunicação é mais autêntica, onde você tem mais liberdade para dizer o que pensa, e isso pode ou não atrair pessoas que concordem ou discordem de você.

Outras contribuições importantes do Twitter foram os conceitos de hashtags e trending topics

As hashtags são as famosas “etiquetas” sinalizando um tipo de conteúdo, que você pode usar para acompanhar o que tem se falado sobre o assunto. Já os trending topics seriam os assuntos em alta no momento, para que você possa acompanhar o que mais está sendo comentado no país e no mundo.

TikTok

De todas as redes apresentadas aqui, o Tik Tok é a mais recente e uma das que mais cresceram nos últimos anos. A proposta do app é compartilhar conteúdo em vídeos de forma espontânea

Os vídeos rápidos com fundo musical ajudam a popularizar tendências, e por isso o app tem uma alta capacidade de viralização em seus conteúdos. Isso significa que o que é postado no TikTok tem mais chance de ser compartilhado pelos usuários.

De fato, é um app viciante e muito atrativo, que foca em vídeos para entretenimento e educação. Isso casa com a missão do app, sinalizada em sua página oficial: inspirar criatividade e trazer alegria.

Pinterest

Talvez você nunca tenha ouvido falar dessa rede, ou já deve ter se deparado com ele e não prestou tanta atenção. Mas se você não conhece o Pinterest, deveria conhecer agora.

O Pinterest atua como um grande painel de imagens, que pessoas usam para buscar inspiração em projetos. Basicamente, nessa rede você não precisa produzir conteúdo, basta repostar imagens de outras redes e organizar em murais semânticos.

A proposta da Pinterest em sua página é bastante simples: quando a ideia é boa, você bate o olho e já sabe. Essa é a grande sacada, ser um rede visual e funcional, para que você possa ver e se inspirar, além de reagir aos posts (chamados de pins) de outros usuários. 

É considerada uma rede de nicho.

Snapchat

Essa rede foi muito popular entre 2014 e 2015, hoje já não é mais tão lembrada pela grande maioria das pessoas. 

O Snapchat introduziu o conceito de imagens e vídeos que desaparecem em 24h, algo que deu tão certo que foi copiado pelo Instagram, Facebook, Whatsapp, e recentemente pelo Twitter, através dos Fleets. Com isso, a rede perdeu muito do seu público.

A visão do Snapchat, em sua página oficial, se baseia em contribuir com o progresso da humanidade, empoderando as pessoas para se expressarem, viverem no momento, aprenderem sobre o mundo e se divertirem juntas.

Apesar do declínio, é uma rede de nicho que ainda possui um público muito fiel.

Spotify

Eu pensei bastante antes de incluir esse aplicativo, já que o Spotify é considerado muito mais uma mídia social do que uma rede social em si. Sendo uma plataforma de streaming, sua função era apenas ouvir músicas e podcasts, criar playlists e seguir artistas.

Contudo, a plataforma também permite que os usuários possam seguir uns aos outros, ouvir suas playlists e segui-las, gerando interação entre eles. Com as playlists colaborativas isso ficou mais nítido, já que os usuários podem criar playlists juntos, cada um adicionando as músicas que gostam. 

E mais recentemente, o Spotify revelou sua vontade de criar uma linha do tempo onde podemos ver informações e novidades relacionadas aos artistas que seguimos. Isso deixa a plataforma com mais cara de rede social, mas não apaga as possibilidades de interação que ela já permitia.

A proposta da rede é muito intuitiva e cativante: crie a trilha sonora para a sua vida com o Spotify. A página oficial reforça o compromisso em democratizar o acesso à música e conteúdo em áudio.

Como eu posso escolher quais redes sociais são interessantes para mim?

Para isso, você precisa saber o que busca e o que espera ao se conectar em uma rede social. Dependendo do que é mais importante para você, existe uma rede social que se adequa melhor aos seus objetivos

Para manter contato com as pessoas conhecidas, Facebook e Whatsapp são os mais indicados. 

Instagram e Twitter são mais recomendados para seguir marcas e influenciadores. Já o TikTok, Spotify e Youtube podem ser usados quando se procura por entretenimento e conteúdo educativo

Pinterest e Snapchat são ótimos caso queira se conectar com nichos específicos. E o LinkedIn é ideal para estabelecer e fortalecer relações profissionais.

De acordo com o seu objetivo você pode estar em algumas dessas redes, ou em todas, já que podemos dar um propósito muito maior às redes sociais do que apenas interagir e consumir conteúdo.

E você, quantas dessas redes usa? Conta pra mim nos comentários, até podemos nos conhecer melhor em outras redes.

Espero que tenham curtido esse artigo. Abraço e até a próxima!

Referências

Tutorial Canva para quem não sabe nada sobre design gráfico

Você já recebeu a palavra do Canva na sua vida hoje?

Fala-se muito sobre design hoje em dia, mesmo que a palavra “design” não seja usada diretamente. Do formato de um secador de cabelo até a propaganda na internet, as pessoas percebem e se posicionam diariamente sobre o design das coisas a seu redor.

Não é à toa que recentemente a Sony lançou a quinta versão do PlayStation, e o que mais chamou a atenção dos usuários foi justamente o design do produto.

Uma das áreas mais comuns é o Design Gráfico, com as redes sociais ficou ainda mais evidente a função dessa área para a confecção de artes publicitárias. As pessoas buscam cada vez mais esse tipo de trabalho para suas empresas e até mesmo perfis pessoais têm se preocupado com a estética das suas imagens.

Fala a verdade: você já pediu para o seu filho, neto ou sobrinho “que sabe mexer no computador” fazer uma “imagem pra mandar no whatsapp”, não é? Aposto que já.

As pessoas acreditam que design é coisa de “gente jovem” e que sabe “mexer com essas coisas na internet”, mas atualmente existem ferramentas gratuitas para que você possa fazer suas artes com qualidade profissional.

Quer saber mais sobre isso? Vem comigo que eu te explico!

Conheça o Canva

São várias ferramentas que eu poderia falar aqui para você, mas escolhi uma só: o Canva. Porque além de ser uma das plataformas mais usadas por designer profissionais e amadores, é também muito simples de usar.

Então se você tem pouquíssimas habilidades com ferramentas da internet, não precisa ter medo, porque esse tutorial foi feito justamente para você.

Antes que qualquer coisa, quero te falar cinco motivos para usar o Canva desde já.

1. O Canva possui um banco de imagens gratuito para você usar

Geralmente quando você quer postar uma imagem, e não foi você quem tirou, você procura no Google, certo? É o mais comum, apesar de que nem todas as imagens podem ser usadas dessa forma devido aos direitos de imagem do artista original.

Existem bancos de imagens de uso livre na internet, e o Canva possui o seu próprio. Caso você precise de algum tipo de imagem, basta usar a busca do Canva, e poderá usar qualquer uma das imagens que estiverem disponíveis. 

E o acervo é muito grande!

2. Fontes e recursos gráficos ilimitados

Além da grande variedade de imagens disponíveis, é possível ainda utilizar um vasto acervo de fontes e recursos, como setas, animações, desenhos, ilustrações, e muito mais.

As fontes podem ser escolhidas por uma busca interna. Você pode verificar as fontes uma a uma até encontrar o que te agrade, assim como buscar categorias: fontes modernas, manuscritas, cursivas, elegantes, e por aí vai.

Já os recursos gráficos também estão separados por categorias, para facilitar as coisas para você.

3. Os modelos são configurados para qualquer tipo de formato

Talvez você não saiba, mas cada rede social tem um formato específico de imagem, e por isso um modelo pode funcionar muito bem em uma rede e não em outra. Mas o Canva resolve isso para você.

Ao criar um novo modelo, ele já te dá as opções disponíveis, e ao escolher o modelo ele configura o tamanho e formato da imagem automaticamente. É possível criar uma imagem para stories do Instagram, outra para Facebook, outra para Whatsapp, e qualquer formato que quiser.

Além disso, o Canva também permite que você faça outros modelos de arquivo, como apresentações de slides, convites de casamento, currículo, papel timbrado, panfletos, flyers, miniaturas de vídeos, cartão de visitas, logos, capas e páginas de livros.

Ou também pode começar um modelo personalizado, definindo você mesmo o tamanho e formato.

Em resumo, você pode fazer qualquer tipo de imagem dentro do Canva.

4. Pode ser usado tanto no computador quanto no celular

O Canva te permite salvar o arquivo em formato de imagem (PNG ou JPEG) e PDF, mas também te dá a possibilidade de compartilhar sua arte em algumas redes sociais, como Facebook, LinkedIn, Twitter, Pinterest e Tumblr, assim como enviar por e-mail, salvar no Google Drive e Dropbox.

Porém, você pode usar o Canva no computador e deixar as imagens salvas no dispositivo, assim como usar o aplicativo e salvar os arquivos na sua galeria, facilitando o uso do programa. 

As duas versões são integradas, então você pode criar a imagem no computador e salvar no celular. Ou então, caso precisar montar uma imagem rápido e não estiver com seu computador, fazer no celular e baixá-la na nuvem. 

O Canva é incrivelmente prático por poder ser usado em qualquer dispositivo.

5. Existe uma versão premium com mais recursos, mas a versão gratuita é bastante funcional

Assim como outros programas, o Canva também conta com uma versão premium, o Canva Pro, caso você queria ter acesso a mais recursos. 

Alguns dos adicionais da conta premium são:

  • Acessar todo o banco de imagens, fontes e recursos;
  • Salvar a mesma arte em diversos formatos;
  • Salvar imagens com fundo transparente.

Entretanto, mesmo tendo uma conta gratuita, a quantidade de recursos disponíveis é tão grande que você pode se virar muito bem.

Agora que entendemos as principais vantagens do Canva, vamos aprender na prática como usar essa ferramenta!

Dando os primeiros passos no Canva

Para começar a usar o Canva você precisa criar uma conta, e isso é extremamente simples. Esse tutorial será feito pela versão desktop, mas no celular o processo é bem semelhante.

Logo na página inicial haverá uma janela para registrar a partir de uma conta Google ou Facebook.

Basta inserir seus dados que você está dentro do Canva!

Como podem ver, a interface do Canva é bastante intuitiva, você pode se localizar facilmente dentro do site/app. A plataforma também é traduzida para o português, então sem dor de cabeça para quem não entende outro idioma.

Vamos entender os elementos da página inicial, começando pela barra superior:

O botão Início, como o nome sugere, serve para direcioná-lo para a página inicial.

O botão Templates abre um menu com os principais modelos de edição, divididos por categorias. Dentro de Redes Sociais, por exemplo, você tem acesso a todos os modelos das principais redes sociais para editar.

O botão Descobrir é bem parecido, mas ao invés de modelos de edição, ele vai te apresentar um banco de dados que você pode usar, como fotos, ícones e recursos gráficos.

O botão Aprenda é o blog do Canva, com vários artigos sobre os recursos da própria plataforma, assim como tutoriais e artigos diversos. 

Por exemplo, existem artigos sobre como personalizar o feed do Instagram, como tirar fotos de forma profissional, como abrir uma empresa online, e por aí vai.

O botão Preços vai te direcionar para a página do Canva Pro, caso você queira aderir ao plano completo.

Depois temos um botão para a central de ajuda, outro para as configurações da conta, e por fim, o botão Criar Design. Ao clicar nele, abrirá um menu com algumas sugestões de modelos que você poderá criar.

Além desse botão, você também pode criar um novo design através do banner central. Ao clicar no campo de busca, ele vai abrir o mesmo menu de sugestões.

E abaixo dele, uma seção de criação com as sugestões de modelos, separados por categoria, além da opção de criar um modelo de dimensões personalizadas.

Do lado esquerdo temos ainda mais algumas opções, que são mais administrativas:

  • Recomendado para você é a própria página inicial;
  • Todos os seus designs abre a página com todos os modelos que você criar para que possa gerenciar suas criações;
  • Kit de marca é uma opção premium, onde você pode criar uma logo para sua empresa, além de outros materiais institucionais, como cartões de visita, panfletos, papel timbrado, e poder gerenciar mais facilmente os seus arquivos;
  • Criar uma equipe serve para convidar outras pessoas para editarem suas criações. É bem útil para agências ou para modelos que precisam da aprovação de mais pessoas além de você;
  • Todas as suas pastas indica as pastas que você pode organizar seus arquivos;
  • Lixeira, como o nome sugere, é onde fica os modelos e arquivos excluídos. 

Agora que sabemos quais são as ferramentas gerais do Canva, é hora de botar a mão na massa!

Como criar suas artes no Canva

Fazer suas artes no Canva é realmente muito fácil, já que a plataforma é bastante intuitiva. Então para mostrar o processo vou criar três artes diferentes em três formatos junto com vocês para que fique mais claro.

A primeira arte será para o Instagram, divulgando um brechó, a segunda será para o Whatsapp, divulgando um estúdio de tatuagens, e a terceira será para o Facebook, divulgando um curso. Todos fictícios.

Vamos lá?

Post para Instagram

Em primeiro lugar, vamos buscar pelo formato do Instagram em algum dos campos de busca.

Ao clicar na opção Post para Instagram, vai abrir uma nova tela em branco com as ferramentas de edição na barra lateral esquerda.

A primeira opção do menu é Templates, onde o próprio Canva disponibiliza modelos próprios que você pode escolher e customizar.

Como quero fazer um post para um brechó, digitei essa palavra no campo de busca, e assim o Canva me apresentou alguns modelos relacionados.

Achei um que gostei, e ao clicar sobre ele o Canva já aplica o template sobre o arquivo.

Esse é o template original, que para mim está bem legal. O próximo passo é customizar esse modelo para postar no Instagram.

Quando você clicar sobre qualquer elemento do template, vai perceber que todos são editáveis. A foto, o retângulo no fundo, os textos… tudo!

Vamos começar pelo texto lá de cima. Digamos que o brechó se chama “Cherry Bomb”, então o primeiro passo é editar o texto.

Agora vamos mexer nas configurações do texto.

À esquerda temos o campo onde podemos mudar a fonte, que vou manter. Depois temos o campo onde podemos mexer no tamanho, que também vou manter.

Depois temos a opção de mudar a cor, que desta vez vou alterar. Ao clicar no ícone da cor, o Canva me abre uma tela com diversas cores que eu posso aplicar. Eu escolhi um tom de vermelho que estava disponível.

Depois temos outras opções, como deixar em negrito, itálico, sublinhado, alterar o alinhamento do texto (esquerda, centro, direita e justificado), colocar em letras maiúsculas, entre outras. Por enquanto vou apenas deixar em negrito.

Definido o texto superior, agora vou mexer no retângulo marrom que está lá embaixo.

Percebam que ele tem menos opções, sendo a primeira delas a cor. Para isso o Canva organiza as cores em categorias:

  • Nova cor: é o seletor de cores, onde você pode criar qualquer tom ao mexer na opacidade (mais clara ou mais escura) e matiz (tipo de cor);
  • Cores do documento: o Canva analisa quais cores estão selecionadas no modelo, em fontes e elementos;
  • Cores da marca: para usuários premium, dando a liberdade de usar as cores que você pré-selecionou para sua marca;
  • Cores presentes na foto: essa opção é mostrada quando você utiliza fotos no arquivo, onde o Canva detecta as tonalidades da foto e organiza para você;
  • Cores padrão: são cores padronizadas que ele te apresenta, geralmente as mais comuns.

Quero usar a mesma cor do texto, que o Canva reconhece e coloca logo no início. Nesse caso, basta clicar na cor para alterá-la.

Assim como no texto, existem algumas opções do lado direito da barra superior que não exploramos ainda, e uma delas é a Posição.

Ela te permite alterar o posicionamento de um elemento de forma automática. Você até pode mexer com o mouse ou toque, mas através dessa ferramenta consegue alinhar o elemento com o arquivo. 

Nesse caso o elemento está posicionado para trás da foto e alinhado à parte de baixo. Vou mantê-lo para trás, mas alinhá-lo ao centro.

Certo, agora vou alterar os textos de baixo. E como podemos ver na imagem, os textos e o retângulo branco estão agrupados, de forma que são alterados todos juntos. Se eu colocar mais texto, o retângulo se ajusta ao novo formato. 

Como quero editá-los separadamente, vou clicar na opção Desagrupar, e assim os dois textos e o retângulo ficarão independentes.

Primeiro vou mudar a cor do retângulo para o vermelho que usamos anteriormente.

Agora vou mudar o primeiro texto. Alterei a cor para branco, escrevi uma chamada simples e diminui o tamanho para caber melhor no espaço.

Falta o texto de baixo, certo? Aqui também vou mudar a cor para branco, manter o tamanho e colocar um endereço fictício e horários de funcionamento.

Por fim, é possível também alterar o aspecto da foto, aplicando Efeitos, um Filtro, mexer nos Ajustes da imagem, Cortar ou Girar.

Gosto da foto assim, então não irei alterá-la.

O arquivo está pronto, só precisamos fazer o download, já que o Canva salva automaticamente a cada mudança. Para isso, temos duas opções:

A primeira delas é clicar em Arquivo, que abre uma nova janela com o nome do arquivo, que podemos alterar e vemos as dimensões do arquivo. Lá no final existe a opção Download.

A segunda forma é clicar diretamente em Baixar, no canto superior direito. Ambos vão abrir o menu de download, onde você seleciona o formato do arquivo e clica em Baixar.

Imagens é legal baixar em PNG, por ter maior qualidade, mas caso o arquivo seja muito grande você pode baixar em JPEG, um arquivo mais leve, ou em PDF. Esse tipo de arquivo pode ser usado para impressões ou compartilhar arquivos com maior segurança.

Pronto, imagem feita! Esse é o nosso resultado:

Vamos agora criar nossa segunda imagem!

Post para WhatsApp

O primeiro passo é procurar um modelo para WhatsApp na busca. 

Percebam que para WhatsApp existe apenas a opção Status, porque o WhatsApp permite uma grande variedade de formatos, não tendo um específico como o Instagram.

Sendo assim, vou usar o modelo de status porque ele tem o mesmo formato dos Stories do Facebook e Instagram, além de poder ser divulgado livremente em mensagens e grupos.

Ele vai abrir uma tela com diversos templates ao invés de abrir diretamente a tela de edição, então vou clicar na opção Em branco.

Dessa vez, ao invés de usar um template pronto nós vamos montar nossa arte usando os demais recursos que o Canva oferece. Assim você aprende mais truques.

Para isso, vamos clicar em Fundo.

Aqui podemos colocar uma cor sólida ou escolher uma imagem da galeria. No meu caso, como a arte é para um evento fictício de um estúdio de tatuagens, escolhi uma imagem de tintas.

Como na foto do post que fizemos para o Instagram, a foto de fundo também tem as opções de customização. 

A primeira são os Efeitos, que deixam a imagem estilizada. É possível aplicar um efeito de duas ou mais cores, ruído na imagem, pixelização, distorção, e outros.

No meu caso, não usarei nenhum destes.

Clicando em Filtro, o Canva abre uma galeria de filtros para aplicarmos sobre a imagem. É possível também editar a intensidade do filtro para que ele fique mais forte ou mais suave. 

Eu escolhi o Street.

Em Ajustar nós podemos alterar as características da imagem. Aqui eu mexi na saturação para a imagem ter cores mais sutis, aumentei o contraste e apliquei uma vinheta, deixando uma “sombra” ao redor da imagem.

Clicando em Cortar nós podemos ver a imagem inteira, e assim reposicionar ou redimensionar o corte. Eu optei por deslocar um pouco a imagem.

Finalizando a edição da imagem, temos a opção Girar, que pode mudar a direção da imagem. Optei por não usar esse recurso.

Certo. Agora que definimos o fundo da imagem, vamos adicionar o texto. Para isso, basta clicar na opção Texto.

Nesse exercício, a arte será para divulgar um evento de tatuadores, então vamos colocar uma chamada e as informações do evento. 

Logo de cara o Canva organiza os textos por hierarquia: título, subtítulo e legenda. Você pode adicionar manualmente um título para a chamada e o subtítulo ou legenda para as informações, mas com isso terá que definir fonte, tamanho, cores, espaçamento e tudo mais.

Porém, logo abaixo do campo de adicionar texto, o Canva te dá opções de texto personalizadas, já com todos esses elementos pré-definidos e agrupados. Você pode apenas escolher um que te agrada e customizar. Faremos isso.

A partir desse modelo podemos apenas aumentar o tamanho e alterar a cor para ficar mais visível.

Deixei o texto branco, mas como o fundo tem muitas variações de cores vai ficar difícil achar uma cor que fique legível sem ficar chamativo, então vamos usar um recurso muito simples para isso: os Elementos.

Dentro dessa seção, vou procurar algo que possa usar como fundo para o texto, então vou procurar em Formas, até achar um que me agrade e posicionar sobre todo o texto.

Primeiro alterei a cor para preto, depois o posicionei atrás do texto usando o Posição.

Se deixasse o fundo dessa forma já estaria bom, mas um recurso que aqui fica muito legal é a Transparência, que pode ser acessada pelo ícone quadriculado na barra superior. 

Clicando ali, o Canva abre uma janela para você alterar a transparência do elemento, e eu deixei em 50% para que o fundo fique mais suave.

Agora que finalizamos essa parte, vamos colocar as informações no nosso evento no texto. Aqui o bloco de texto está agrupado por padronização do Canva, mas podemos deixar assim mesmo.

Nesse exemplo, vou colocar apenas o título, uma descrição e as informações, para a arte ficar mais limpa.

Aqui já podemos finalizar a arte, mas por se tratar de um arquivo que vai para os Status do WhatsApp, e possivelmente para os Stories do Facebook e Instagram, quero mostrar outra função do Canva: o botão Animar.

Basicamente, essa função serve para aplicar uma animação em algum elemento da arte. Um exemplo é a animação Block, onde o título surge da esquerda para a direita. Você pode visualizar o efeito ao clicar no ícone de reprodução na barra superior.

Apesar de ficar legal em algumas artes, isso deixa o arquivo muito pesado e pode não rodar em alguns dispositivos. Então para nosso arquivo não coloquei nenhuma animação.

Temos aqui o resultado final:

Vamos agora para a última arte?

Post para Facebook

Para fazer esse arquivo eu desci a tela principal até a seção Criar um design, cliquei em Redes Sociais e procurei pela opção Post para Facebook.

Esse modelo tem um tamanho padrão de 940 x 788 pixels. Apesar de ser o padrão, o Facebook aceita outros formatos, então vou clicar em Dimensões personalizadas

Aqui você vai colocar as dimensões e selecionar qual medida terá o arquivo. Eu usei 900 x 600 pixels.

Agora vamos começar a dar forma à nossa arte. 

Para fazer o fundo, optei por colocar uma cor ao invés de usar um template pronto. Depois vamos colocar algumas formas para ilustrar nosso post.

Vamos imaginar que será um curso feito por mim sobre branding no Instagram para profissionais da saúde. Banners de cursos geralmente possuem a foto do palestrante, certo? 

Para isso, vamos aplicar, dentro dos Elementos, um dos Quadros.

A princípio o quadro parece um elemento normal, mas ele tem uma função interessante: quando se coloca uma foto por cima dele, o quadro “prende” a imagem dentro dele. 

A foto que eu quero não está no Canva, e sim no meu computador. Para transferir basta clicar em Uploads e depois selecionar a imagem nesta seção.

Como o formato desse quadro é circular, quando eu jogo a imagem sobre ele fica assim:

O curso será sobre Instagram, então vou criar um segundo quadro para aplicar uma imagem que tenha a ver com o assunto. Posso usar o banco de imagens do Canva para isso, clicando em Fotos.

Vou digitar Instagram na busca, procurar algo que me agrada e aplicar sobre o quadro.

Como podem ver, algumas das fotos — e também fontes e recursos — possuem um símbolo no canto inferior indicando serem exclusivas para contas premium. Mas apesar disso existem várias opções de uso livre.

A partir do momento que você aplica uma foto ao quadro eles se integram, mas isso não significa que a imagem não pode mais ser alterada. Eu achei que o posicionamento da foto não ficou legal, então clico em Cortar para abrir a imagem inteira e então reposicionar.

Definimos as imagens, agora vamos aplicar o texto no banner. No exercício anterior nós usamos modelos prontos de texto, então dessa vez vamos aplicar textos manualmente.

Para isso, clicamos em Texto e depois Adicionar um título.

Por padrão os títulos possuem essa formatação, que iremos mudar.

Fonte, cor e alinhamento são os mais fáceis de alterar. Sobre a fonte, eu sei exatamente qual eu quero, então basta clicar na busca das fontes e digitar o nome. Neste caso, será Horizon.

Aproveitei para ajustar o posicionamento das imagens e fundo também.

Como o título já está certinho com o nome do curso, vamos adicionar um subtítulo para as informações.

Clique em Adicionar um subtítulo.

Para o subtítulo eu não sei que fonte usar, então vou até a busca de fontes novamente. Entretanto, como o acervo é muito grande, e ainda existem as fontes premium no caminho, levaria horas até conseguir ver tudo e escolher a melhor.

Para ajudar nisso, o Canva conta com um recurso de categorização, que abre assim que você clica no campo de busca. Você pode escolher fontes de acordo com a categoria: modernas, caligrafia, manuscritas, corporativas, arredondadas, elegantes, e por aí vai.

Definido o subtítulo, agora é a vez da legenda para indicarmos quem é o palestrante. 

Para isso, clique em Adicionar um pouquinho de texto.

Seguimos os mesmos passos para escolher fonte, tamanho, cor e alinhamento. E como a legenda tem a fonte menor, vou mexer no espaçamento.

Clique no ícone de três pontinhos, que irá abrir a seguinte caixa:

Aqui podemos alterar o espaçamento entre as letras, que vou manter zerado, e a altura da linha, que vou diminuir para 1,2.

E para finalizar, vou procurar dentro dos Elementos algum recurso gráfico para aplicar no fundo, assim ele não fica tão sóbrio. 

Dentro da opção Linhas achei um que me agrada. Vou redimensionar para cobrir toda a área, alterar as cores para deixar similar ao banner, posicionar por trás de tudo e alterar a transparência para 25%.

E para baixar o banner, dessa vez vamos explorar as outras opções de compartilhamento. Para isso basta clicar na setinha ao lado de Baixar.

Feito isso, basta escolher onde você quer compartilhar a imagem. Eu particularmente gosto de salvar direto no Google Drive ao invés do computador.

Aqui está o resultado final do nosso banner:

Vamos recapitular o que aprendemos até aqui

O Canva é uma ferramenta de automatização de design, possivelmente a mais usada no mundo. Tanto por pessoas sem qualquer conhecimento em design gráfico quanto por designers profissionais.

Entre as principais vantagens de usar essa plataforma podemos listar: banco de imagens e recursos próprios, modelos específicos para cada rede social, praticidade para criar artes de nível profissional, integração entre site e aplicativo, plataforma inteiramente em português e possibilidade de formar um kit de marca para contas premium.

A interface do Canva é bastante intuitiva e simples de entender, como podemos ver, então não é preciso ter medo de não saber como usar a plataforma. Ela foi feita para qualquer um. 

E se mesmo assim ficar dúvidas de como usá-la, o próprio Canva fornece tutoriais para te ajudar a entender sua interface. Basta clicar no ícone Ajuda e depois em Guia sobre o Canva.

Se o Canva faz tudo isso, ele substitui o trabalho de um designer?

Respondo sua pergunta com outra pergunta: o Google substitui uma consulta médica? 

Você até pode fazer uma busca rápida se estiver com uma dorzinha de cabeça mais simples. Mas a partir do momento que o seu problema cresce, você sabe que não vai poder ficar sem a assistência de um profissional.

Da mesma forma, o designer é o profissional especialista em produzir esse tipo de conteúdo. O Canva é bastante democrático ao ajudar pessoas sem conhecimento algum de designer a fazer artes que sejam rápidas e de alta qualidade. 

Mas quando precisar (ou quiser) algo que seja totalmente personalizado, não pense duas vezes antes de procurar um designer!

Essa foi minha contribuição para você, espero que te ajude a criar artes sensacionais para suas redes sociais. Qualquer dúvida pode me procurar, terei o maior prazer em ajudar.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

O que você precisa saber sobre mim e este blog em um (não tão) breve relato

Seja bem vindo, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero deixar bem claro que introduções não são, nem de longe, meu ponto forte. Então vou fingir que esse parágrafo foi uma excelente introdução e seguir como se nada tivesse acontecido.

Eu sempre fui um cara muito mais virtual do que real. Talvez por ser um millennial, talvez por não ter muitas habilidades sociais, já que eu sou meio introspectivo.

Culpe os meus quatro astros em Capricórnio espalhados no meu mapa astral.

Mas enfim, eu vivo em redes sociais desde que me entendo por gente. Comecei pelo Orkut (descanse em paz), tive Fotolog e Myspace, migrei para o Facebook e Twitter.

Fiz conta no LinkedIn para um dia ser um empresário bem sucedido, tive Google+, Ask.Fm, Tumblr, Vine, Snapchat, weheartit, até conhecer o Instagram e me apaixonar.

Fui para o Pinterest e o DeviantArt, Youtube, CuriousCat, Spotify, e mais recentemente o Tik Tok e o Behance.

E ainda deve ter vários outras redes sociais perdidas no tempo.

Porém, no começo da década de 2010 a gente não falava tanto sobre trabalhar com isso, porque era “coisa de adolescente”. E por isso decidi fazer um “curso de adulto”, e comecei Fisioterapia.

Aqui poderia começar um relato sobre uma pessoa que fez faculdade, detestou o curso ou nunca conseguiu trabalho e fez outra coisa totalmente diferente. Mas não é 100% verdade.

Eu amo a Fisioterapia e tudo que vivi através dela, contudo, quanto mais eu via a prática clínica, mais eu entendia que eu não era esse tipo de profissional.

Cheguei até a começar um mestrado em Fisioterapia, meu sonho desde o primeiro ano de graduação. Adoro a sensação de transmitir o que sei e ajudar outras pessoas a enxergar o que eu enxergo, sempre tive alma de professor. E, de fato, a matéria de Didática de Ensino não foi apenas minha preferida no mestrado.

Foi a única.

Temos então um fisioterapeuta extremamente frustrado porque achou que iria encontrar o seu lugar no mestrado, mas percebeu na prática que a área acadêmica não tinha nada a ver com ele.

Entretanto, eu sempre fui uma pessoa muito curiosa, e acabei fazendo tanta coisa nada a ver com nada, que no final me deu toda a base para eu saber o que queria da vida e onde queria chegar.

Minha experiência mais importante foi escrever fanfics. Juro por Deus. Foi escrevendo fanfics que eu conheci o Animespirit, que depois se tornou Spirit, um site para escritores amadores.

Comecei escrevendo e lendo fanfics para passar o tempo, e então comecei a me aventurar no Photoshop porque queria fazer capas legais para as minhas fanfics e não queria depender de capistas.

Logo em seguida eu fui trazido ao Personalizar, a seção de web design do Spirit, e além de capas eu comecei a montar layouts e editar o CSS do meu perfil.

Eu passei num concurso para me tornar revisor de textos, um ano depois me tornei Administrador de Histórias, e no ano seguinte, Administrador Geral do Spirit. Responsa, né? Quarto ano de faculdade, estágio estralando o chicote e eu lá ajudando a gerenciar o site e suas equipes.

Tudo ao mesmo tempo.

Esse trabalho foi minha a porta para o Marketing Digital, pois eu trabalhava diretamente com usuários através do Fórum de dúvidas e Suporte ao usuário, gerenciava todas as equipes do site, e ainda por cima fui colocado para administrar o Twitter do Spirit.

E eu adorava o Twitter, então resolvi usar o que eu sabia sobre a rede para aumentar o engajamento no perfil, que era muito baixo. Deu tão certo que eu vou mostrar para vocês o meu primeiro post no twitter do Spirit, e a repercussão dele:

O mais importante desse post não é o número alto de curtidas, e sim o engajamento positivo gerado com essa simples mensagem. De uma mídia com poucas interações, em que a maioria dos usuários estava para fazer uma reclamação, foi bom conseguir gerar movimento e fazer com que os usuários se sentissem mais próximos da plataforma.

Esse é o verdadeiro objetivo que eu passei a buscar como moderador da conta: o sentimento de pertencimento e autenticidade. Que as pessoas se conectassem de forma espontânea e se sentissem bem com isso.

Foi assim que eu decidi fazer um curso para entender melhor como gerenciar redes sociais, e foi nesse momento que eu conheci a área de Marketing Digital.

Eu já tinha saído da administração e estava no mestrado, mas essa paixão pelo marketing só crescia. Lia blog posts de marketing ao invés de artigos científicos, quanto mais eu me desencantava pelo mestrado, mais eu me fascinava pelo universo social media.

E então eu decidi largar o mestrado para estudar Marketing Digital. Fui baixando tudo quanto era ebook que eu achava, me inscrevi em várias lives e webinários, fiz cursos gratuitos e alguns pagos, até entender que era isso que eu queria fazer.

E assim comecei minha segunda graduação, em Comunicação Institucional, para ter maior aporte de técnicas e conteúdo sobre gestão de marcas, mídias e comunicação.

Eu vivi por meio das redes sociais a minha vida inteira, conhecia a fundo várias mídias digitais, então porque não trabalhar por elas e para elas?

Porque a verdade é que as redes sociais foram vitais no meu desenvolvimento pessoal. Minha maior dificuldade desde sempre foi lidar com pessoas, estar frente a frente com alguém é meu maior desafio.

E como eu não conseguia me sentir a vontade no mundo real, o mundo virtual resolvia esse problema.

Muitas vezes era difícil interagir lá fora, mas surpreendentemente fácil mandar uma mensagem. Eu só conseguia me conectar com as pessoas atrás de uma tela, só conseguia manter contato respondendo status e stories.

Não era algo que eu gostava, mas já que minha zona de conforto eram as redes sociais, eu poderia usar isso a meu favor.

Talvez para você uma rede social é só um espaço para postar algumas fotos da sua vida. Para mim era uma das únicas oportunidades de fazer parte de algo e me conectar com as pessoas que eram importantes para mim.

É isso que as redes sociais representam: conexão verdadeira com as pessoas.

Lembra quando eu disse que adorava a sensação de transmitir conhecimento? Pois é, quando você compartilha o que você sabe nas suas redes sociais, está dando a oportunidade de alguém ter acesso a uma informação que, para ela, vai fazer toda a diferença!

O conhecimento empodera. Ensinar o que você sabe é dar poder nas mãos das pessoas ao seu redor, e se fortalecer com isso.

Você pode usar suas redes sociais só para postar suas fotos, ou você pode usar as suas redes para se conectar verdadeiramente com as pessoas.

Nós descobrimos durante a quarentena que é possível viver por meio do virtual, e que uma rede social pensada de forma estratégica pode mudar um negócio. Até mesmo alguém.

Eu trabalho com redes sociais não por ser a moda da vez, mas por acreditar que o contato humano é essencial, e que por mais que esteja por trás de uma tela, existe uma pessoa do outro lado.

Seja qual for o seu trabalho, alguém precisa dele! O que você sabe e o que você faz é essencial para alguém, que talvez você nem conheça. E se alguém precisa do que você sabe e do que você faz, porque não compartilhar isso com o mundo?

Por muito tempo eu acreditei que não seria um bom fisioterapeuta, até entender que, na verdade, eu só não sou um fisioterapeuta convencional. E aqui na Grambélia, meu objetivo é te ensinar tudo o que eu sei, estudei e vivi nesse meio em que eu me sentia conectado com as pessoas.

Gerenciar bem suas redes sociais, e ter presença digital através delas, é dar a oportunidade dos seus clientes se conectarem com você e terem acesso ao seu trabalho, que é muito importante para eles.

Eu só faço a ponte entre vocês, e te ajudo a dar ao mundo a oportunidade de conhecer o trabalho incrível que você faz.

E se você for um profissional da saúde, tem um espacinho especial na Grambélia para você. Porque a gente não aprende na faculdade a vender nosso trabalho e a gerenciar a nossa marca pessoal. Sim, você vende a sua terapia, e você é uma marca, como as meninas do Efeito Orna sempre falam.

Talvez eu não seja um bom fisioterapeuta, mas eu sou um excelente comunicador. Eu quero te ensinar tudo o que sei, e o que ainda vou aprender, para que você saiba usar as redes sociais a seu favor.

Lembre-se: o conhecimento empodera, e as redes sociais representam conexão verdadeira entre as pessoas. É nisso que eu acredito, é isso que eu busco.

Sendo assim, bem vindo à Grambélia.