O brigadeiro que se tornou abuso infantil graças a um mau-entendido no Twitter

Era uma tarde ensolarada de sábado, no dia 26/03/2022, o Lollapalooza acontecia normalmente em São Paulo, tudo estava correndo bem. E sendo um dia normal, pessoas normais falam sobre coisas normais em suas redes sociais.

Foi o caso do , nosso protagonista, que fez o seguinte post no Twitter:

Tweet: Acabei de oferecer brigadeiro escondido pra uma criança de 4 anos e ela não só negou como me dedurou pra mãe

Um comentário engraçado e despretensioso, certo? Bem, nunca estivemos tão errados, pois logo em seguida, uma enxurrada de comentários atingiu o post, de pessoas acusando o nosso protagonista de promover abuso infantil.

Entre as diversas mensagens recebidas, muitos usuários disseram que era horrível pedir segredo dos pais, pois isso se configurava como uma tática de abusadores e pedófilos, apontaram a irresponsabilidade em oferecer doces sem saber se a criança era alérgica ou possuía restrição alimentar, criticaram até mesmo a necessidade em passar por cima dos pais e se intrometer na alimentação da criança.

Até o momento da produção deste artigo, o tweet conta com 1870 comentários, 13,5 mil compartilhamentos e 187,7 mil curtidas, para entender a dimensão do problema, que foi apelidado de “Brigadeirogate”.

Parece loucura, certo? E fica pior quando inserimos nossa segunda protagonista dessa história, a Thais, que trouxe uma informação bombástica: Zó é tio da criança, que fazia aniversário naquele dia. A festa e os brigadeiros eram dela.

Tweet: Isso não existiu hahahahahah no caso a mãe é a MINHA mãe, a criança é a minha irmã e o cara é meu namorado. A minha mãe tava DO LADO, o escondido foi só porque ele ofereceu só pra ela, a minha irmã caguetou e a minha mãe chamou ela de chata e comeu o brigadeiro no lugar dela

Ou seja, ele ofereceu para a criança um doce feito pela própria mãe da aniversariante, para a mesma criança, que só recusou porque não quis bagunçar a mesa, contou para a mãe e virou piada na família.

Com isso já devia fazer o pessoal cair em si e parar com essa história, mas é a partir daí que começa o capítulo mais interessante: as pessoas começaram a justificar que o Zó era culpado por não explicar todo o contexto e, pasmem, que ainda assim o que ele tinha feito era abuso.

E não para por aí, houve uma avalanche de desinformação, de pessoas com más intenções, afirmando que a Thais não sabia o que estava acontecendo, que a mãe brigou com o Zó pelo que fez com a filha, e inventando mil e uma desculpas ao invés de assumir a falha.

Chegou ao ponto de perfis grandes no Twitter compartilharem o caso com as suas impressões errôneas, alguns sem saber o que estava acontecendo e outros até sabendo, porque o interesse já era pegar o bonde andando e garantir o engajamento.

Obviamente isso saiu de controle, ao ponto do Zó dizer que aquela discussão chegou no trabalho dele.

Tweet: mandaram o tweet do brigadeiro no slack da firma, é capaz de amanhã eu ter que me explicar pra não perder o emprego

A sorte é que foi uma situação simples e fácil de explicar, mas imagina o estrago que essa baderna poderia ter causado, sendo que tudo seria resolvido caso alguém perguntasse o que aconteceu antes de espalhar sem saber?

Esse episódio foi um show de horrores, e infelizmente resume bem como as pessoas estão agindo nas redes sociais. Muitos querem julgar e condenar realidades sem nem mesmo conhecer os fatos, e quando apontam a falha, se esquivam e arrumam desculpas para fingir que estão certas.

Gente chamando o cara de abusador, pedófilo, traficante, ameaçando bater nele, e quando viram a situação, culpam o Zó por não ter explicado toda a história para eles. Sendo que, na verdade, não era pra nenhum dos que vieram se exibir nos comentários.

Até rolou comentários de conscientização, mas baseados numa suposta agressão à criança, e ao notar que não foi tudo aquilo, cobram “empatia” das pessoas por mostrarem que o seu moralismo foi equivocado.

Pergunte quantos desses usuários raivosos se retrataram ou apagaram os comentários depois de saber que estavam errados? Pois é.

Eu falei sobre desinformação aqui no blog um tempo atrás, sobre o perigo de pessoas saírem compartilhando notícias falsas sem checar o fato primeiro. Muitas das pessoas que eventualmente odeiam quando influenciadores fazem isso, em situações como essa agem da mesma forma e ainda se enxergam como corretas.

É preciso agir na raiz disso, usando o bom senso. As informações te deixam com dúvida? Basta perguntar e se informar antes de sair compartilhando. E caso perceba que passou pra frente algo que não aconteceu, tenha a decência de apagar a publicação e se retratar.

Vale a pena cultivar o seguinte pensamento: nem tudo que é dito na internet é sobre mim. Aliás, bem pouco é sobre mim, vale a pena não me meter nisso.

Para encerrar o caso, tanto o Zó quanto a criança estão bem, nenhum aniversariante foi desrespeitado, abusado ou envenenado no decorrer da história. Apenas a noção foi gravemente ferida pelos internautas.

E apesar do desconforto, tivemos o privilégio de ver a seguinte resposta para uma das usuárias pretensiosas que continuavam mentindo sobre o ocorrido:

Tweet: IÓ, IÓ, IÓOOOO
Falando na sua língua pra ver se você me entende

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Por que nós temos tanto medo de sermos taxados de influenciadores?

Você segue ao menos um influenciador digital nas redes, isso é uma afirmação. Não adianta dizer que não conhece nenhum, eles fazem parte da sua vida.

Alguns usam as redes para divulgar seu trabalho, outros passaram a trabalhar com as redes, produzindo conteúdo e fazendo publicidade em seus perfis. Mas todos possuem algo em comum: eles te inspiram a tomar ações e você gosta de acompanhar o trabalho deles.

Mas você tem medo de ser associado a esse universo, e isso te intimida tanto ao ponto de você deixar de colocar o seu projeto nas redes sociais para não correr o risco de “virar blogueirinha”.

Vamos falar sobre isso?

Gente como a gente.

Você provavelmente pula os anúncios que surgem no YouTube ou saltam nas páginas que navega, mas interage em publicações nas redes sociais de pessoas que você admira. Muitos são artistas e celebridades consagrados, outros são pessoas que nós conhecíamos antes da fama, ou quando não tinham tanto alcance nas redes.

Nos sentimos próximos destes, afinal, são pessoas iguais a nós, que trabalham, estudam e se divertem. Elas só compartilham o que sabem e vivem conosco, e nós gostamos de acompanhar essas pessoas que divulgam o seu trabalho nas redes.

E isso pode ser um problema, porque os influenciadores deixam de ser os artistas inalcançáveis que jamais teriam qualquer tipo de contato conosco. Eles são pessoas reais, que poderiam estudar na sua escola, morar na sua rua, até trombar contigo no supermercado.

Isso tira a ilusão que temos sobre a fama, de serem deuses que nunca se misturam com os humanos. Não, os influenciadores são gente como a gente, se bobear, são tão ferrados na vida quanto você.

E isso traz um problema que nós conhecemos muito bem: a comparação.

A grama do vizinho sempre é mais verde.

Nós gostamos de acompanhar grandes influenciadores, comentamos  e compartilhamos os seus posts, mas quando se trata do seu vizinho youtuber ou a sua colega no Instagram, sentimos desprezo.

Muito disso é a nossa sensação de que, quando as pessoas ao nosso redor começam a se destacar, nós estamos perdendo em uma competição que nunca existiu.

Uma coisa é você acompanhar aquela atriz que sempre achou fantástica e nunca vai saber da sua existência, a outra é ver a sua prima conquistar o seu espaço no meio digital. Se ela conseguir, você vai ter que admitir que ela foi capaz e você não, algo que supostamente é “fácil”.

Já passou da hora da gente entender que não estamos em uma competição, e que o sucesso do outro devia ser motivo de alegria, não de inveja. Não faz sentido nós apoiarmos tanto as celebridades que não conhecemos e querer o fracasso das pessoas que convivemos a vida inteira.

Caso a sua vizinha ganhe dinheiro com a internet, ela não é melhor nem pior do que você, ela continua sendo a sua vizinha. Você é que precisa parar de querer que as pessoas ao seu redor continuem na mesma situação que você para que se sinta melhor.

Vale a pena conversar com pequenos influenciadores sobre o assunto, pois a maioria deles passou exatamente por isso: a mudança de comportamento dos conhecidos quando passou a ter relevância na internet.

Esse, aliás, é outro ponto importante para discutirmos, e entender a raiz do nosso desconforto com a influência digital.

Você é pago pra isso?

Quantas vezes você achou que era “vida fácil” trabalhar com o Instagram, gravando vídeos e postando fotos? E realmente parece um absurdo ver pessoas ganhando dinheiro apenas produzindo conteúdo.

Mas a pessoa ganha dinheiro com a produção de conteúdo porque aquilo que ela produz traz algum valor para as pessoas, um conhecimento adquirido pelo trabalho, estudo e vivências dela.

Com a pandemia, muita gente teve que aprender a usar as redes sociais para conseguir manter seu trabalho, e alguns se saíram tão bem que ganharam muita visibilidade, ao ponto de ter uma audiência legal e fazer dinheiro com isso.

Outras pessoas apenas compartilham assuntos que gostam ou vivem, e depois de muito tempo sem visibilidade, hoje conseguem usar o que fazem para complementar a renda ou até mesmo pagar as contas.

Você é contra que jogadores de futebol recebam dinheiro para representar o seu time? E que os atores sejam pagos para encenar as suas novelas e filmes preferidos? Então qual é o problema de um pequeno influenciador ganhar dinheiro com o conteúdo que ele produz e te agrada?

E convenhamos que produzir conteúdo não é fácil. É preciso muito estudo e dedicação para produzir um único texto, quem dirá montar edições de imagens, fazer um vídeo, gravar um podcast.

Parece fácil até você começar a fazer o mesmo. Pois quando se dá conta que aquele reels incrível que você até compartilhou pode durar horas de gravação e edição, você começa a entender que é justo ganhar dinheiro com isso.

Tem tanto influenciador péssimo fazendo sucesso…

Claro, eu não poderia continuar esse artigo sem falar dos terríveis inimigos do riso e do bom senso, que geralmente são os influenciadores mais famosos nas redes sociais.

Não vou citar ninguém aqui pra não rolar o não tão querido processinho, mas eu tenho certeza que você já deve ter pensado em alguns nomes. São pessoas que ninguém entende porque fazem sucesso, já que não possuem talento, carisma, e muito menos conteúdo.

Existe um questionamento muito grande sobre o que é ou não é conteúdo, e isso inclui muitos criadores que fazem sucesso apenas com selfies e dancinhas. Para simplificar as coisas: considere como conteúdo tudo que é produzido na internet que possui valor, conhecimento e propósito.

Se você apenas posta fotos suas e se considera influenciador, talvez seja melhor reconsiderar. Mas se você é modelo, artista, estilista, dançarino, ou tenha qualquer função que apresente um propósito pelo qual está fazendo essas fotos, é super válido.

Você vai encontrar centenas de pessoas que não agregam em nada na internet mas ganham fama por estar dentro de um padrão de beleza ou financeiro, essa é a parte menos digna da influência. Nem sempre é justo.

Porém, profissional ruim você encontra em qualquer área, e dentro dos influenciadores é a mesma coisa. Você não enxerga a classe médica como inútil ou pouco profissional por causa dos que são ruins, então não enxergue os influenciadores como tal por causa desses seres pouco iluminados.

Além disso, comece a se questionar porque esse tipo de gente faz sucesso. Quantos do tipo você segue e acompanha fielmente, mesmo achando que seu conteúdo é superficial? Se ninguém der palco, maluco não faz show.

Será que eu consigo fazer isso?

Beleza, vamos recapitular: você não se alegra com as conquistas do outro, não quer que as pessoas ao seu redor sejam mais bem sucedidas do que você, acha que trabalhar com a internet não é trabalho de verdade e enxerga os influenciadores como fúteis.

Mas em um determinado momento, você muda a sua mentalidade e resolve arriscar, divulgando o seu trabalho e as suas ideias nas redes sociais. Sabe o que acontece agora? Você precisa lidar com todas as outras pessoas que pensam igual a você.

Nós temos medo de gravar um stories ou produzir um conteúdo mais elaborado sobre o conhecimento que temos ou o trabalho que fazemos, por saber que muita gente vai torcer o nariz com isso.

“Olha lá, tá se achando a blogueirinha!”

“Tá com tempo de sobra pra ser influencer, né?”

“Agora só quer essa vida boa de influenciador.”

Quantas vezes você disse ou pensou isso de alguém? E agora é você quem está ouvindo essas frases agressivas simplesmente por ter dado a cara a tapa.

É uma mudança brusca, e isso intimida mesmo. Você começa a perceber que produzir conteúdo não é fácil, expor a sua imagem na internet, menos ainda. E lidar com críticas e haters então? Caramba, como os influenciadores conseguem?

Como eu vou conseguir lidar com tudo isso? Simples, lembrando do primeiro item desse artigo: influenciadores são gente como a gente.

Não existe dom divino, herança mística ou berço de ouro que separa pessoas comuns de influenciadores, no final somos todos pessoas como qualquer outra. O motivo pelo qual nos identificamos com esses produtores é justamente nos enxergarmos neles.

E se eles conseguem, por que nós não?

Penso, logo influencio.

“Ok, influenciadores digitais são gente que nem a gente, não existe nada de especial neles, são apenas pessoas comuns que dão duro para produzir conteúdo legal. E eu entendo que eu posso ser um deles também.”

Exatamente, porque você já é um influenciador, mesmo que não tenha se dado conta disso. Todo mundo exerce influência sobre o seu meio, alguns mais do que outros, mas todo mundo pode incentivar as pessoas a tomar decisões, baseado no que dizem e fazem.

Se as pessoas do seu meio não prestam muita atenção em você, é porque o seu público está lá fora, e para encontrá-lo você precisa continuar se arriscando e compartilhando com o mundo o que você faz de melhor. Quanto mais você persistir, mais chances terá de encontrar as pessoas que querem ouvir o que você tem a dizer.

E isso dificilmente acontece do dia pra noite. Muitos dos influenciadores que eu sigo estão na internet há anos, quando nós nem falávamos em produção de conteúdo e influência digital.

Eles não alcançaram a sua audiência do dia para a noite, foi preciso muito trabalho sem qualquer perspectiva de que um dia isso poderia ser remunerado. E hoje eles chegaram lá, então não pense que em algumas semanas você será uma autoridade digital.

Seja paciente e persistente, continue focado em compartilhar o que você sabe e quer dividir com o público, cultive bons relacionamentos com o seu público e outros influenciadores, pois ninguém cresce sozinho na internet.

Mas saiba que nas redes sociais, sempre terá ao menos uma pessoa te ouvindo. Se apenas uma pessoa tomar uma decisão graças ao que você disse, e essa pessoa te procurar para agradecer por isso, será que você já não está influenciando digitalmente?

Afinal, qual é o problema em ser influenciador digital?

Sete em cada dez pessoas que falam mal do surgimento dos influenciadores digitais não sabem explicar o motivo de os detestarem. Essa porcentagem sobe se você estiver no Twitter.

Trabalho fácil? Vimos que não é. Não é trabalho de verdade? Muitos não vivem apenas disso, outros conseguem se sustentar com as publicidades que fazem. São fúteis? Nem sempre, muito pelo contrário. Não é justo ganhar dinheiro com isso? Por que não?

Se você quer compartilhar com o mundo o seu trabalho, seus projetos e ideias, vai fundo. Você vai encontrar pessoas que querem ouvir o que você tem a dizer, e isso é uma relação ganha-ganha.

Você tem dúvidas sobre comunicação digital, eu trabalho com isso e produzo conteúdo para te explicar o que você quiser sobre o assunto. Você pode me seguir e interagir com o que eu posto, outras pessoas fazem o mesmo e eu cresço como profissional, assim como você ao ter novos conhecimentos que podem ser aplicados no seu trabalho.

E se nesse processo tanto eu quanto você nos tornarmos influenciadores digitais de sucesso, qual é o problema?

Ao invés de demonizar a influência, como um antro de futilidade e dinheiro mal gasto, pense que quanto mais você cresce, mais pessoas terão a oportunidade de conhecer o seu trabalho, os seus ideais e a sua história, e podem se beneficiar do que você faz.

Eu acredito muito nisso, é por isso que estou aqui te escrevendo esse artigo, para que você não tenha medo de começar o seu projeto na internet. Fama é consequência, influência é resultado.

E para finalizar, quero te recomendar o episódio “Competitividade versus Colaboração”, do podcast “Dia de Brunch”, conduzido pela Ana Paula Passarelli e pela Issaaf Karhawi. Elas falam TUDO o que eu penso sobre formação de coletividade para influenciadores e criadores, com uma didática tão massa que você vai se apaixonar.

Vamos juntos desbravar o mundo da produção de conteúdo e influência digital?

Quando a sua opinião se torna desinformação, volte três casas

Esse poderia ser mais um dos milhares de conteúdos que contaminaram a internet sobre a invasão russa na Ucrânia, a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, e até mesmo como você deve investir na bolsa de valores durante esse período.

Vou deixar essa história para outra oportunidade, pois só de lembrar que vi esse absurdo já me bate a revolta.

Como boa parte dos comunicadores, eu poderia usar esse espaço para dar a minha opinião sobre o assunto, mas vou seguir o caminho inverso para reforçar uma das coisas mais importantes que nós deveríamos entender sobre influência digital e produção de conteúdo: 

Você não precisa, e algumas vezes nem deve, dar a sua opinião sobre tudo.

Para ilustrar essa ideia, vamos observar o caso da Rafa Kalimann, influenciadora mineira e ex-BBB. 

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia neste dia 24, a Rafa fez uma série de cinco tweets explicando aos seguidores sobre os motivos que levaram à investida russa. E obviamente isso repercutiu muito mal, pelos seguintes motivos:

  • Ela começa o resumo dizendo ser a sua visão pessoal sobre o conflito;
  • Compara OTAN a URSS, sendo que a segunda foi um país, enquanto a primeira é uma aliança militar. Organizações diferentes com atuações diferentes;
  • Erra ao dizer que a capital ucraniana, Kiev, já foi capital da Rússia, que nunca aconteceu;
  • Apresenta uma visão bastante reducionista e simplista do conflito, ignorando vários elementos russos e ocidentais que contribuíram com a guerra;
  • Usuários perceberam que ela copiou as informações de outra pessoa, um estudante de História, sem dar os créditos;
  • Ao ter os equívocos apontados na série, fez outro tweet debochando dos usuários.

Só por esses motivos já entendemos porque a atitude dela pegou tão mal, mas é essencial frisar uma informação desse resumo: sem ter qualquer conhecimento em geopolítica do leste europeu, a Rafa decidiu dar a sua opinião sobre toda uma trama de acontecimentos que culminou numa guerra.

Talvez você acredite que a intenção dela foi boa e que não é necessário criticá-la por ter se esforçado, só que essa atitude é mais uma disseminadora de informações falsas, e para alguém com 3,2 milhões de seguidores no Twitter, o alcance disso é gigantesco.

Vale lembrar que o Twitter é conhecido por ser uma rede de distribuição de conteúdo, muito do que é produzido nessa rede é replicado em outras mídias. Assim aumentamos o potencial de pessoas impactadas por uma série de informações falsas.

Se a Rafa tem uma visão alinhada aos EUA, a análise dela sobre o conflito é uma. Caso ela seja pró-Rússia, será outra. E nesse meio ela segue influenciando pessoas, que compram o seu discurso como verdade absoluta por considerá-la uma referência.

Esse problema surge da ideia que ciências humanas não são ciências, e podem ser entendidas como opinião. Mas fatos históricos são fatos, contextos não podem ser desprezados, e quem não entende do assunto não pode explicar o que não conhece.

Se um influenciador resolve opinar sobre como médicos devem conduzir uma cirurgia sem ter formação médica, ou questões envolvendo a construção de um prédio sem ser engenheiro, arquiteto e afins, nós não devemos levar em consideração, certo?

Da mesma forma, para opinar sobre a invasão da Ucrânia, é preciso saber sobre o assunto e ter responsabilidade com a informação transmitida.

Quando a sua opinião se torna desinformação, volte três casas, para o seu bem e da sua audiência. Não dá pra tolerar que pessoas sem qualquer noção sobre um assunto resolvam se tornar porta-vozes daquilo que desconhecem. Isso é nocivo.

E como ela poderia ter conduzido o assunto? Exatamente como o Casimiro fez.

O youtuber e streamer convidou para uma live Tanguy Baghdadi — professor especialista em Política Internacional — ajudando o seu público a compreender o que estava acontecendo e tirar suas dúvidas com alguém que pode dar respostas concretas e embasadas.

A partir do momento que ele usa a sua visibilidade para dar voz a quem entende do assunto, ele direciona sua audiência às fontes confiáveis de informação. Isso ajuda a diminuir o medo e a histeria, além de impedir que teorias da conspiração e rumores falsos surjam sem controle.

Isso não é diminuir os influenciadores que não possuem uma formação acadêmica completa — o famoso academicismo — é entender que, como comunicador, você precisa ter propriedade naquilo que deseja abordar. Seja por estudos próprios, seja por uma pesquisa de trabalho.

Esse episódio nos ajuda a entender que, caso você não saiba o bastante sobre um assunto, é legal se preservar e poupar sua audiência. Ao invés de buscar visibilidade em cima de algo que está em alta e você não domina, por que não focar no que você entende e faz de melhor?

Portanto, uma internet segura e responsável se faz com menos Kalimanns e mais Casimiros, sua inteligência moral de admitir que não entende sobre algo, mas se dispõe a dar espaço para que alguém capacitado possa tomar a frente. 

Não é vergonha nenhuma dizer “não sei o suficiente disso” e ouvir o que os especialistas têm a dizer. Nós devíamos experimentar isso mais vezes.

Recomendo fortemente o episódio “O que Brand Safety, Flow e BBB têm em comum?” do podcast Dia de Brunch, conduzido pela Ana Paula Passarelli e pela Issaaf Karhawi. Elas passam uma visão interessante sobre o posicionamento de influenciadores em relação à profundidade do seu conteúdo.

Um abraço, e a gente se vê por aí.

O Instagram ainda vale a pena?

Já faz algum tempo que eu, Gabriel Bellia, não produzo mais conteúdo no Instagram, e durante todo esse período fiquei me questionando se valia a pena retornar.

Lá no Instagram eu comecei o Tá Difisio e depois a Grambélia, por quase um ano eu produzi conteúdo seis vezes por semana, sem parar. Já cheguei inclusive a gerenciar cinco contas ao mesmo tempo, sendo uma delas de um cliente e as demais eram projetos meus.

Eu tenho até um artigo aqui no site falando sobre os nove motivos para estar no Instagram, justamente por acreditar no potencial da rede, e então parei toda a minha produção.

Como e por que um especialista em comunicação integrada no Instagram decidiu repensar sua presença na sua rede de especialização? Fica comigo que eu te conto!

Instagram X TikTok

Essa história começa no dia 30 de junho de 2021, quando Adam Mosseri, chefe do Instagram, fez uma publicação nas suas redes sobre as principais mudanças que poderíamos esperar para a plataforma.

Fonte: Adam Mosseri (Twitter)

Nisso, ele confirmou uma suspeita já antiga entre os usuários: o Instagram decidiu priorizar os conteúdos em vídeo para rivalizar com TikTok e YouTube.

O Instagram no início era uma plataforma de fotos, que acabou aceitando conteúdo em vídeo no feed, limitado a 1 minuto. Depois disso lançaram o IGTV, em 2018, que permitia mais tempo de duração, e mais recentemente os Reels, agora em 2020.

E a rede já mostrava um comportamento predatório, como a implantação dos Stories em 2016 para ultrapassar o Snapchat, depois de não conseguir comprar a empresa. O IGTV foi pensado para derrubar o YouTube, enquanto os Reels tinham o propósito de tirar mercado do TikTok.

O mesmo modus operandi do Snapchat: a empresa se nega a vender suas ações para o grupo Facebook, então eles lançam uma ferramenta similar e a promovem intensamente nas suas plataformas.

Contudo, o TikTok cresceu de uma forma que o Instagram não conseguiu acompanhar, e com isso todo o foco da rede caiu sobre o Reels. O próprio Adam cita isso em seu vídeo:

“Nós não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos, ou um aplicativo de compartilhar fotos quadradas. […] Porque sejamos honestos, há realmente uma grande competição agora. TikTok é enorme, YouTube é ainda maior, e existem muitos outros iniciantes também.”

Adam Mosseri

E com isso ele afirma que o Instagram agora estará focando nos conteúdos em vídeo. O que ele não conta é que isso significa tirar o alcance dos conteúdos estáticos para dar visibilidade aos Reels.

Tanto que mudaram a interface da página inicial do app, colocando a aba Reels no lugar do botão de Enviar Conteúdo, a região de maior destaque da tela. Isso não foi feito à toa.

Mas qual é o grande problema disso?

O TikTok nasceu e cresceu como uma plataforma de vídeos curtos, o Instagram não. Sua especialidade eram as fotos, tanto que o nome do app vem de instant telegram, uma rede de fotos instantâneas.

Por mais que o Instagram inseriu vídeos e outros recursos, ele ainda era reconhecido como uma plataforma de fotos desde 2011, e depois de criar essa reputação sólida por nove anos, a rede jogou tudo para o alto para se tornar um aplicativo de vídeos similar aos que já existem.

O Instagram era soberano entre as redes de fotografias, e agora luta para se assemelhar às redes de vídeos que já estão consolidadas. O grupo destruiu o que havia de mais poderoso no Instagram: sua identidade.

Quem usava o Instagram, usava pelas fotos. Quem se encontrou no TikTok, foi pelos vídeos.

Achar que um público de fotos vai se tornar um público de vídeo, e que um grupo que já está familiarizado por um app de vídeos vai trocá-lo por outro similar, não foi uma aposta inteligente. Simples assim.

E isso leva a outro problema.

E se eu não gostar de vídeos?

Imagina que você começou a fazer faculdade de Administração. Você viu a proposta do curso, se identificou com a grade curricular, e tomou a decisão de seguir a área.

Porém, a instituição percebe que o curso de Veterinária está em alta, e resolve transformar o curso de Administração em Veterinária para surfar essa onda. Ela pode atrair mais pessoas interessadas no segundo curso, mas e quem tinha a vontade de ser administrador?

Essas pessoas vão largar o curso e procurar outra instituição, concorda? Pois é basicamente isso que tem acontecido com o Instagram.

Quando você muda a sua identidade, formato e objetivos sem consultar o seu público, está correndo o risco de perdê-lo.

Porque quem acreditava no Instagram desde o começo, estava familiarizado com conteúdo visual. Alguns podem saber o básico ou até mesmo gostar de produção de vídeos, mas não dá para garantir que todos vão seguir o mesmo caminho.

E se a plataforma que eles acreditavam deixa claro que a prioridade é um conteúdo totalmente diferente do que o consagrou, e muito diferente do que estavam acostumados e especializados, uma possibilidade é aproveitar esse conhecimento em outro lugar ao invés de mudar a sua produção.

Afinal, é mais fácil você cursar Administração em outra faculdade do que aprender Veterinária, não acha?

Dessa forma, vale a pena pensar se você realmente quer produzir no Instagram ou buscar outra plataforma.

O algoritmo ajuda ou atrapalha?

Alguns vão rever seu formato de conteúdo para se adaptar às novas políticas do Instagram, outros vão preferir migrar para novas plataformas. Não tem como prever, apenas entender o comportamento dos criadores.

Mas existe outro porém nessa história, que já vem sendo discutido há bastante tempo: o algoritmo do Instagram.

O Adam publicou um artigo no blog oficial do Instagram em junho desse ano sobre o funcionamento do algoritmo. Ele cita que na verdade não existe um algoritmo, e sim vários, que juntos entendem o tipo de conteúdo que cada usuário prefere.

Mas como o resultado final é o mesmo, pouco importa os detalhes, então podemos chamar de Algoritmo numa boa.

O algoritmo é um conjunto de códigos e processos que detectam as preferências do usuário e entregam aquilo que se assemelha aos seus favoritos. E por ser formado por códigos, o algoritmo não é bom nem ruim, e sim eficaz ou não.

Segundo o Adam, o Instagram tem como um dos critérios a sua interação com as contas. Quanto mais você curte, comenta e compartilha as publicações de um usuário, mais chances desse conteúdo aparecer no seu feed.

Com isso já temos um problema: e se eu sou do tipo de pessoa que vê as publicações, mas não comenta nem compartilha? O Instagram vai entender que esse é o meu perfil comportamental ou vai simplesmente inferir que esse conteúdo não me agrada?

Outro ponto é a frequência de postagem. Como a plataforma abandonou o feed cronológico pelo alto volume de publicações, nem tudo vai chegar para você. O Adam cita no artigo que eles evitam “mostrar muitas publicações sucessivas da mesma pessoa”, mas qual seria o número exato para isso?

Se você posta muito — e aqui não temos ideia do que seria esse muito — o Instagram não vai entregar tudo. E se você posta pouco — mais uma vez, não sabemos o que seria esse pouco — as pessoas interagem menos, já que existe uma avalanche de postagens diariamente.

Por isso, o artigo mostra que o algoritmo não entrega o seu conteúdo para todos os seus seguidores.

Cerca de 10% dos seus seguidores verão as suas postagens no feed, os outros 90% não terão conhecimento delas. Quando você tem 100 mil seguidores, 10 mil receberão as publicações, mas para quem tem 100, apenas 10 vão saber que tem conteúdo novo.

E quantos desses 10 vão curtir, comentar e compartilhar? É difícil prever.

Para contornar esse problema, o Instagram oferece o impulsionamento de postagens, em que você promove um post para alcançar mais pessoas, inclusive pessoas que não te seguem.

Mas você percebe que, no fundo, é preciso colocar dinheiro no Instagram para que as pessoas que te seguem — por livre e espontânea vontade e interesse — possam receber o que foi postado dentro da própria rede?

É difícil afirmar que o algoritmo do Instagram é eficaz com todas essas particularidades.

O que você produz X o que o Instagram oferece

Eu disse lá atrás que agora você pode escolher entre começar a produzir vídeos ou migrar de rede, mas a verdadeira pergunta é bem mais complexa do que isso: o Instagram é de fato a melhor plataforma para você?

Falando da minha experiência como produtor de conteúdo, meu ponto forte sempre foram os textos. Eu me expresso muito melhor na escrita, consigo organizar melhor minha linha de raciocínio e ser mais didático escrevendo.

Mas o Instagram não é o melhor lugar para textos, pois temos um limite de 2.200 caracteres, e o seu foco é audiovisual. Se eu quiser escrever, preciso postar uma foto ou vídeo junto.

Se eu quiser montar um artigo completo como esse, não tenho como fazer no Instagram, será preciso achar fotos e vídeos para postar com o texto, e fragmentá-lo para caber em diversas postagens.

Eu sempre bolei meu conteúdo primeiro em texto e depois em imagens, e isso não faz sentido. Ao invés de encontrar fotos que se adequem ao texto, eu poderia postar o artigo em um lugar específico para isso, e talvez ilustrar com imagens.

Detesto fazer vídeos, já tive várias experiências como videomaker que não foram agradáveis para mim, inclusive um vlog no YouTube muitos anos atrás.

Eu me incomodo com a forma como não consigo focar na câmera, se a iluminação não estiver 100% boa, com o cenário, a produção e edição do vídeo, a minha imagem e o que eu estou usando… Se eu me forçar a produzir vídeos, não vou garantir um bom trabalho, já que odeio fazer isso.

É a mesma coisa de quem odeia academia: é melhor insistir na musculação, que você não gosta, ou buscar outro tipo de exercício que te agrada?

Foi assim que eu encontrei o podcast. Eu posso montar o texto para o blog e depois transformar em áudio, sem me preocupar com todos aqueles pontos do vídeo. Assim eu posso explorar outros formatos sem ter essa rigidez de me prender a algo que eu não gosto.

Se você não quer trabalhar com vídeos — o foco do Instagram agora — sugiro encontrar a plataforma que se adeque melhor aos seus interesses.

Para textos, Facebook, LinkedIn, Tumblr, Twitter e Medium são boas escolhas. Para vídeos, YouTube, TikTok e Kwai são alguns exemplos.

Para podcasts, o Anchor vale muito a pena para você que é produtor. É o que eu uso atualmente e te permite publicar em várias mídias, incluindo o Spotify. Mas se você só quer consumir, tente Spotify, Deezer e SoundCloud, entre outros.

E para as imagens, existe o Pinterest, Behance, Tumblr, Twitter, DeviantArt, ArtStation, Snapchat, e por aí vai. Cada rede tem sua especificidade, e você pode encontrar a que mais se adequa ao seu perfil.

Mas os meus seguidores estarão nessas plataformas?

Olha, nem sempre, mas cada rede tem o seu público definido, e pode receber novos usuários todos os dias. Você prefere ter 5.000 seguidores no Instagram que não interagem com o seu conteúdo, ou 100 em outra plataforma que estão sempre engajando com o seu trabalho?

É tudo uma questão de pontos de vista.

Então eu devo desistir do Instagram?

Seria ótimo eu responder essa pergunta com “sim” ou “não”, né? Mas não é tão simples assim, é preciso pensar em vários detalhes, e o principal é: você quer continuar no Instagram?

Eu tenho os meus motivos para me posicionar sobre o Instagram, você pode ter os seus, e os nossos contextos podem não se cruzar. Inclusive, esse é um grande problema dentro do meio de comunicação digital, é muito influencer e guru dando ordens sem conhecer a sua trajetória.

Eu posso sair do Instagram, encontrar outra plataforma e fazer muito sucesso, mas isso não garante que você vai ter o mesmo resultado. Ou então você decide continuar no Instagram, e dá muito mais certo do que eu já consegui.

Você precisa refletir sobre tudo isso que eu apresentei aqui e tirar as suas próprias conclusões, pois somente você poderá definir o que é melhor para você. 

Eu, Gabriel Bellia, decidi não mais ser um produtor de conteúdo no Instagram, vou apenas movimentar as minhas redes esporadicamente, porque eu prefiro investir meu tempo e energia nas redes em que eu possa explorar o que eu faço de melhor: áudios e textos.

Ainda existe vida no Instagram, não podemos negar, e a forma como você se dedica ao seu projeto é um grande indicador de como você vai crescer, independente da plataforma escolhida.

O que eu quero te fazer pensar é: o Instagram não é a única escolha, fazer diversos Stories todos os dias não é regra, e gravar dancinhas para o Reels não é necessário, se você não quiser.

E se me permite um conselho, assista esse vídeo da Nátaly Neri, falando sobre algoritmo das redes, fluxo de conteúdo e saúde mental. Vale MUITO a pena.

Fonte: Nátaly Neri (YouTube)

E é isso. Um abraço, e até mais!

Referências:

Como usar o Spotify para fortalecer a sua marca

Se você nunca pensou em usar uma plataforma de streaming de músicas a favor da sua marca, comece a pensar já!

O Spotify liberou recentemente a Retrospectiva 2020 para os seus usuários, onde podemos conferir quais foram as músicas, artistas e podcasts mais ouvidos no ano, assim como gêneros e artistas novos que descobrimos, entre outras informações.

Isso se tornou uma tendência nas redes, onde vários dos seus amigos provavelmente devem ter compartilhado os resultados, assim como eu fiz no meu perfil. Até mesmo celebridades e figuras públicas, como o Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, postou a sua retrospectiva spotify no seu Facebook.

Você já deve ter percebido que o Spotify é uma realidade cada vez maior. Como já citei em outro artigo meu, o Spotify é uma das principais redes sociais aqui no Brasil, e você pode — e deve — usar essa plataforma a seu favor.

Quer saber como? Fica comigo que eu te explico!

Por que o Spotify?

Fonte: https://programadoresbrasil.com.br/2020/11/como-mudar-de-plano-no-spotify/

Antes de mais nada, talvez você deve se perguntar o porquê de eu ter escolhido essa plataforma, já que existem muitas outras no mercado.

Além do Spotify, podemos citar a Deezer, SoundCloud, Youtube Music, iTunes e Apple Music, Tidal, entre outras. Todas elas possuem seus prós e contras, além de suas particularidades que as tornam mais ou menos populares. 

No geral, podemos dizer que o Spotify se tornou a plataforma mais popular para o público. Entre os principais motivos, podemos destacar a possibilidade de criar uma conta gratuita e facilidade de acesso, disponível tanto na versão desktop quanto na versão mobile, para Android e iOS.

O ponto negativo é a impossibilidade de escolher uma música específica para ouvir, é preciso selecionar a playlist onde a música se encontra e deixá-la no modo aleatório, assim como a quantidade limitada de vezes que se pode pular faixas

Essa característica acontece no aplicativo, no desktop é possível ter esses comandos.

A conta gratuita também está sujeita a anúncios entre as músicas. Para eliminar os anúncios, pular as músicas de forma ilimitada, escolher faixas específicas para tocar, e ainda baixar músicas para ouvir offline, você pode assinar um plano Premium, a partir de R$ 16,90.

O Deezer é muito semelhante ao Spotify: conta com as mesmas características descritas e preços. As únicas diferenças é que o Deezer sai ganhando na qualidade de áudio e tem parceria com a TIM, onde os usuários da rede podem fechar pacotes de acesso gratuito ao Deezer.

Em compensação, o Spotify possui um algoritmo muito melhor para recomendação de músicas, formando playlists exclusivas toda segunda-feira baseado nas músicas que você e seus amigos ouvem. 

Fonte: https://www.folhape.com.br/cultura/soundcloud-vai-remunerar-artistas-em-funcao-do-tempo-de-reproducao/174625/

Ao contrário das outras plataformas, o SoundCloud é focado em armazenamento de áudio-conteúdo, e recentemente lançou seu próprio serviço de streaming, o SoundCloud Go. Entretanto, é necessário assinar um plano pago ou ser produtor de conteúdo nessa plataforma para usá-la.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/internet/134802-google-lanca-guia-evitar-cobranca-dupla-youtube-music-play-musica.htm

O Youtube Music segue a mesma pegada: foi uma aposta do Youtube para entrar no universo do streaming musical. Também foi uma forma de atender o pedido de muitos usuários, sobre tocar as músicas em segundo plano, sem precisar estar com o aplicativo ligado.

Assim como o SoundCloud Go, é preciso assinar um plano pago para usar.

Fonte: https://mundodamusicamm.com.br/index.php/digital/item/500-amazon-music-lanca-versao-gratuita-suportada-por-anuncios.html

O Amazon Music é um serviço dos assinantes da Amazon Prime, que possuem acesso ao streaming de filmes e séries, de músicas e também descontos e frete grátis nas lojas virtuais. 

O plano é pago, mas é o mais barato de todos ao comparar o custo-benefício: R$ 9,90 por mês ou R$ 99,00 na assinatura anual.

Fonte: https://tecnoblog.net/187682/apple-music-android-download-hands-on/

O Apple Music, assim como o iTunes, fazem parte do pacote iOS, apesar de serem bem distintos: o iTunes é um catálogo online de músicas, enquanto o Apple Music é o serviço de streaming da Apple

As faixas do iTunes estão disponíveis apenas para usuários iOS, enquanto o Apple Music disponibiliza essas faixas para qualquer um que tenha o app, até mesmo para Android.

Porém, o grande problema é que nem todas as faixas do iTunes estão disponíveis no Apple Music.

Fonte: https://tidal.com/

Por fim, temos o Tidal, aplicativo que tem como proprietário o Jay-Z. Sua interface, funções e preços não são muito diferentes dos outros apresentados, mas não possui conta gratuita, permite mais facilidade para montar e organizar suas playlists e o algoritmo do Spotify para recomendar músicas é um pouco melhor.

Sendo assim, o Spotify acabou sendo mais popular no país devido a esses requisitos. Não significa que os outros não são bons, mas se você quer alcançar um maior público e ter usuários mais engajados, o Spotify é a melhor escolha no momento.

Como usar o Spotify?

O aplicativo é bastante simples e intuitivo. Para criar conta você pode se cadastrar com seu e-mail ou com sua conta no Facebook, que facilita para encontrar seus amigos no Spotify.

Fonte: https://open.spotify.com/

Na barra de busca você pode encontrar artistas, usuários, playlists e podcasts. É possível seguir artistas para acompanhar suas músicas, seguir usuários para ver suas playlists, favoritar músicas, playlists e podcasts, assim como montar suas próprias playlists.

Fonte: https://open.spotify.com/

Ao entrar no perfil de um artista, é possível ouvir álbuns inteiros ou apenas pedir para tocar todas as suas músicas. Você pode selecionar o modo aleatório ou em ordem clicando em um botão, assim como repetir faixas

Fonte: https://open.spotify.com/

É possível ainda filtrar os resultados nas playlists — nome da música, nome do artista e nome do álbum — em ordem alfabética ou temporal, para tornar mais fácil a busca dentro da playlist, e também reorganizar a ordem das faixas em sua playlist.

Fonte: https://open.spotify.com/

As playlists oficiais do Spotify são divididas não apenas por gênero, mas também por estado de espírito e atividade. Caso seja fã de sertanejo, você pode buscar por playlists só com o gênero, assim como pode procurar playlists animadas para limpar a casa.

Fonte: https://open.spotify.com/

Existem também playlists só com artistas específicos e organizadas de acordo com os seus interesses, isso te ajuda a conhecer mais músicas dos artistas que gosta e dos artistas semelhantes.

Fonte: https://open.spotify.com/

Por fim, o Spotify também é uma rede social, que te permite ver o que os seus amigos estão ouvindo, assim como compartilhar as suas músicas em outras redes.

E como eu uso o Spotify no meu negócio?

Se você tem um negócio físico, como lojas e academias, ter música ambiente por si só já seria o bastante, já que você não precisaria depender de rádio, youtube ou músicas no pendrive para entreter os seus clientes.

Uma dica inclusive é ter um plano premium mais em conta só para não ter que lidar com os anúncios, caso preferir.

Porém, você que tem uma marca pessoal, como produtores de conteúdo, e profissionais autônomos também podem — e devem! — utilizar as ferramentas do Spotify de forma estratégica.

Vamos pontuar alguns exemplos:

  1. Crie playlists baseadas na sua marca.

Qualquer estabelecimento pode pegar playlists prontas para tocar ao longo do dia, mas e se você criasse playlists baseadas na identidade da sua marca?

Por exemplo: você tem uma barbearia, e você é uma pessoa que gosta muito de Jazz, Blues e Bossa Nova. São estilos diferentes que normalmente as pessoas não ouvem juntas, mas os seus clientes mais antigos já sabem que são a sua cara. 

Então ao invés de pegar uma playlist pronta, monte uma com as suas faixas preferidas. Isso gera identidade, pois os seus clientes vão passar a associar essas músicas a você e seu negócio.

No meio do atendimento começa a tocar sua música preferida do Tom Jobim, e você passa a conversar com o cliente sobre a música. Se ele gostar, vocês podem falar sobre o assunto durante o atendimento. Se ele não conhecer, será apresentado a uma experiência nova, e quando ouvir essa música em algum lugar, vai lembrar de você. 

Pode acontecer ainda do cliente marcar o seu perfil em páginas que trazem essas músicas e até mesmo sentir vontade de te apresentar as músicas preferidas dele nos próximos atendimentos, ou também mostrar músicas que lembram do seu negócio para saber se você conhece ou gosta. 

Isso gera uma conexão tão forte a ponto dos seus clientes começarem a enxergar a sua marca nas músicas que ouvem. Muito melhor do que apenas colocar um som qualquer para tocar, não acha?

Você também pode criar playlists para os seus clientes ouvirem ao longo do dia, baseadas nas músicas que tem a ver com o seu negócio. 

Um exemplo bem legal disso é a bunker, uma marca de cuecas do Rio de Janeiro que se destaca pela sua presença descontraída nas redes sociais. Eles criaram uma conta no Spotify para compartilhar playlists únicas, como “de bunker na estrada”, “de bunker no churrasco”, “de bunker na corrida”, “de bunker indo trabalhar”, e até mesmo a playlist “de bunker no dia das mães”.

Fonte: https://open.spotify.com/user/b7ed7ih4lxqkxjzhlg9g2osqe

As músicas não são escolhidas ao acaso, elas possuem estilos semelhantes que conversam com a proposta da playlist — como reunir samba, funk e pagode na playlist de churrasco, enquanto na playlist do dia das mães vemos músicas dos anos 80 — e conversam também com a marca

Marcas pessoais também podem usar esse artifício, um exemplo fantástico é o Gabriel Picolo, pseudônimo de Gabriel Bertasoli, artista gráfico brasileiro. Ele ficou conhecido pelas suas artes de Jovens Titans e foi convidado pela DC Comics a ilustrar as revistas em quadrinhos da saga.

O Picolo também criou sua conta no Spotify para divulgar playlists baseadas nos personagens da série. São tão boas que me inspiraram pessoalmente em uma das minhas histórias e até mesmo a criar uma playlist minha!

Fonte: https://open.spotify.com/user/12128432993/playlists
  1. Faça playlists colaborativas.

Um recurso muito legal no Spotify são as playlists colaborativas. Basicamente, você cria uma playlist e abre para que outras pessoas possam adicionar suas músicas nela.

Isso aconteceu no antigo box de crossfit que eu treinava. O box tinha uma playlist que deixava tocar nos treinos, sem muito preparo, até que um dia tiveram a ideia de abrir a playlist para que os alunos pudessem colocar as suas músicas preferidas.

Nem preciso dizer que foi um momento de muito entrosamento, não é? Os alunos gostaram muito da ideia e passaram a colocar várias faixas, eu inclusive, e ficou esse sentimento legal de ir para o treino com a expectativa de ouvir algumas das músicas que nós adicionamos.

O lado negativo é que por serem pessoas com gostos diferentes, a lista se torna bastante misturada, além de você precisar tomar cuidado com as músicas escolhidas para saber se não aparece nada impróprio lá. Porém, é uma ferramenta de integração muito boa, e você pode criar uma playlist à parte só para isso.

Para quem lida com atendimento ao usuário, como academias, cursos, lojas, lanchonetes, bares e afins, pode ser uma estratégia fantástica de identidade de marca e integração entre os clientes.

  1. Invista em playlists exclusivas.

Além das playlists transmitirem o estilo da sua marca, você também pode fazer com que apenas seus clientes tenham acesso às suas playlists.

Imagina que você está lançando um curso sobre Marketing Digital para profissionais da saúde. Você pode investir em conteúdos exclusivos, como apostilas e vídeos, assim como listas de músicas. 

Você muda as configurações dessa lista para deixá-la secreta, e então compartilha com quem comprar o seu curso. Se você for um produtor de conteúdo, pode oferecer uma playlist exclusiva para os seus seguidores, ou até mesmo trabalhar com a comunidade de amigos próximos no Instagram.

Isso causa um efeito de exclusividade no seu público, que vai se identificar e engajar ainda mais com a sua marca.

  1. Produza podcasts para o seu público.

Se você produz conteúdo, uma das formas que podemos usar é o audiovisual, ou apenas áudio, e o Spotify permite que os usuários possam enviar seus podcasts para a plataforma.

Um exemplo que eu gosto muito são as irmãs Alcântara, do blog Tudo Orna. Elas trabalham com empreendedorismo e comunicação digital, possuem marcas de roupas, cosméticos, uma cafeteria em Curitiba e uma escola de branding e mídias sociais. 

Uma das plataformas onde distribuem o seu conteúdo é no Spotify, tendo um podcast próprio. Inclusive, é o meu preferido.

Fonte: https://open.spotify.com/show/6TFfHHHcitQ7IktZ6K1ctm

O Geronimo Theml é outro bom exemplo. Coach e palestrante, ele tem seu podcast no Spotify, o Sai da Média, que eu também gosto muito.

Fonte: https://open.spotify.com/show/1nuFSa15qyDWQ4kY9kOwRD

A Marina Iarte, estilista e consultora de estilo em Presidente Prudente, também começou um podcast sobre moda e estilo, o Dizem as Más Línguas

Fonte: https://open.spotify.com/show/5ggwheTZ6wJqPq6xqps2Z4?si=F8DbFNXISuiZxpHSRy92yw

Isso mostra que você não precisa ser uma celebridade ou uma grande empresa para investir neste formato de conteúdo.

Você vai encontrar vários outros blogueiros e produtores de conteúdo no Spotify, até mesmo empresas e instituições. O Crefito-3, conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo, tem seu podcast no Spotify sobre notícias da nossa área, o Fisio e T.O. em Movimento.

Fonte: https://open.spotify.com/show/5sWlYV6xsBdHJR4QZrQk1f

E agora esse blog também tem um podcast! Você já se inscreveu lá?

Fonte: https://open.spotify.com/show/3xUQ4VluF5N7ZmZNTkNeLj

Ter um podcast é uma forma legal de se comunicar com o seu público, mas vale a pena avaliar se você tem estrutura, tempo e recursos para investir e manter esse conteúdo. Caso sim e achar interessante, vai fundo.

  1. Personalize as suas playlists.

Você já criou as suas listas de músicas baseadas no estilo da marca, mas não deve se preocupar apenas com as músicas escolhidas, mas também com a formatação da playlist.

O Spotify permite que você coloque título, descrição e capa em cada uma das suas playlists. Geralmente as pessoas se importam apenas com o título e esquecem o resto, mas se você cuidar dos três elementos, pode se destacar ainda mais.

Eu sempre montei playlists que tinham a ver comigo, e quando eu decidi me profissionalizar, as minhas playlists também foram personalizadas. Em cada playlist eu montei um título e uma descrição mais descontraídas, por combinar com o meu estilo pessoal, e fiz um modelo de capa unificado, usando as cores do meu estúdio.

Se você for ver o meu perfil no Spotify, vai ver que as playlists têm todas o mesmo estilo visual e textual, e isso não foi feito à toa: é para estabelecer uma identidade marcante dentro do Spotify, conversando com a identidade visual das minhas outras mídias.

Fonte: https://open.spotify.com/user/12184550016/playlists

Uma coisa que eu fiz e gostei bastante foi separar as playlists por gênero e estilo, como já mencionei lá atrás, mas também fiz playlists temáticas para os dias da semana. Era uma ideia minha que resolvi compartilhar com os meus seguidores, para que a cada dia da semana você tivesse um estilo diferente para ouvir.

Isso é tudo por hoje! Espero que tenha gostado desse artigo, agora me fala: você já usa o Spotify em sua marca e/ou empresa? Conta para mim nos comentários.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

Nove motivos para estar no Instagram

Não tem como falar de redes sociais sem falar do Instagram, devido à relevância que o aplicativo construiu ao longo dos anos. Já publiquei um artigo aqui na GB sobre as principais redes sociais da atualidade, e como podem conferir, o Instagram está posicionado na lista.

Mesmo tendo me aprofundado em Gestão de Mídias Sociais como um todo, estudando sobre as diversas plataformas que permitem interação aos usuários, optei por me especializar no Instagram. Muito disso se deve à minha preferência pessoal pela rede, mas também pela infinidade de recursos que o Instagram oferece.

Eu gosto de dizer que o Instagram hoje é um verdadeiro universo digital, com várias funcionalidades e oportunidades, tanto para pessoas comuns, quanto para empresas.

Se você ainda não está no Instagram, ou não conhece muito sobre a rede, fica comigo que você não vai se arrepender!

Como surgiu o Instagram

Antes de te dizer as vantagens da plataforma, faz sentido para mim contar a história do Instagram. E essa história é bastante simples.

Tudo começou com dois engenheiros de software, chamados Kevin Systrom e Mike Krieger. O Mike é brasileiro, inclusive. Eles criaram um aplicativo chamado Burbn, inicialmente, que possuía várias funcionalidades. 

Para simplificar o app, eles decidiram focar na publicação de fotos, e assim surgiu o Instagram. O nome veio da fusão de instant camera e telegram, indicando que a função do aplicativo era compartilhar fotos instantâneas, como se fossem polaroids digitais.

O Instagram foi lançado para iOS no dia 6 de outubro de 2010, e no mesmo dia foi considerado o mais baixado pelos usuários, atingindo 1 milhão de usuários ainda em 2010. Em 2012 foi lançado para Android e comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares.

Com isso já podemos pensar que o Instagram foi um sucesso desde a sua origem, pois se chamou a atenção do Facebook, uma das maiores empresas do mundo, é porque ele tem seu valor.

E quais são os principais pontos positivos dessa rede? Vamos conferir!

  1. Uma das redes mais usadas no Brasil

Segundo dados da Social Media Trends 2019, o Instagram teve a marca de segunda rede social mais usada no Brasil, com 89,4% de empresas e 92,5% de usuários nessa rede, segundo a pesquisa. 

Ou seja: se você não está no Instagram, saiba que seus amigos, familiares e até possíveis clientes provavelmente estão.

Para quem tem uma empresa, um negócio local ou é um profissional autônomo, é a chance de falar com vários possíveis clientes. Para pessoas físicas, é a certeza de encontrar seus amigos e familiares para manter contato.

  1. Oportunidade de ter um perfil comercial

Falei rapidamente sobre a oportunidade de empresas buscarem clientes no Instagram, e para isso, pode ser interessante ter uma conta profissional. A plataforma permite que qualquer pessoa possa criar uma página comercial para o seu negócio, e assim se comunicar com seu público.

Mas isso não se limita a empresas: profissionais autônomos e até pessoas comuns podem transformar sua conta pessoal em comercial, facilitando a gestão da sua marca. Ao contrário do Facebook, onde você precisa criar uma página separada do seu perfil, no Instagram você pode usar uma conta única.

E para gerenciar as contas, caso queira separá-las, também não tem segredo: você pode criar um perfil profissional atrelado à sua conta pessoal. Para alterar de uma para outra basta clicar em um botão e pronto, sem precisar de login e senha diferentes.

  1. Uma das redes com maior taxa de engajamento

Engajamento é a capacidade de um perfil criar envolvimento e interações com os usuários, que irão interagir espontaneamente com a conta. 

Para você que tem uma conta comercial, estar em uma plataforma com alto engajamento significa mais chances de fazer o seu negócio ser conhecido e se comunicar com seus clientes

E para quem quer apenas ter um perfil pessoal, isso também é interessante, já que estar em uma rede com poucas pessoas para interagir é muito desestimulante. Aqui você tem mais oportunidades de manter contato com as pessoas que você conhece e fazer novas amizades. 

Diferentemente do Facebook, você não precisa solicitar ou aceitar amizade com alguém para interagir com esse usuário. As pessoas podem ver suas publicações, se você quiser, e você pode conhecer e conversar com outros usuários em postagens que você comentar, aumentando sua rede de relacionamentos.

Outro ponto a favor da interação de usuários são os Stories: fotos e vídeos que desaparecem depois de 24 horas. Nos Stories é possível montar enquetes, abrir caixas de perguntas e comentários, enviar músicas e também indicar perfis e localizações físicas

A chance de receber respostas ao usar um recurso interativo nos stories é muito grande.

  1. Algoritmo integrado aos seus interesses

O Instagram é uma rede bastante visual, focada em fotos e vídeos, mas o aplicativo não te entrega conteúdo ao acaso. Existe um algoritmo incrivelmente complexo que analisa o que você gosta e te apresenta aquilo que se adequa aos seus interesses.

As pessoas com quem você mais interage tem preferência na sua linha do tempo. Por exemplo, se você curte e comenta com muita frequência as fotos dos seus filhos e netos, as postagens deles aparecem mais para você. Já nos stories, as pessoas que você mais interage aparecem para você com maior frequência.

Mesma coisa com marcas e influenciadores. Quanto mais você se envolve com o perfil — curtindo, comentando e compartilhando esse conteúdo — mais você vê as postagens nos primeiros lugares da linha do tempo e stories.

Na seção Explorar não é diferente. Se você curte muitas páginas e posts sobre viagens, ao entrar nessa seção você terá mais conteúdo envolvendo viagens. 

  1. Alinhado com as principais tendências mundiais

Se algo faz muito sucesso nas outras redes, pode ter certeza que estará no Instagram. Isso se não veio do próprio Instagram.

O conceito de Stories começou no Snapchat, e ao ver o potencial da ferramenta, o Instagram lançou a funcionalidade no app. Mais recentemente vimos a explosão do TikTok com os vídeos rápidos, fazendo o Instagram lançar as Cenas nos stories e o Reels, uma seção dedicada a esse formato de vídeos.

Deixando o questionamento moral e ético de lado, o Instagram sempre foi muito assertivo em analisar tendências e oferecê-las aos seus usuários. Estar no Instagram significa estar sempre perto das principais novidades e interesses do mundo inteiro.

  1. Integração com outros aplicativos e redes

Se você quiser compartilhar uma página da internet nas redes sociais, pode ter certeza que o Instagram será uma opção. 

Muitas redes sociais permitem que você integre seu perfil com a conta no Instagram, mostrando a relevância dessa plataforma entre as redes. Quando postar um story ou uma foto no seu perfil, e quiser postá-lo também no Facebook, conseguirá publicar nas duas plataformas dentro do Instagram. 

Recentemente saiu uma integração com o Messenger, o aplicativo de mensagens do Facebook, facilitando ainda mais a conexão entre as redes do grupo Facebook.

  1. Possibilidade de vender produtos pelo seu perfil

Com o Instagram Shopping, você pode criar uma loja virtual dentro do seu perfil, facilitando muito o trabalho de comerciantes e também pessoas físicas. O Instagram exibe o produto no seu perfil, você pode marcá-lo em publicações e o usuário pode efetuar a compra pelo próprio aplicativo.

É preciso ter uma conta comercial para ativar essa função, que não é nenhum segredo. É bastante rápido para criar um novo perfil comercial ou mudar sua conta para profissional.

E o melhor: você não paga absolutamente nada por esse recurso!

  1. Você pode fazer anúncios dentro do Instagram

Independente se você tem uma loja no perfil ou não, qualquer publicação sua pode ser anunciada. Desde um post que você queira promover para alcançar um público maior, até criar uma campanha publicitária completa dentro da rede.

O Instagram Ads é uma plataforma simples e completa, que te permite segmentar as campanhas por gênero, faixa etária, localização, gostos e interesses, e por aí vai. O custo é mais baixo do que anunciar no Google e outras mídias físicas, tendo assim um custo-benefício muito interessante.

  1. Ferramentas para analisar o desempenho da sua conta

Tendo uma conta comercial, o Instagram te oferece uma série de gráficos e métricas para que você saiba exatamente quem é o seu público e como criar estratégias para ele.

Análises completas de gênero, faixa etária e localização mais comum entre seus usuários, quantas pessoas visualizam seus stories, quantas e quais ações são tomadas pelo seu conteúdo (cliques no link, visitas ao perfil, taxas de comentários), e muito mais.

Informações que costumam estar disponíveis apenas em softwares e aplicativos especializados, estão dentro do seu perfil, disponibilizadas pelo próprio Instagram.

Esse foi o artigo de hoje, espero que tenha te dado uma boa visão sobre o Instagram. Se você ainda tem dúvidas sobre a plataforma, sobre como usá-la e que outros benefícios ela pode te trazer, me chama nos comentários que terei o maior prazer em te ajudar.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências

Tutorial Canva para quem não sabe nada sobre design gráfico

Você já recebeu a palavra do Canva na sua vida hoje?

Fala-se muito sobre design hoje em dia, mesmo que a palavra “design” não seja usada diretamente. Do formato de um secador de cabelo até a propaganda na internet, as pessoas percebem e se posicionam diariamente sobre o design das coisas a seu redor.

Não é à toa que recentemente a Sony lançou a quinta versão do PlayStation, e o que mais chamou a atenção dos usuários foi justamente o design do produto.

Uma das áreas mais comuns é o Design Gráfico, com as redes sociais ficou ainda mais evidente a função dessa área para a confecção de artes publicitárias. As pessoas buscam cada vez mais esse tipo de trabalho para suas empresas e até mesmo perfis pessoais têm se preocupado com a estética das suas imagens.

Fala a verdade: você já pediu para o seu filho, neto ou sobrinho “que sabe mexer no computador” fazer uma “imagem pra mandar no whatsapp”, não é? Aposto que já.

As pessoas acreditam que design é coisa de “gente jovem” e que sabe “mexer com essas coisas na internet”, mas atualmente existem ferramentas gratuitas para que você possa fazer suas artes com qualidade profissional.

Quer saber mais sobre isso? Vem comigo que eu te explico!

Conheça o Canva

São várias ferramentas que eu poderia falar aqui para você, mas escolhi uma só: o Canva. Porque além de ser uma das plataformas mais usadas por designer profissionais e amadores, é também muito simples de usar.

Então se você tem pouquíssimas habilidades com ferramentas da internet, não precisa ter medo, porque esse tutorial foi feito justamente para você.

Antes que qualquer coisa, quero te falar cinco motivos para usar o Canva desde já.

1. O Canva possui um banco de imagens gratuito para você usar

Geralmente quando você quer postar uma imagem, e não foi você quem tirou, você procura no Google, certo? É o mais comum, apesar de que nem todas as imagens podem ser usadas dessa forma devido aos direitos de imagem do artista original.

Existem bancos de imagens de uso livre na internet, e o Canva possui o seu próprio. Caso você precise de algum tipo de imagem, basta usar a busca do Canva, e poderá usar qualquer uma das imagens que estiverem disponíveis. 

E o acervo é muito grande!

2. Fontes e recursos gráficos ilimitados

Além da grande variedade de imagens disponíveis, é possível ainda utilizar um vasto acervo de fontes e recursos, como setas, animações, desenhos, ilustrações, e muito mais.

As fontes podem ser escolhidas por uma busca interna. Você pode verificar as fontes uma a uma até encontrar o que te agrade, assim como buscar categorias: fontes modernas, manuscritas, cursivas, elegantes, e por aí vai.

Já os recursos gráficos também estão separados por categorias, para facilitar as coisas para você.

3. Os modelos são configurados para qualquer tipo de formato

Talvez você não saiba, mas cada rede social tem um formato específico de imagem, e por isso um modelo pode funcionar muito bem em uma rede e não em outra. Mas o Canva resolve isso para você.

Ao criar um novo modelo, ele já te dá as opções disponíveis, e ao escolher o modelo ele configura o tamanho e formato da imagem automaticamente. É possível criar uma imagem para stories do Instagram, outra para Facebook, outra para Whatsapp, e qualquer formato que quiser.

Além disso, o Canva também permite que você faça outros modelos de arquivo, como apresentações de slides, convites de casamento, currículo, papel timbrado, panfletos, flyers, miniaturas de vídeos, cartão de visitas, logos, capas e páginas de livros.

Ou também pode começar um modelo personalizado, definindo você mesmo o tamanho e formato.

Em resumo, você pode fazer qualquer tipo de imagem dentro do Canva.

4. Pode ser usado tanto no computador quanto no celular

O Canva te permite salvar o arquivo em formato de imagem (PNG ou JPEG) e PDF, mas também te dá a possibilidade de compartilhar sua arte em algumas redes sociais, como Facebook, LinkedIn, Twitter, Pinterest e Tumblr, assim como enviar por e-mail, salvar no Google Drive e Dropbox.

Porém, você pode usar o Canva no computador e deixar as imagens salvas no dispositivo, assim como usar o aplicativo e salvar os arquivos na sua galeria, facilitando o uso do programa. 

As duas versões são integradas, então você pode criar a imagem no computador e salvar no celular. Ou então, caso precisar montar uma imagem rápido e não estiver com seu computador, fazer no celular e baixá-la na nuvem. 

O Canva é incrivelmente prático por poder ser usado em qualquer dispositivo.

5. Existe uma versão premium com mais recursos, mas a versão gratuita é bastante funcional

Assim como outros programas, o Canva também conta com uma versão premium, o Canva Pro, caso você queria ter acesso a mais recursos. 

Alguns dos adicionais da conta premium são:

  • Acessar todo o banco de imagens, fontes e recursos;
  • Salvar a mesma arte em diversos formatos;
  • Salvar imagens com fundo transparente.

Entretanto, mesmo tendo uma conta gratuita, a quantidade de recursos disponíveis é tão grande que você pode se virar muito bem.

Agora que entendemos as principais vantagens do Canva, vamos aprender na prática como usar essa ferramenta!

Dando os primeiros passos no Canva

Para começar a usar o Canva você precisa criar uma conta, e isso é extremamente simples. Esse tutorial será feito pela versão desktop, mas no celular o processo é bem semelhante.

Logo na página inicial haverá uma janela para registrar a partir de uma conta Google ou Facebook.

Basta inserir seus dados que você está dentro do Canva!

Como podem ver, a interface do Canva é bastante intuitiva, você pode se localizar facilmente dentro do site/app. A plataforma também é traduzida para o português, então sem dor de cabeça para quem não entende outro idioma.

Vamos entender os elementos da página inicial, começando pela barra superior:

O botão Início, como o nome sugere, serve para direcioná-lo para a página inicial.

O botão Templates abre um menu com os principais modelos de edição, divididos por categorias. Dentro de Redes Sociais, por exemplo, você tem acesso a todos os modelos das principais redes sociais para editar.

O botão Descobrir é bem parecido, mas ao invés de modelos de edição, ele vai te apresentar um banco de dados que você pode usar, como fotos, ícones e recursos gráficos.

O botão Aprenda é o blog do Canva, com vários artigos sobre os recursos da própria plataforma, assim como tutoriais e artigos diversos. 

Por exemplo, existem artigos sobre como personalizar o feed do Instagram, como tirar fotos de forma profissional, como abrir uma empresa online, e por aí vai.

O botão Preços vai te direcionar para a página do Canva Pro, caso você queira aderir ao plano completo.

Depois temos um botão para a central de ajuda, outro para as configurações da conta, e por fim, o botão Criar Design. Ao clicar nele, abrirá um menu com algumas sugestões de modelos que você poderá criar.

Além desse botão, você também pode criar um novo design através do banner central. Ao clicar no campo de busca, ele vai abrir o mesmo menu de sugestões.

E abaixo dele, uma seção de criação com as sugestões de modelos, separados por categoria, além da opção de criar um modelo de dimensões personalizadas.

Do lado esquerdo temos ainda mais algumas opções, que são mais administrativas:

  • Recomendado para você é a própria página inicial;
  • Todos os seus designs abre a página com todos os modelos que você criar para que possa gerenciar suas criações;
  • Kit de marca é uma opção premium, onde você pode criar uma logo para sua empresa, além de outros materiais institucionais, como cartões de visita, panfletos, papel timbrado, e poder gerenciar mais facilmente os seus arquivos;
  • Criar uma equipe serve para convidar outras pessoas para editarem suas criações. É bem útil para agências ou para modelos que precisam da aprovação de mais pessoas além de você;
  • Todas as suas pastas indica as pastas que você pode organizar seus arquivos;
  • Lixeira, como o nome sugere, é onde fica os modelos e arquivos excluídos. 

Agora que sabemos quais são as ferramentas gerais do Canva, é hora de botar a mão na massa!

Como criar suas artes no Canva

Fazer suas artes no Canva é realmente muito fácil, já que a plataforma é bastante intuitiva. Então para mostrar o processo vou criar três artes diferentes em três formatos junto com vocês para que fique mais claro.

A primeira arte será para o Instagram, divulgando um brechó, a segunda será para o Whatsapp, divulgando um estúdio de tatuagens, e a terceira será para o Facebook, divulgando um curso. Todos fictícios.

Vamos lá?

Post para Instagram

Em primeiro lugar, vamos buscar pelo formato do Instagram em algum dos campos de busca.

Ao clicar na opção Post para Instagram, vai abrir uma nova tela em branco com as ferramentas de edição na barra lateral esquerda.

A primeira opção do menu é Templates, onde o próprio Canva disponibiliza modelos próprios que você pode escolher e customizar.

Como quero fazer um post para um brechó, digitei essa palavra no campo de busca, e assim o Canva me apresentou alguns modelos relacionados.

Achei um que gostei, e ao clicar sobre ele o Canva já aplica o template sobre o arquivo.

Esse é o template original, que para mim está bem legal. O próximo passo é customizar esse modelo para postar no Instagram.

Quando você clicar sobre qualquer elemento do template, vai perceber que todos são editáveis. A foto, o retângulo no fundo, os textos… tudo!

Vamos começar pelo texto lá de cima. Digamos que o brechó se chama “Cherry Bomb”, então o primeiro passo é editar o texto.

Agora vamos mexer nas configurações do texto.

À esquerda temos o campo onde podemos mudar a fonte, que vou manter. Depois temos o campo onde podemos mexer no tamanho, que também vou manter.

Depois temos a opção de mudar a cor, que desta vez vou alterar. Ao clicar no ícone da cor, o Canva me abre uma tela com diversas cores que eu posso aplicar. Eu escolhi um tom de vermelho que estava disponível.

Depois temos outras opções, como deixar em negrito, itálico, sublinhado, alterar o alinhamento do texto (esquerda, centro, direita e justificado), colocar em letras maiúsculas, entre outras. Por enquanto vou apenas deixar em negrito.

Definido o texto superior, agora vou mexer no retângulo marrom que está lá embaixo.

Percebam que ele tem menos opções, sendo a primeira delas a cor. Para isso o Canva organiza as cores em categorias:

  • Nova cor: é o seletor de cores, onde você pode criar qualquer tom ao mexer na opacidade (mais clara ou mais escura) e matiz (tipo de cor);
  • Cores do documento: o Canva analisa quais cores estão selecionadas no modelo, em fontes e elementos;
  • Cores da marca: para usuários premium, dando a liberdade de usar as cores que você pré-selecionou para sua marca;
  • Cores presentes na foto: essa opção é mostrada quando você utiliza fotos no arquivo, onde o Canva detecta as tonalidades da foto e organiza para você;
  • Cores padrão: são cores padronizadas que ele te apresenta, geralmente as mais comuns.

Quero usar a mesma cor do texto, que o Canva reconhece e coloca logo no início. Nesse caso, basta clicar na cor para alterá-la.

Assim como no texto, existem algumas opções do lado direito da barra superior que não exploramos ainda, e uma delas é a Posição.

Ela te permite alterar o posicionamento de um elemento de forma automática. Você até pode mexer com o mouse ou toque, mas através dessa ferramenta consegue alinhar o elemento com o arquivo. 

Nesse caso o elemento está posicionado para trás da foto e alinhado à parte de baixo. Vou mantê-lo para trás, mas alinhá-lo ao centro.

Certo, agora vou alterar os textos de baixo. E como podemos ver na imagem, os textos e o retângulo branco estão agrupados, de forma que são alterados todos juntos. Se eu colocar mais texto, o retângulo se ajusta ao novo formato. 

Como quero editá-los separadamente, vou clicar na opção Desagrupar, e assim os dois textos e o retângulo ficarão independentes.

Primeiro vou mudar a cor do retângulo para o vermelho que usamos anteriormente.

Agora vou mudar o primeiro texto. Alterei a cor para branco, escrevi uma chamada simples e diminui o tamanho para caber melhor no espaço.

Falta o texto de baixo, certo? Aqui também vou mudar a cor para branco, manter o tamanho e colocar um endereço fictício e horários de funcionamento.

Por fim, é possível também alterar o aspecto da foto, aplicando Efeitos, um Filtro, mexer nos Ajustes da imagem, Cortar ou Girar.

Gosto da foto assim, então não irei alterá-la.

O arquivo está pronto, só precisamos fazer o download, já que o Canva salva automaticamente a cada mudança. Para isso, temos duas opções:

A primeira delas é clicar em Arquivo, que abre uma nova janela com o nome do arquivo, que podemos alterar e vemos as dimensões do arquivo. Lá no final existe a opção Download.

A segunda forma é clicar diretamente em Baixar, no canto superior direito. Ambos vão abrir o menu de download, onde você seleciona o formato do arquivo e clica em Baixar.

Imagens é legal baixar em PNG, por ter maior qualidade, mas caso o arquivo seja muito grande você pode baixar em JPEG, um arquivo mais leve, ou em PDF. Esse tipo de arquivo pode ser usado para impressões ou compartilhar arquivos com maior segurança.

Pronto, imagem feita! Esse é o nosso resultado:

Vamos agora criar nossa segunda imagem!

Post para WhatsApp

O primeiro passo é procurar um modelo para WhatsApp na busca. 

Percebam que para WhatsApp existe apenas a opção Status, porque o WhatsApp permite uma grande variedade de formatos, não tendo um específico como o Instagram.

Sendo assim, vou usar o modelo de status porque ele tem o mesmo formato dos Stories do Facebook e Instagram, além de poder ser divulgado livremente em mensagens e grupos.

Ele vai abrir uma tela com diversos templates ao invés de abrir diretamente a tela de edição, então vou clicar na opção Em branco.

Dessa vez, ao invés de usar um template pronto nós vamos montar nossa arte usando os demais recursos que o Canva oferece. Assim você aprende mais truques.

Para isso, vamos clicar em Fundo.

Aqui podemos colocar uma cor sólida ou escolher uma imagem da galeria. No meu caso, como a arte é para um evento fictício de um estúdio de tatuagens, escolhi uma imagem de tintas.

Como na foto do post que fizemos para o Instagram, a foto de fundo também tem as opções de customização. 

A primeira são os Efeitos, que deixam a imagem estilizada. É possível aplicar um efeito de duas ou mais cores, ruído na imagem, pixelização, distorção, e outros.

No meu caso, não usarei nenhum destes.

Clicando em Filtro, o Canva abre uma galeria de filtros para aplicarmos sobre a imagem. É possível também editar a intensidade do filtro para que ele fique mais forte ou mais suave. 

Eu escolhi o Street.

Em Ajustar nós podemos alterar as características da imagem. Aqui eu mexi na saturação para a imagem ter cores mais sutis, aumentei o contraste e apliquei uma vinheta, deixando uma “sombra” ao redor da imagem.

Clicando em Cortar nós podemos ver a imagem inteira, e assim reposicionar ou redimensionar o corte. Eu optei por deslocar um pouco a imagem.

Finalizando a edição da imagem, temos a opção Girar, que pode mudar a direção da imagem. Optei por não usar esse recurso.

Certo. Agora que definimos o fundo da imagem, vamos adicionar o texto. Para isso, basta clicar na opção Texto.

Nesse exercício, a arte será para divulgar um evento de tatuadores, então vamos colocar uma chamada e as informações do evento. 

Logo de cara o Canva organiza os textos por hierarquia: título, subtítulo e legenda. Você pode adicionar manualmente um título para a chamada e o subtítulo ou legenda para as informações, mas com isso terá que definir fonte, tamanho, cores, espaçamento e tudo mais.

Porém, logo abaixo do campo de adicionar texto, o Canva te dá opções de texto personalizadas, já com todos esses elementos pré-definidos e agrupados. Você pode apenas escolher um que te agrada e customizar. Faremos isso.

A partir desse modelo podemos apenas aumentar o tamanho e alterar a cor para ficar mais visível.

Deixei o texto branco, mas como o fundo tem muitas variações de cores vai ficar difícil achar uma cor que fique legível sem ficar chamativo, então vamos usar um recurso muito simples para isso: os Elementos.

Dentro dessa seção, vou procurar algo que possa usar como fundo para o texto, então vou procurar em Formas, até achar um que me agrade e posicionar sobre todo o texto.

Primeiro alterei a cor para preto, depois o posicionei atrás do texto usando o Posição.

Se deixasse o fundo dessa forma já estaria bom, mas um recurso que aqui fica muito legal é a Transparência, que pode ser acessada pelo ícone quadriculado na barra superior. 

Clicando ali, o Canva abre uma janela para você alterar a transparência do elemento, e eu deixei em 50% para que o fundo fique mais suave.

Agora que finalizamos essa parte, vamos colocar as informações no nosso evento no texto. Aqui o bloco de texto está agrupado por padronização do Canva, mas podemos deixar assim mesmo.

Nesse exemplo, vou colocar apenas o título, uma descrição e as informações, para a arte ficar mais limpa.

Aqui já podemos finalizar a arte, mas por se tratar de um arquivo que vai para os Status do WhatsApp, e possivelmente para os Stories do Facebook e Instagram, quero mostrar outra função do Canva: o botão Animar.

Basicamente, essa função serve para aplicar uma animação em algum elemento da arte. Um exemplo é a animação Block, onde o título surge da esquerda para a direita. Você pode visualizar o efeito ao clicar no ícone de reprodução na barra superior.

Apesar de ficar legal em algumas artes, isso deixa o arquivo muito pesado e pode não rodar em alguns dispositivos. Então para nosso arquivo não coloquei nenhuma animação.

Temos aqui o resultado final:

Vamos agora para a última arte?

Post para Facebook

Para fazer esse arquivo eu desci a tela principal até a seção Criar um design, cliquei em Redes Sociais e procurei pela opção Post para Facebook.

Esse modelo tem um tamanho padrão de 940 x 788 pixels. Apesar de ser o padrão, o Facebook aceita outros formatos, então vou clicar em Dimensões personalizadas

Aqui você vai colocar as dimensões e selecionar qual medida terá o arquivo. Eu usei 900 x 600 pixels.

Agora vamos começar a dar forma à nossa arte. 

Para fazer o fundo, optei por colocar uma cor ao invés de usar um template pronto. Depois vamos colocar algumas formas para ilustrar nosso post.

Vamos imaginar que será um curso feito por mim sobre branding no Instagram para profissionais da saúde. Banners de cursos geralmente possuem a foto do palestrante, certo? 

Para isso, vamos aplicar, dentro dos Elementos, um dos Quadros.

A princípio o quadro parece um elemento normal, mas ele tem uma função interessante: quando se coloca uma foto por cima dele, o quadro “prende” a imagem dentro dele. 

A foto que eu quero não está no Canva, e sim no meu computador. Para transferir basta clicar em Uploads e depois selecionar a imagem nesta seção.

Como o formato desse quadro é circular, quando eu jogo a imagem sobre ele fica assim:

O curso será sobre Instagram, então vou criar um segundo quadro para aplicar uma imagem que tenha a ver com o assunto. Posso usar o banco de imagens do Canva para isso, clicando em Fotos.

Vou digitar Instagram na busca, procurar algo que me agrada e aplicar sobre o quadro.

Como podem ver, algumas das fotos — e também fontes e recursos — possuem um símbolo no canto inferior indicando serem exclusivas para contas premium. Mas apesar disso existem várias opções de uso livre.

A partir do momento que você aplica uma foto ao quadro eles se integram, mas isso não significa que a imagem não pode mais ser alterada. Eu achei que o posicionamento da foto não ficou legal, então clico em Cortar para abrir a imagem inteira e então reposicionar.

Definimos as imagens, agora vamos aplicar o texto no banner. No exercício anterior nós usamos modelos prontos de texto, então dessa vez vamos aplicar textos manualmente.

Para isso, clicamos em Texto e depois Adicionar um título.

Por padrão os títulos possuem essa formatação, que iremos mudar.

Fonte, cor e alinhamento são os mais fáceis de alterar. Sobre a fonte, eu sei exatamente qual eu quero, então basta clicar na busca das fontes e digitar o nome. Neste caso, será Horizon.

Aproveitei para ajustar o posicionamento das imagens e fundo também.

Como o título já está certinho com o nome do curso, vamos adicionar um subtítulo para as informações.

Clique em Adicionar um subtítulo.

Para o subtítulo eu não sei que fonte usar, então vou até a busca de fontes novamente. Entretanto, como o acervo é muito grande, e ainda existem as fontes premium no caminho, levaria horas até conseguir ver tudo e escolher a melhor.

Para ajudar nisso, o Canva conta com um recurso de categorização, que abre assim que você clica no campo de busca. Você pode escolher fontes de acordo com a categoria: modernas, caligrafia, manuscritas, corporativas, arredondadas, elegantes, e por aí vai.

Definido o subtítulo, agora é a vez da legenda para indicarmos quem é o palestrante. 

Para isso, clique em Adicionar um pouquinho de texto.

Seguimos os mesmos passos para escolher fonte, tamanho, cor e alinhamento. E como a legenda tem a fonte menor, vou mexer no espaçamento.

Clique no ícone de três pontinhos, que irá abrir a seguinte caixa:

Aqui podemos alterar o espaçamento entre as letras, que vou manter zerado, e a altura da linha, que vou diminuir para 1,2.

E para finalizar, vou procurar dentro dos Elementos algum recurso gráfico para aplicar no fundo, assim ele não fica tão sóbrio. 

Dentro da opção Linhas achei um que me agrada. Vou redimensionar para cobrir toda a área, alterar as cores para deixar similar ao banner, posicionar por trás de tudo e alterar a transparência para 25%.

E para baixar o banner, dessa vez vamos explorar as outras opções de compartilhamento. Para isso basta clicar na setinha ao lado de Baixar.

Feito isso, basta escolher onde você quer compartilhar a imagem. Eu particularmente gosto de salvar direto no Google Drive ao invés do computador.

Aqui está o resultado final do nosso banner:

Vamos recapitular o que aprendemos até aqui

O Canva é uma ferramenta de automatização de design, possivelmente a mais usada no mundo. Tanto por pessoas sem qualquer conhecimento em design gráfico quanto por designers profissionais.

Entre as principais vantagens de usar essa plataforma podemos listar: banco de imagens e recursos próprios, modelos específicos para cada rede social, praticidade para criar artes de nível profissional, integração entre site e aplicativo, plataforma inteiramente em português e possibilidade de formar um kit de marca para contas premium.

A interface do Canva é bastante intuitiva e simples de entender, como podemos ver, então não é preciso ter medo de não saber como usar a plataforma. Ela foi feita para qualquer um. 

E se mesmo assim ficar dúvidas de como usá-la, o próprio Canva fornece tutoriais para te ajudar a entender sua interface. Basta clicar no ícone Ajuda e depois em Guia sobre o Canva.

Se o Canva faz tudo isso, ele substitui o trabalho de um designer?

Respondo sua pergunta com outra pergunta: o Google substitui uma consulta médica? 

Você até pode fazer uma busca rápida se estiver com uma dorzinha de cabeça mais simples. Mas a partir do momento que o seu problema cresce, você sabe que não vai poder ficar sem a assistência de um profissional.

Da mesma forma, o designer é o profissional especialista em produzir esse tipo de conteúdo. O Canva é bastante democrático ao ajudar pessoas sem conhecimento algum de designer a fazer artes que sejam rápidas e de alta qualidade. 

Mas quando precisar (ou quiser) algo que seja totalmente personalizado, não pense duas vezes antes de procurar um designer!

Essa foi minha contribuição para você, espero que te ajude a criar artes sensacionais para suas redes sociais. Qualquer dúvida pode me procurar, terei o maior prazer em ajudar.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

O que você precisa saber sobre mim e este blog em um (não tão) breve relato

Seja bem vindo, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero deixar bem claro que introduções não são, nem de longe, meu ponto forte. Então vou fingir que esse parágrafo foi uma excelente introdução e seguir como se nada tivesse acontecido.

Eu sempre fui um cara muito mais virtual do que real. Talvez por ser um millennial, talvez por não ter muitas habilidades sociais, já que eu sou meio introspectivo.

Culpe os meus quatro astros em Capricórnio espalhados no meu mapa astral.

Mas enfim, eu vivo em redes sociais desde que me entendo por gente. Comecei pelo Orkut (descanse em paz), tive Fotolog e Myspace, migrei para o Facebook e Twitter.

Fiz conta no LinkedIn para um dia ser um empresário bem sucedido, tive Google+, Ask.Fm, Tumblr, Vine, Snapchat, weheartit, até conhecer o Instagram e me apaixonar.

Fui para o Pinterest e o DeviantArt, Youtube, CuriousCat, Spotify, e mais recentemente o Tik Tok e o Behance.

E ainda deve ter vários outras redes sociais perdidas no tempo.

Porém, no começo da década de 2010 a gente não falava tanto sobre trabalhar com isso, porque era “coisa de adolescente”. E por isso decidi fazer um “curso de adulto”, e comecei Fisioterapia.

Aqui poderia começar um relato sobre uma pessoa que fez faculdade, detestou o curso ou nunca conseguiu trabalho e fez outra coisa totalmente diferente. Mas não é 100% verdade.

Eu amo a Fisioterapia e tudo que vivi através dela, contudo, quanto mais eu via a prática clínica, mais eu entendia que eu não era esse tipo de profissional.

Cheguei até a começar um mestrado em Fisioterapia, meu sonho desde o primeiro ano de graduação. Adoro a sensação de transmitir o que sei e ajudar outras pessoas a enxergar o que eu enxergo, sempre tive alma de professor. E, de fato, a matéria de Didática de Ensino não foi apenas minha preferida no mestrado.

Foi a única.

Temos então um fisioterapeuta extremamente frustrado porque achou que iria encontrar o seu lugar no mestrado, mas percebeu na prática que a área acadêmica não tinha nada a ver com ele.

Entretanto, eu sempre fui uma pessoa muito curiosa, e acabei fazendo tanta coisa nada a ver com nada, que no final me deu toda a base para eu saber o que queria da vida e onde queria chegar.

Minha experiência mais importante foi escrever fanfics. Juro por Deus. Foi escrevendo fanfics que eu conheci o Animespirit, que depois se tornou Spirit, um site para escritores amadores.

Comecei escrevendo e lendo fanfics para passar o tempo, e então comecei a me aventurar no Photoshop porque queria fazer capas legais para as minhas fanfics e não queria depender de capistas.

Logo em seguida eu fui trazido ao Personalizar, a seção de web design do Spirit, e além de capas eu comecei a montar layouts e editar o CSS do meu perfil.

Eu passei num concurso para me tornar revisor de textos, um ano depois me tornei Administrador de Histórias, e no ano seguinte, Administrador Geral do Spirit. Responsa, né? Quarto ano de faculdade, estágio estralando o chicote e eu lá ajudando a gerenciar o site e suas equipes.

Tudo ao mesmo tempo.

Esse trabalho foi minha a porta para o Marketing Digital, pois eu trabalhava diretamente com usuários através do Fórum de dúvidas e Suporte ao usuário, gerenciava todas as equipes do site, e ainda por cima fui colocado para administrar o Twitter do Spirit.

E eu adorava o Twitter, então resolvi usar o que eu sabia sobre a rede para aumentar o engajamento no perfil, que era muito baixo. Deu tão certo que eu vou mostrar para vocês o meu primeiro post no twitter do Spirit, e a repercussão dele:

O mais importante desse post não é o número alto de curtidas, e sim o engajamento positivo gerado com essa simples mensagem. De uma mídia com poucas interações, em que a maioria dos usuários estava para fazer uma reclamação, foi bom conseguir gerar movimento e fazer com que os usuários se sentissem mais próximos da plataforma.

Esse é o verdadeiro objetivo que eu passei a buscar como moderador da conta: o sentimento de pertencimento e autenticidade. Que as pessoas se conectassem de forma espontânea e se sentissem bem com isso.

Foi assim que eu decidi fazer um curso para entender melhor como gerenciar redes sociais, e foi nesse momento que eu conheci a área de Marketing Digital.

Eu já tinha saído da administração e estava no mestrado, mas essa paixão pelo marketing só crescia. Lia blog posts de marketing ao invés de artigos científicos, quanto mais eu me desencantava pelo mestrado, mais eu me fascinava pelo universo social media.

E então eu decidi largar o mestrado para estudar Marketing Digital. Fui baixando tudo quanto era ebook que eu achava, me inscrevi em várias lives e webinários, fiz cursos gratuitos e alguns pagos, até entender que era isso que eu queria fazer.

E assim comecei minha segunda graduação, em Comunicação Institucional, para ter maior aporte de técnicas e conteúdo sobre gestão de marcas, mídias e comunicação.

Eu vivi por meio das redes sociais a minha vida inteira, conhecia a fundo várias mídias digitais, então porque não trabalhar por elas e para elas?

Porque a verdade é que as redes sociais foram vitais no meu desenvolvimento pessoal. Minha maior dificuldade desde sempre foi lidar com pessoas, estar frente a frente com alguém é meu maior desafio.

E como eu não conseguia me sentir a vontade no mundo real, o mundo virtual resolvia esse problema.

Muitas vezes era difícil interagir lá fora, mas surpreendentemente fácil mandar uma mensagem. Eu só conseguia me conectar com as pessoas atrás de uma tela, só conseguia manter contato respondendo status e stories.

Não era algo que eu gostava, mas já que minha zona de conforto eram as redes sociais, eu poderia usar isso a meu favor.

Talvez para você uma rede social é só um espaço para postar algumas fotos da sua vida. Para mim era uma das únicas oportunidades de fazer parte de algo e me conectar com as pessoas que eram importantes para mim.

É isso que as redes sociais representam: conexão verdadeira com as pessoas.

Lembra quando eu disse que adorava a sensação de transmitir conhecimento? Pois é, quando você compartilha o que você sabe nas suas redes sociais, está dando a oportunidade de alguém ter acesso a uma informação que, para ela, vai fazer toda a diferença!

O conhecimento empodera. Ensinar o que você sabe é dar poder nas mãos das pessoas ao seu redor, e se fortalecer com isso.

Você pode usar suas redes sociais só para postar suas fotos, ou você pode usar as suas redes para se conectar verdadeiramente com as pessoas.

Nós descobrimos durante a quarentena que é possível viver por meio do virtual, e que uma rede social pensada de forma estratégica pode mudar um negócio. Até mesmo alguém.

Eu trabalho com redes sociais não por ser a moda da vez, mas por acreditar que o contato humano é essencial, e que por mais que esteja por trás de uma tela, existe uma pessoa do outro lado.

Seja qual for o seu trabalho, alguém precisa dele! O que você sabe e o que você faz é essencial para alguém, que talvez você nem conheça. E se alguém precisa do que você sabe e do que você faz, porque não compartilhar isso com o mundo?

Por muito tempo eu acreditei que não seria um bom fisioterapeuta, até entender que, na verdade, eu só não sou um fisioterapeuta convencional. E aqui na Grambélia, meu objetivo é te ensinar tudo o que eu sei, estudei e vivi nesse meio em que eu me sentia conectado com as pessoas.

Gerenciar bem suas redes sociais, e ter presença digital através delas, é dar a oportunidade dos seus clientes se conectarem com você e terem acesso ao seu trabalho, que é muito importante para eles.

Eu só faço a ponte entre vocês, e te ajudo a dar ao mundo a oportunidade de conhecer o trabalho incrível que você faz.

E se você for um profissional da saúde, tem um espacinho especial na Grambélia para você. Porque a gente não aprende na faculdade a vender nosso trabalho e a gerenciar a nossa marca pessoal. Sim, você vende a sua terapia, e você é uma marca, como as meninas do Efeito Orna sempre falam.

Talvez eu não seja um bom fisioterapeuta, mas eu sou um excelente comunicador. Eu quero te ensinar tudo o que sei, e o que ainda vou aprender, para que você saiba usar as redes sociais a seu favor.

Lembre-se: o conhecimento empodera, e as redes sociais representam conexão verdadeira entre as pessoas. É nisso que eu acredito, é isso que eu busco.

Sendo assim, bem vindo à Grambélia.