O iFood usa o marketing para sabotar seus entregadores e coagir clientes

Se você acompanhou as redes sociais nesta semana, pode ter visto um grande escândalo envolvendo o iFood: foi apontado que o aplicativo realizou estratégias de marketing com agências de publicidade para sabotar as reivindicações dos seus próprios entregadores.

A denúncia foi feita pela Agência Pública, uma organização de jornalismo independente, no dia 04/04/2022. A reportagem mostra que o iFood contrata as agências para se infiltrar nos movimentos de entregadores e minar o seu alcance.

Foram criadas páginas no Facebook, como a Não Breca Meu Trampo e a Garfo na Caveira, bem como perfis falsos nas redes sociais, visando se passar por entregadores.

Captura de tela da página “Não Breca Meu Trampo” no dia 09/04/2022.
Captura de tela da página “Não Breca Meu Trampo” no dia 09/04/2022.

Essas páginas e perfis observaram o comportamento, linguagem e pautas da classe e passaram a compartilhar postagens em apoio, ganhando atenção e identificação dos motoqueiros, e também da população. 

Em seguida, eram acionadas conforme o movimento que lutava por melhores condições de trabalho ganhavam força. Um grande exemplo foi o Breque dos Apps, que se iniciou em julho de 2020 e vinha ganhando força desde então.

Dessa forma, o público acreditava que os entregadores não compactuavam com as manifestações, quando na verdade, essas mesmas páginas eram administradas e patrocinadas pela própria empresa.

Imagem da manifestação “Breque dos Apps”. Fonte: vos.social/voos-literarios/breque-dos-apps-o-espirito-da-revolta
Imagem da manifestação “Breque dos Apps”. Fonte: vos.social/voos-literarios/breque-dos-apps-o-espirito-da-revolta

Uma tática da operação foi identificar que a vacinação prioritária era um ponto importante para a classe, e assim passaram a defendê-la dentro de manifestações trabalhistas, online e offline.

Ou seja: aproveitar o movimento que reivindicava condições dignas de trabalho para lançar outra pauta, ganhando atenção da mídia e população, e com isso ofuscar a causa inicial para que a verdadeira manifestação perca força.

Vários perfis falsos foram usados nessa empreitada, e segundo a reportagem, se trata de uma estratégia comum na política. Chamada Astroturfing, a ideia é gerar uma operação nas redes sociais que pareça surgir espontaneamente do público, quando na verdade é organizado por publicitários a mando de uma oposição.

Isso cria uma desconfiança generalizada sobre tudo que consumimos e a forma como as informações chegam até nós. Será que todo comentário nas redes sociais contrário aos movimentos sindicais e de coletivos representa a realidade ou foi criado por marqueteiros para fortalecer ainda mais a imagem de grandes empresas?

Vale ressaltar que a Garfo na Caveira, uma página bastante ativa, fez sua última postagem no mesmo dia em que a reportagem da Agência Pública foi ao ar.

Captura de tela da página “Garfo Na Caveira” no dia 09/04/2022.
Captura de tela da página “Garfo Na Caveira” no dia 09/04/2022.

Infelizmente, essa não é a primeira vez que o iFood apresenta movimentações de marketing para mascarar suas falhas. Segundo informações do Money Times e do Intercept Brasil, o aplicativo tem perseguido usuários que avaliaram o serviço negativamente no Reclame Aqui e oferecendo cupons de desconto em troca de boas avaliações.

A narrativa foi confirmada por diversos usuários no Twitter, alegando receberem os tais cupons pouco tempo após reclamar do serviço na rede. Outros receberam mensagens e e-mails de funcionários do aplicativo pedindo para que o seu atendimento fosse bem avaliado.

O Reclame Aqui é um dos principais termômetros para medir a confiabilidade das empresas, e esse episódio revela que mesmo portais de referência podem ser manipulados a todo instante, e o quanto as empresas estão dispostas a pagar para veicular uma imagem que não condiz com a realidade.

Captura de tela da página do iFood no site “Reclame Aqui” no dia 09/04/2022.
Captura de tela da página do iFood no site “Reclame Aqui” no dia 09/04/2022.

E se você pensa que o buraco do iFood termina aqui, ele ainda é mais extenso. A empresa foi condenada pela justiça brasileira a reativar a conta de um entregador que foi bloqueado injustamente, por não ter apresentado provas conclusivas que mostrassem as infrações cometidas.

E ainda, segundo um estudo da Universidade de Oxford, o iFood foi avaliado como uma das piores empresas com relação às condições de trabalho no Brasil e América Latina.

Essa denúncia da Agência Pública serve para nos mostrar o quão perigosa a publicidade se torna quando se utiliza meios fraudulentos para proteger grandes corporações. Deixa de ser uma ciência da comunicação para se tornar uma ferramenta de coerção social, atuando desde questões simples do mercado até desfechos políticos. 

Para nós, fica o alerta para a prática do Astroturfing e a conscientização sobre as práticas do app. Existe um movimento nas redes sociais orientando os usuários a não mais fazer pedidos pela plataforma, e sim diretamente pelos estabelecimentos, pois isso aumenta a remuneração dos entregadores e também a segurança do cliente em caso de atrasos e até fraudes no pedido.

O iFood prefere sabotar os coletivos de entregadores e perseguir clientes insatisfeitos ao invés de melhorar seus serviços e remunerações, e isso diz muito sobre a empresa. Nós realmente devemos dar dinheiro e visibilidade para marcas que possuam tais valores?

Resta saber até quando o iFood será considerado um caso de sucesso e empreendedorismo no LinkedIn, ou se vamos abrir os olhos para os escândalos do aplicativo e repensar a adoração que temos por grandes corporações

Enquanto você defende a integridade de uma empresa, esta pode estar desembolsando uma grande quantia para comprar o seu silêncio e impedir que os próprios colaboradores alcancem condições dignas de trabalho.

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Referências

O brigadeiro que se tornou abuso infantil graças a um mau-entendido no Twitter

Era uma tarde ensolarada de sábado, no dia 26/03/2022, o Lollapalooza acontecia normalmente em São Paulo, tudo estava correndo bem. E sendo um dia normal, pessoas normais falam sobre coisas normais em suas redes sociais.

Foi o caso do , nosso protagonista, que fez o seguinte post no Twitter:

Tweet: Acabei de oferecer brigadeiro escondido pra uma criança de 4 anos e ela não só negou como me dedurou pra mãe

Um comentário engraçado e despretensioso, certo? Bem, nunca estivemos tão errados, pois logo em seguida, uma enxurrada de comentários atingiu o post, de pessoas acusando o nosso protagonista de promover abuso infantil.

Entre as diversas mensagens recebidas, muitos usuários disseram que era horrível pedir segredo dos pais, pois isso se configurava como uma tática de abusadores e pedófilos, apontaram a irresponsabilidade em oferecer doces sem saber se a criança era alérgica ou possuía restrição alimentar, criticaram até mesmo a necessidade em passar por cima dos pais e se intrometer na alimentação da criança.

Até o momento da produção deste artigo, o tweet conta com 1870 comentários, 13,5 mil compartilhamentos e 187,7 mil curtidas, para entender a dimensão do problema, que foi apelidado de “Brigadeirogate”.

Parece loucura, certo? E fica pior quando inserimos nossa segunda protagonista dessa história, a Thais, que trouxe uma informação bombástica: Zó é tio da criança, que fazia aniversário naquele dia. A festa e os brigadeiros eram dela.

Tweet: Isso não existiu hahahahahah no caso a mãe é a MINHA mãe, a criança é a minha irmã e o cara é meu namorado. A minha mãe tava DO LADO, o escondido foi só porque ele ofereceu só pra ela, a minha irmã caguetou e a minha mãe chamou ela de chata e comeu o brigadeiro no lugar dela

Ou seja, ele ofereceu para a criança um doce feito pela própria mãe da aniversariante, para a mesma criança, que só recusou porque não quis bagunçar a mesa, contou para a mãe e virou piada na família.

Com isso já devia fazer o pessoal cair em si e parar com essa história, mas é a partir daí que começa o capítulo mais interessante: as pessoas começaram a justificar que o Zó era culpado por não explicar todo o contexto e, pasmem, que ainda assim o que ele tinha feito era abuso.

E não para por aí, houve uma avalanche de desinformação, de pessoas com más intenções, afirmando que a Thais não sabia o que estava acontecendo, que a mãe brigou com o Zó pelo que fez com a filha, e inventando mil e uma desculpas ao invés de assumir a falha.

Chegou ao ponto de perfis grandes no Twitter compartilharem o caso com as suas impressões errôneas, alguns sem saber o que estava acontecendo e outros até sabendo, porque o interesse já era pegar o bonde andando e garantir o engajamento.

Obviamente isso saiu de controle, ao ponto do Zó dizer que aquela discussão chegou no trabalho dele.

Tweet: mandaram o tweet do brigadeiro no slack da firma, é capaz de amanhã eu ter que me explicar pra não perder o emprego

A sorte é que foi uma situação simples e fácil de explicar, mas imagina o estrago que essa baderna poderia ter causado, sendo que tudo seria resolvido caso alguém perguntasse o que aconteceu antes de espalhar sem saber?

Esse episódio foi um show de horrores, e infelizmente resume bem como as pessoas estão agindo nas redes sociais. Muitos querem julgar e condenar realidades sem nem mesmo conhecer os fatos, e quando apontam a falha, se esquivam e arrumam desculpas para fingir que estão certas.

Gente chamando o cara de abusador, pedófilo, traficante, ameaçando bater nele, e quando viram a situação, culpam o Zó por não ter explicado toda a história para eles. Sendo que, na verdade, não era pra nenhum dos que vieram se exibir nos comentários.

Até rolou comentários de conscientização, mas baseados numa suposta agressão à criança, e ao notar que não foi tudo aquilo, cobram “empatia” das pessoas por mostrarem que o seu moralismo foi equivocado.

Pergunte quantos desses usuários raivosos se retrataram ou apagaram os comentários depois de saber que estavam errados? Pois é.

Eu falei sobre desinformação aqui no blog um tempo atrás, sobre o perigo de pessoas saírem compartilhando notícias falsas sem checar o fato primeiro. Muitas das pessoas que eventualmente odeiam quando influenciadores fazem isso, em situações como essa agem da mesma forma e ainda se enxergam como corretas.

É preciso agir na raiz disso, usando o bom senso. As informações te deixam com dúvida? Basta perguntar e se informar antes de sair compartilhando. E caso perceba que passou pra frente algo que não aconteceu, tenha a decência de apagar a publicação e se retratar.

Vale a pena cultivar o seguinte pensamento: nem tudo que é dito na internet é sobre mim. Aliás, bem pouco é sobre mim, vale a pena não me meter nisso.

Para encerrar o caso, tanto o Zó quanto a criança estão bem, nenhum aniversariante foi desrespeitado, abusado ou envenenado no decorrer da história. Apenas a noção foi gravemente ferida pelos internautas.

E apesar do desconforto, tivemos o privilégio de ver a seguinte resposta para uma das usuárias pretensiosas que continuavam mentindo sobre o ocorrido:

Tweet: IÓ, IÓ, IÓOOOO
Falando na sua língua pra ver se você me entende

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Manifesto conteudista: morte ao fast content e união da classe produtora

Esse texto é um desabafo, mas também um manifesto: produzir conteúdo é esgotante, e muitos de nós já não aguentam mais.

Talvez você possa pensar que essa ideia é um tanto derrotista da minha parte, já que os gurus nos ensinam a persistir e não desistir, estudar enquanto eles dormem, produzir enquanto eles descansam, e por aí vai.

Derrotista ou não, essa é uma realidade. Eu mesmo zerei a minha criação nos meus projetos, e há muito tempo não vejo mais os meus colegas se dedicarem aos seus perfis. Será uma coincidência, ou apenas as consequências do fast content?

Para quem desconhece o termo, fast content se refere ao método de produção em massa, estimulando criadores a postar 7 vezes por semana, aparecer nos stories, gravar vídeos, fazer lives e tudo mais o quanto antes, ou a sua audiência não vai se fixar em você.

Obviamente, essa cultura não é nada sustentável, já que produzir conteúdo leva tempo e esforço, e quando feita às pressas costuma dar ruim. Aliás, produzir conteúdo é um trabalho, e muito mau remunerado.

Por trás de toda pessoa que pede para que os seus produtores atualizem com mais frequência, existe alguém acabado que já não sabe mais como inovar e como se manter financeiramente em seu projeto. Isso é desgastante.

Eu tô usando o tempo para focar no meu trabalho fora da internet, já que fazer posts 6x por semana no Instagram não tem pago as minhas contas. Isso significa que desisto? Claro que não, apenas cheguei à conclusão que esse ritmo é absurdo e impossível de manter.

Aliás, recomendo esse texto da Sue Coutinho sobre a falência do fast content. Apesar de ser curtinho, ele sintetiza tudo o que eu penso sobre o assunto, então te convido à leitura.

No último episódio do podcast eu comecei a falar sobre slow content, e agora aproveito a deixa para prosseguir: nós devemos repensar essa cultura de alta velocidade com alta performance.

Tornou-se uma obrigação criar uma Monalisa por dia para manter o engajamento, mas ninguém consegue entregar essa expectativa tão alta, ainda mais fazendo totalmente de graça.

Ou você faz um trabalho bem feito ou você faz rápido e constantemente. Os dois juntos? Só pagando muito bem. Está disposto a isso?

Você que exige mais atualizações, já pensou em colaborar financeiramente com o seu produtor? Se ele puder bancar as contas com o trabalho dele, é mais fácil produzir com maior constância e qualidade.

Já você, produtor, tem buscado monetizar o seu conteúdo? Porque essa é a melhor forma de contornar essa situação e valorizar os seus corres. Eu também tenho pensado mais nisso, não é vergonha ou arrogância querer viver do seu projeto digital, e na atual circunstância, dinheiro é sempre bem-vindo.

Mas também devemos pensar que, se ainda não conseguimos monetizar o nosso trabalho, ou não o suficiente, não é hora de fazer mil e um investimentos nem nos desdobrar em trinta para produzir mais, ao contrário do que os gurus estão nos enchendo o saco para fazer.

Nem sempre aquele curso milagroso de “apenas” 10 parcelas de R$200,00 que te promete desbloquear o algoritmo e ganhar 1000 seguidores por dia é o que você precisa. Pode ser apenas umas férias mesmo, e tu ainda gasta bem menos.

É preciso pensar de forma inteligente, pois você pode até querer se desdobrar em trinta para manter suas redes atualizadas, mas o seu organismo aguenta isso até certo ponto.

Faça um trabalho pensado, não pesado. Pega a visão.

Slow content deveria ser o modelo a seguir, já que por anos os meios de comunicação apostam em formatos mensais para dar conta da qualidade. Por que não trazer essa cultura de volta?

Até mesmo repensar se as redes sociais de fato são o melhor ambiente para isso, ao contrário dos blogs e vlogs, que foram deixados de lado na última década. Era uma época boa, quando a gente podia publicar no nosso ritmo, em um espaço que era nosso, sem cobranças nem um algoritmo safado. Nós poderíamos voltar a produzir dessa forma, apenas pelo prazer de se comunicar na internet.

E se você acha que nunca vai crescer dessa forma, porque o algoritmo jamais prioriza um produtor que valoriza mais a qualidade das suas postagens do que a quantidade, a resposta é simples: colaborar é melhor do que competir.

Essa frase da Efeito Orna me acompanha desde o momento em que conheci as ideias das irmãs Alcântara, e mais do que nunca passei a refletir sobre o real significado dessa ideia.

Nem todo mundo precisa ser produtor de conteúdo, e nem todo produtor quer ou consegue manter um ritmo frequente. Mas nós fazemos isso porque compramos a ideia de que todo mundo tem que usar as redes para divulgar o seu trabalho.

Ao invés de ter várias pessoas diferentes se matando para produzir posts isolados, seria mais inteligente unir forças em uma direção só, para que a união de conteúdos gerasse a constância necessária.

Isso significa que você deixa de trabalhar a sua marca pessoal? De forma alguma, porque o que foi feito por você tem a sua essência e o seu toque, aposte sempre na sua forma única de fazer o que outros já fazem.

Mas não tenha medo de colaborar com um grupo de criadores, pode ser o que você precisa nesse momento. Sem medo nem forçar os seus limites, respeitando o seu ritmo de criação.

Eu decidi abrir as portas da Grambélia para quem quiser contribuir com esse universo da Comunicação Digital. Se você sabe sobre o assunto, quer se tornar uma autoridade na área, mas não tem tempo nem saco para manter consistência nas redes, vamos trabalhar juntos.

Produtores de conteúdo de todas as redes, uni-vos! Porque não podemos mais nos render a essa necessidade doentia de produzir freneticamente como se não houvesse um amanhã.

O amanhã existe, e talvez as redes que escravizam o nosso tempo nem farão parte dele, mas você continuará tendo todo esse potencial escondido aí dentro, que poderia ser mais bem aplicado dentro de um ecossistema inteiro, ao invés da solidão do seu perfil.

Desde já, desejo um feliz natal e um excelente ano novo, que em 2022 você decida guilhotinar de vez o fast content e tornar o seu projeto um centro de satisfação e retorno, até mesmo financeiro, ao invés de uma simples obrigação compulsiva.

Um abraço, e a gente se lê por aí!

O Instagram ainda vale a pena?

Já faz algum tempo que eu, Gabriel Bellia, não produzo mais conteúdo no Instagram, e durante todo esse período fiquei me questionando se valia a pena retornar.

Lá no Instagram eu comecei o Tá Difisio e depois a Grambélia, por quase um ano eu produzi conteúdo seis vezes por semana, sem parar. Já cheguei inclusive a gerenciar cinco contas ao mesmo tempo, sendo uma delas de um cliente e as demais eram projetos meus.

Eu tenho até um artigo aqui no site falando sobre os nove motivos para estar no Instagram, justamente por acreditar no potencial da rede, e então parei toda a minha produção.

Como e por que um especialista em comunicação integrada no Instagram decidiu repensar sua presença na sua rede de especialização? Fica comigo que eu te conto!

Instagram X TikTok

Essa história começa no dia 30 de junho de 2021, quando Adam Mosseri, chefe do Instagram, fez uma publicação nas suas redes sobre as principais mudanças que poderíamos esperar para a plataforma.

Fonte: Adam Mosseri (Twitter)

Nisso, ele confirmou uma suspeita já antiga entre os usuários: o Instagram decidiu priorizar os conteúdos em vídeo para rivalizar com TikTok e YouTube.

O Instagram no início era uma plataforma de fotos, que acabou aceitando conteúdo em vídeo no feed, limitado a 1 minuto. Depois disso lançaram o IGTV, em 2018, que permitia mais tempo de duração, e mais recentemente os Reels, agora em 2020.

E a rede já mostrava um comportamento predatório, como a implantação dos Stories em 2016 para ultrapassar o Snapchat, depois de não conseguir comprar a empresa. O IGTV foi pensado para derrubar o YouTube, enquanto os Reels tinham o propósito de tirar mercado do TikTok.

O mesmo modus operandi do Snapchat: a empresa se nega a vender suas ações para o grupo Facebook, então eles lançam uma ferramenta similar e a promovem intensamente nas suas plataformas.

Contudo, o TikTok cresceu de uma forma que o Instagram não conseguiu acompanhar, e com isso todo o foco da rede caiu sobre o Reels. O próprio Adam cita isso em seu vídeo:

“Nós não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos, ou um aplicativo de compartilhar fotos quadradas. […] Porque sejamos honestos, há realmente uma grande competição agora. TikTok é enorme, YouTube é ainda maior, e existem muitos outros iniciantes também.”

Adam Mosseri

E com isso ele afirma que o Instagram agora estará focando nos conteúdos em vídeo. O que ele não conta é que isso significa tirar o alcance dos conteúdos estáticos para dar visibilidade aos Reels.

Tanto que mudaram a interface da página inicial do app, colocando a aba Reels no lugar do botão de Enviar Conteúdo, a região de maior destaque da tela. Isso não foi feito à toa.

Mas qual é o grande problema disso?

O TikTok nasceu e cresceu como uma plataforma de vídeos curtos, o Instagram não. Sua especialidade eram as fotos, tanto que o nome do app vem de instant telegram, uma rede de fotos instantâneas.

Por mais que o Instagram inseriu vídeos e outros recursos, ele ainda era reconhecido como uma plataforma de fotos desde 2011, e depois de criar essa reputação sólida por nove anos, a rede jogou tudo para o alto para se tornar um aplicativo de vídeos similar aos que já existem.

O Instagram era soberano entre as redes de fotografias, e agora luta para se assemelhar às redes de vídeos que já estão consolidadas. O grupo destruiu o que havia de mais poderoso no Instagram: sua identidade.

Quem usava o Instagram, usava pelas fotos. Quem se encontrou no TikTok, foi pelos vídeos.

Achar que um público de fotos vai se tornar um público de vídeo, e que um grupo que já está familiarizado por um app de vídeos vai trocá-lo por outro similar, não foi uma aposta inteligente. Simples assim.

E isso leva a outro problema.

E se eu não gostar de vídeos?

Imagina que você começou a fazer faculdade de Administração. Você viu a proposta do curso, se identificou com a grade curricular, e tomou a decisão de seguir a área.

Porém, a instituição percebe que o curso de Veterinária está em alta, e resolve transformar o curso de Administração em Veterinária para surfar essa onda. Ela pode atrair mais pessoas interessadas no segundo curso, mas e quem tinha a vontade de ser administrador?

Essas pessoas vão largar o curso e procurar outra instituição, concorda? Pois é basicamente isso que tem acontecido com o Instagram.

Quando você muda a sua identidade, formato e objetivos sem consultar o seu público, está correndo o risco de perdê-lo.

Porque quem acreditava no Instagram desde o começo, estava familiarizado com conteúdo visual. Alguns podem saber o básico ou até mesmo gostar de produção de vídeos, mas não dá para garantir que todos vão seguir o mesmo caminho.

E se a plataforma que eles acreditavam deixa claro que a prioridade é um conteúdo totalmente diferente do que o consagrou, e muito diferente do que estavam acostumados e especializados, uma possibilidade é aproveitar esse conhecimento em outro lugar ao invés de mudar a sua produção.

Afinal, é mais fácil você cursar Administração em outra faculdade do que aprender Veterinária, não acha?

Dessa forma, vale a pena pensar se você realmente quer produzir no Instagram ou buscar outra plataforma.

O algoritmo ajuda ou atrapalha?

Alguns vão rever seu formato de conteúdo para se adaptar às novas políticas do Instagram, outros vão preferir migrar para novas plataformas. Não tem como prever, apenas entender o comportamento dos criadores.

Mas existe outro porém nessa história, que já vem sendo discutido há bastante tempo: o algoritmo do Instagram.

O Adam publicou um artigo no blog oficial do Instagram em junho desse ano sobre o funcionamento do algoritmo. Ele cita que na verdade não existe um algoritmo, e sim vários, que juntos entendem o tipo de conteúdo que cada usuário prefere.

Mas como o resultado final é o mesmo, pouco importa os detalhes, então podemos chamar de Algoritmo numa boa.

O algoritmo é um conjunto de códigos e processos que detectam as preferências do usuário e entregam aquilo que se assemelha aos seus favoritos. E por ser formado por códigos, o algoritmo não é bom nem ruim, e sim eficaz ou não.

Segundo o Adam, o Instagram tem como um dos critérios a sua interação com as contas. Quanto mais você curte, comenta e compartilha as publicações de um usuário, mais chances desse conteúdo aparecer no seu feed.

Com isso já temos um problema: e se eu sou do tipo de pessoa que vê as publicações, mas não comenta nem compartilha? O Instagram vai entender que esse é o meu perfil comportamental ou vai simplesmente inferir que esse conteúdo não me agrada?

Outro ponto é a frequência de postagem. Como a plataforma abandonou o feed cronológico pelo alto volume de publicações, nem tudo vai chegar para você. O Adam cita no artigo que eles evitam “mostrar muitas publicações sucessivas da mesma pessoa”, mas qual seria o número exato para isso?

Se você posta muito — e aqui não temos ideia do que seria esse muito — o Instagram não vai entregar tudo. E se você posta pouco — mais uma vez, não sabemos o que seria esse pouco — as pessoas interagem menos, já que existe uma avalanche de postagens diariamente.

Por isso, o artigo mostra que o algoritmo não entrega o seu conteúdo para todos os seus seguidores.

Cerca de 10% dos seus seguidores verão as suas postagens no feed, os outros 90% não terão conhecimento delas. Quando você tem 100 mil seguidores, 10 mil receberão as publicações, mas para quem tem 100, apenas 10 vão saber que tem conteúdo novo.

E quantos desses 10 vão curtir, comentar e compartilhar? É difícil prever.

Para contornar esse problema, o Instagram oferece o impulsionamento de postagens, em que você promove um post para alcançar mais pessoas, inclusive pessoas que não te seguem.

Mas você percebe que, no fundo, é preciso colocar dinheiro no Instagram para que as pessoas que te seguem — por livre e espontânea vontade e interesse — possam receber o que foi postado dentro da própria rede?

É difícil afirmar que o algoritmo do Instagram é eficaz com todas essas particularidades.

O que você produz X o que o Instagram oferece

Eu disse lá atrás que agora você pode escolher entre começar a produzir vídeos ou migrar de rede, mas a verdadeira pergunta é bem mais complexa do que isso: o Instagram é de fato a melhor plataforma para você?

Falando da minha experiência como produtor de conteúdo, meu ponto forte sempre foram os textos. Eu me expresso muito melhor na escrita, consigo organizar melhor minha linha de raciocínio e ser mais didático escrevendo.

Mas o Instagram não é o melhor lugar para textos, pois temos um limite de 2.200 caracteres, e o seu foco é audiovisual. Se eu quiser escrever, preciso postar uma foto ou vídeo junto.

Se eu quiser montar um artigo completo como esse, não tenho como fazer no Instagram, será preciso achar fotos e vídeos para postar com o texto, e fragmentá-lo para caber em diversas postagens.

Eu sempre bolei meu conteúdo primeiro em texto e depois em imagens, e isso não faz sentido. Ao invés de encontrar fotos que se adequem ao texto, eu poderia postar o artigo em um lugar específico para isso, e talvez ilustrar com imagens.

Detesto fazer vídeos, já tive várias experiências como videomaker que não foram agradáveis para mim, inclusive um vlog no YouTube muitos anos atrás.

Eu me incomodo com a forma como não consigo focar na câmera, se a iluminação não estiver 100% boa, com o cenário, a produção e edição do vídeo, a minha imagem e o que eu estou usando… Se eu me forçar a produzir vídeos, não vou garantir um bom trabalho, já que odeio fazer isso.

É a mesma coisa de quem odeia academia: é melhor insistir na musculação, que você não gosta, ou buscar outro tipo de exercício que te agrada?

Foi assim que eu encontrei o podcast. Eu posso montar o texto para o blog e depois transformar em áudio, sem me preocupar com todos aqueles pontos do vídeo. Assim eu posso explorar outros formatos sem ter essa rigidez de me prender a algo que eu não gosto.

Se você não quer trabalhar com vídeos — o foco do Instagram agora — sugiro encontrar a plataforma que se adeque melhor aos seus interesses.

Para textos, Facebook, LinkedIn, Tumblr, Twitter e Medium são boas escolhas. Para vídeos, YouTube, TikTok e Kwai são alguns exemplos.

Para podcasts, o Anchor vale muito a pena para você que é produtor. É o que eu uso atualmente e te permite publicar em várias mídias, incluindo o Spotify. Mas se você só quer consumir, tente Spotify, Deezer e SoundCloud, entre outros.

E para as imagens, existe o Pinterest, Behance, Tumblr, Twitter, DeviantArt, ArtStation, Snapchat, e por aí vai. Cada rede tem sua especificidade, e você pode encontrar a que mais se adequa ao seu perfil.

Mas os meus seguidores estarão nessas plataformas?

Olha, nem sempre, mas cada rede tem o seu público definido, e pode receber novos usuários todos os dias. Você prefere ter 5.000 seguidores no Instagram que não interagem com o seu conteúdo, ou 100 em outra plataforma que estão sempre engajando com o seu trabalho?

É tudo uma questão de pontos de vista.

Então eu devo desistir do Instagram?

Seria ótimo eu responder essa pergunta com “sim” ou “não”, né? Mas não é tão simples assim, é preciso pensar em vários detalhes, e o principal é: você quer continuar no Instagram?

Eu tenho os meus motivos para me posicionar sobre o Instagram, você pode ter os seus, e os nossos contextos podem não se cruzar. Inclusive, esse é um grande problema dentro do meio de comunicação digital, é muito influencer e guru dando ordens sem conhecer a sua trajetória.

Eu posso sair do Instagram, encontrar outra plataforma e fazer muito sucesso, mas isso não garante que você vai ter o mesmo resultado. Ou então você decide continuar no Instagram, e dá muito mais certo do que eu já consegui.

Você precisa refletir sobre tudo isso que eu apresentei aqui e tirar as suas próprias conclusões, pois somente você poderá definir o que é melhor para você. 

Eu, Gabriel Bellia, decidi não mais ser um produtor de conteúdo no Instagram, vou apenas movimentar as minhas redes esporadicamente, porque eu prefiro investir meu tempo e energia nas redes em que eu possa explorar o que eu faço de melhor: áudios e textos.

Ainda existe vida no Instagram, não podemos negar, e a forma como você se dedica ao seu projeto é um grande indicador de como você vai crescer, independente da plataforma escolhida.

O que eu quero te fazer pensar é: o Instagram não é a única escolha, fazer diversos Stories todos os dias não é regra, e gravar dancinhas para o Reels não é necessário, se você não quiser.

E se me permite um conselho, assista esse vídeo da Nátaly Neri, falando sobre algoritmo das redes, fluxo de conteúdo e saúde mental. Vale MUITO a pena.

Fonte: Nátaly Neri (YouTube)

E é isso. Um abraço, e até mais!

Referências:

Luísa Sonza e a violência digital contra mulheres

Se você não conhece a Luísa Sonza, ela é uma das maiores cantoras pop brasileiras da atualidade. Entre os seus inúmeros hits, Braba foi a música que mais emplacou nas rádios e mídias sociais.

Clipe da música “BRABA”, de Luísa Sonza.

Nessa semana a equipe de Luísa Sonza informou que a artista precisou deixar o país e as redes temporariamente. O motivo? Uma onda de comentários raivosos e ameaças de morte à cantora nas redes sociais.

Luísa se casou com Whindersson Nunes em 2018, e em abril de 2020 se separaram. Na época, começaram os rumores que ela só se casou para crescer na carreira e teria largado o humorista. Mas em junho ela lançou o clipe “Flores” com Vitão, os usuários apontando nas redes que Luísa teria traído Whindersson.

Luísa e Whindersson na praia.
Fonte: Jovem Pan.

Ela começou o seu processo de negar os boatos, sem sucesso, até que em setembro eles assumiram o namoro, e Whindersson começou a namorar a estudante Maria Lina em novembro. A partir disso a história ficou mais complexa.

Maria engravidou pouco tempo depois, e em maio deste ano uma discussão entre Luísa e Whindersson veio à tona, começando com uma crítica da cantora ao governo. Quando um usuário a acusou, novamente, de ter traído o comediante, ela se manifestou e em seguida Whindersson confirmou que Luísa não o traiu e que foi ele quem rompeu o casamento, não a cantora.

Já nessa época, Luísa afirmava que ela e o namorado estavam sofrendo ataques não só nas redes sociais, mas também nas ruas, por causa desse boato de traição. Vitão já foi assediado em shows drive-in e também por um trio de rapazes que pediram um vídeo com o artista. A família de Luísa também estava recebendo ameaças de morte pelas redes sociais.

No dia 31 de maio, Maria Lina perdeu o bebê, que nasceu prematuro no dia 29, e aqui se inicia a fase mais sombria da história de Luísa Sonza: ela foi culpada pela morte do bebê, por usuários, nas redes sociais.

As redes sociais de Luísa Sonza foram bombardeadas de insultos e ameaças de morte, como divulgou o Fantástico no dia 06 de junho. Entre os áudios e comentários, ela foi chamada de “assassina” e que seria “desossada e queimada viva”. Recebeu imagens de armas com a indicação de que ela e os familiares seriam mortos.

Vale lembrar que Luísa desenvolveu depressão e síndrome do pânico nesse período.

Pessoas se uniram em um coro virtual para agredir uma figura pública, mulher, por boatos. Muitos fãs do humorista criaram a missão pessoal de infernizar a cantora de todas as formas possíveis por um rumor que foi negado pelo próprio Whindersson, e mesmo assim Luísa segue sendo agredida e responsabilizada pela morte do seu filho.

Não é de hoje que a internet vem se tornando um espaço sangrento, mas essa jornada da Luísa Sonza é um indício máximo de que precisamos mudar nosso comportamento digital.

O que garante que um desses usuários faça um atentado contra a cantora por causa de um boato já desmentido por ambas as partes? Ou que Luísa, fragilizada pelo seu estado psicológico, cometa suicídio por não aguentar a pressão?

O mais assustador é saber que existem pessoas na internet contando com uma dessas possibilidades, e dispostas a torná-las realidade.

Se você acredita que não se iguala aos usuários maníacos que estão promovendo esse linchamento virtual, questione-se: nas suas redes há comentários e mensagens raivosas direcionadas à pessoas que não te agradam? Você diz coisas desrespeitosas e agressivas na internet por indignação ou entende que o seu direito termina onde o direito do outro começa?

É preciso fazer um pacto pelo fim desse tipo de conduta na internet. Violência digital diz respeito a todos nós, e pode acontecer com qualquer um. Internet não é terra sem lei, então caso se depare com situações do tipo, denuncie.

Será que você aguentaria passar por tudo isso que a Luísa vem enfrentando?

Clubhouse: exclusividade ou segregação?

Se você ainda não ouviu falar do Clubhouse, saiba que é a rede social do momento, que ganhou destaque depois que personalidades como Elon Musk aderiram à rede.

Imagine uma rede social onde você pode entrar em salas virtuais com pessoas que você conhece, pessoas que você não conhece, e até mesmo algumas celebridades. A única forma de interagir com essas pessoas é por áudio, onde nada fica gravado e você precisa estar lá para acompanhar tudo o que for discutido.

Esse é o Clubhouse, prazer.

Até então essa ideia pode ser muito interessante para algumas pessoas, já que você pode se conectar não apenas com assuntos do seu interesse profissional, mas também com os maiores nomes daquele segmento. Parece uma grande oportunidade de fazer networking, e networking qualificado.

Porém, nem tudo são flores, e o Clubhouse possui dois problemas: só está disponível para iOS — por enquanto — e você só pode participar da rede com convite de algum usuário que está lá dentro.

Olhando de forma positiva, isso dá ao aplicativo a sensação de exclusividade, pois você só pode entrar com convite, e não são todas as salas que qualquer um pode participar. Mas ao mesmo tempo que esse modelo pode despertar o interesse de muita gente, no meu caso me emitiu um alerta: 

É realmente ético uma rede social limitar o acesso dos usuários ao seu conteúdo?

Com relação à exclusão do Android, isso é fácil de entender pela disparidade entre os sistemas, e a própria empresa se manifestou sobre estar em fase de testes para colocar o Clubhouse na Play Store. Agora, sobre a restrição aos usuários convidados, segue a discussão.

Talvez a ideia seja realmente filtrar para quem se interessa em conversar ao vivo com pessoas diferentes sobre qualquer assunto, até mesmo com celebridades e influenciadores. Porém, indiretamente é uma forma de segregação digital, onde deixamos claro quem pode e quem não pode fazer parte do nosso grupo.

Como forma de aumentar essa sensação, você é responsável pelos seus convites. Se um dos seus convidados ferir os termos do app, vocês dois são banidos. Mais uma forma de dizer que não é um lugar para qualquer um, e que você não deve convidar qualquer um.

Mas quem não seria esse “qualquer um”, e teria direito a entrar?

Além disso, muitas pessoas estão correndo para vender convites, lucrando com a ideia de que nem todo mundo pode fazer parte da rede. A plataforma acha problemático que qualquer um faça parte, mas não que isso se torne mais uma forma de explorar financeiramente?

E vale lembrar que isso só acontece pelo mecanismo que a própria plataforma promove: o FOMO, “Fear Of Missing Out”, ou o medo de estar perdendo algo.

As pessoas entram em desespero com a ideia de não fazer parte desse clube seleto e perder o que está acontecendo lá. E como nada pode ser gravado, você precisa estar 100% presente para não perder nada, porque senão todos estarão a par do que foi discutido na sala, e você não.

Inclusive, isso abre espaço para outra problemática: isso não seria uma estratégia consciente de “viciar” os usuários no seu conteúdo? E sejamos honestos, é irreal manter essa cultura de que você precisa estar 100% conectado, afinal nós temos uma vida fora das redes.

Duas das matérias que mais formaram o meu caráter foram Ética e Educação em Saúde, onde estudamos os processos de exclusão social e sua relação com a saúde. Eu trago essa visão acadêmica de que toda vez que você limita o acesso de pessoas a um lugar, você promove segregação baseada em algum critério.

A questão é entender qual é esse critério e porque ele é importante.

Essa não é a primeira vez que uma rede social funciona por convites, o Orkut em seu início operava da mesma forma. Além disso, o app está em sua versão beta, é difícil dizer se essa característica vai se manter ou não. Entretanto, para mim isso ainda é preocupante.

Falar em redes sociais também é falar sobre comportamentos coletivos e a influência desse comportamento entre os usuários. Muitos deles são adolescentes, suscetíveis à influências do coletivo que impactam diretamente sua auto-imagem.

E mesmo que o  Clubhouse tenha atraído usuários de faixas etárias mais elevadas, esse sentimento de inadequação também continua fazendo estragos, já que agora a moeda de troca são as relações de networking profissional.

Que mensagem você passa para a pessoa ao dizer que ela só pode fazer parte da sua rede se alguém a convidar? Talvez que ela não seja boa o bastante para estar ali, que não tem importância ou algo a contribuir. E principalmente, que ali pode não ser o seu lugar. Principalmente a nível profissional, algo que mexe muito com a autoafirmação de muita gente.

Eu já fui convidado para o Clubhouse e preferi recusar. Enquanto não sair a versão para Android nem tenho como fazer parte, mas não sinto vontade de estar lá, já que a mensagem passada pelo Clubhouse me soa muito clara: esse lugar não é para qualquer um.

E não acho que uma rede tem o poder e o direito de dizer que eu sou qualquer um.

Como usar o Spotify para fortalecer a sua marca

Se você nunca pensou em usar uma plataforma de streaming de músicas a favor da sua marca, comece a pensar já!

O Spotify liberou recentemente a Retrospectiva 2020 para os seus usuários, onde podemos conferir quais foram as músicas, artistas e podcasts mais ouvidos no ano, assim como gêneros e artistas novos que descobrimos, entre outras informações.

Isso se tornou uma tendência nas redes, onde vários dos seus amigos provavelmente devem ter compartilhado os resultados, assim como eu fiz no meu perfil. Até mesmo celebridades e figuras públicas, como o Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, postou a sua retrospectiva spotify no seu Facebook.

Você já deve ter percebido que o Spotify é uma realidade cada vez maior. Como já citei em outro artigo meu, o Spotify é uma das principais redes sociais aqui no Brasil, e você pode — e deve — usar essa plataforma a seu favor.

Quer saber como? Fica comigo que eu te explico!

Por que o Spotify?

Fonte: https://programadoresbrasil.com.br/2020/11/como-mudar-de-plano-no-spotify/

Antes de mais nada, talvez você deve se perguntar o porquê de eu ter escolhido essa plataforma, já que existem muitas outras no mercado.

Além do Spotify, podemos citar a Deezer, SoundCloud, Youtube Music, iTunes e Apple Music, Tidal, entre outras. Todas elas possuem seus prós e contras, além de suas particularidades que as tornam mais ou menos populares. 

No geral, podemos dizer que o Spotify se tornou a plataforma mais popular para o público. Entre os principais motivos, podemos destacar a possibilidade de criar uma conta gratuita e facilidade de acesso, disponível tanto na versão desktop quanto na versão mobile, para Android e iOS.

O ponto negativo é a impossibilidade de escolher uma música específica para ouvir, é preciso selecionar a playlist onde a música se encontra e deixá-la no modo aleatório, assim como a quantidade limitada de vezes que se pode pular faixas

Essa característica acontece no aplicativo, no desktop é possível ter esses comandos.

A conta gratuita também está sujeita a anúncios entre as músicas. Para eliminar os anúncios, pular as músicas de forma ilimitada, escolher faixas específicas para tocar, e ainda baixar músicas para ouvir offline, você pode assinar um plano Premium, a partir de R$ 16,90.

O Deezer é muito semelhante ao Spotify: conta com as mesmas características descritas e preços. As únicas diferenças é que o Deezer sai ganhando na qualidade de áudio e tem parceria com a TIM, onde os usuários da rede podem fechar pacotes de acesso gratuito ao Deezer.

Em compensação, o Spotify possui um algoritmo muito melhor para recomendação de músicas, formando playlists exclusivas toda segunda-feira baseado nas músicas que você e seus amigos ouvem. 

Fonte: https://www.folhape.com.br/cultura/soundcloud-vai-remunerar-artistas-em-funcao-do-tempo-de-reproducao/174625/

Ao contrário das outras plataformas, o SoundCloud é focado em armazenamento de áudio-conteúdo, e recentemente lançou seu próprio serviço de streaming, o SoundCloud Go. Entretanto, é necessário assinar um plano pago ou ser produtor de conteúdo nessa plataforma para usá-la.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/internet/134802-google-lanca-guia-evitar-cobranca-dupla-youtube-music-play-musica.htm

O Youtube Music segue a mesma pegada: foi uma aposta do Youtube para entrar no universo do streaming musical. Também foi uma forma de atender o pedido de muitos usuários, sobre tocar as músicas em segundo plano, sem precisar estar com o aplicativo ligado.

Assim como o SoundCloud Go, é preciso assinar um plano pago para usar.

Fonte: https://mundodamusicamm.com.br/index.php/digital/item/500-amazon-music-lanca-versao-gratuita-suportada-por-anuncios.html

O Amazon Music é um serviço dos assinantes da Amazon Prime, que possuem acesso ao streaming de filmes e séries, de músicas e também descontos e frete grátis nas lojas virtuais. 

O plano é pago, mas é o mais barato de todos ao comparar o custo-benefício: R$ 9,90 por mês ou R$ 99,00 na assinatura anual.

Fonte: https://tecnoblog.net/187682/apple-music-android-download-hands-on/

O Apple Music, assim como o iTunes, fazem parte do pacote iOS, apesar de serem bem distintos: o iTunes é um catálogo online de músicas, enquanto o Apple Music é o serviço de streaming da Apple

As faixas do iTunes estão disponíveis apenas para usuários iOS, enquanto o Apple Music disponibiliza essas faixas para qualquer um que tenha o app, até mesmo para Android.

Porém, o grande problema é que nem todas as faixas do iTunes estão disponíveis no Apple Music.

Fonte: https://tidal.com/

Por fim, temos o Tidal, aplicativo que tem como proprietário o Jay-Z. Sua interface, funções e preços não são muito diferentes dos outros apresentados, mas não possui conta gratuita, permite mais facilidade para montar e organizar suas playlists e o algoritmo do Spotify para recomendar músicas é um pouco melhor.

Sendo assim, o Spotify acabou sendo mais popular no país devido a esses requisitos. Não significa que os outros não são bons, mas se você quer alcançar um maior público e ter usuários mais engajados, o Spotify é a melhor escolha no momento.

Como usar o Spotify?

O aplicativo é bastante simples e intuitivo. Para criar conta você pode se cadastrar com seu e-mail ou com sua conta no Facebook, que facilita para encontrar seus amigos no Spotify.

Fonte: https://open.spotify.com/

Na barra de busca você pode encontrar artistas, usuários, playlists e podcasts. É possível seguir artistas para acompanhar suas músicas, seguir usuários para ver suas playlists, favoritar músicas, playlists e podcasts, assim como montar suas próprias playlists.

Fonte: https://open.spotify.com/

Ao entrar no perfil de um artista, é possível ouvir álbuns inteiros ou apenas pedir para tocar todas as suas músicas. Você pode selecionar o modo aleatório ou em ordem clicando em um botão, assim como repetir faixas

Fonte: https://open.spotify.com/

É possível ainda filtrar os resultados nas playlists — nome da música, nome do artista e nome do álbum — em ordem alfabética ou temporal, para tornar mais fácil a busca dentro da playlist, e também reorganizar a ordem das faixas em sua playlist.

Fonte: https://open.spotify.com/

As playlists oficiais do Spotify são divididas não apenas por gênero, mas também por estado de espírito e atividade. Caso seja fã de sertanejo, você pode buscar por playlists só com o gênero, assim como pode procurar playlists animadas para limpar a casa.

Fonte: https://open.spotify.com/

Existem também playlists só com artistas específicos e organizadas de acordo com os seus interesses, isso te ajuda a conhecer mais músicas dos artistas que gosta e dos artistas semelhantes.

Fonte: https://open.spotify.com/

Por fim, o Spotify também é uma rede social, que te permite ver o que os seus amigos estão ouvindo, assim como compartilhar as suas músicas em outras redes.

E como eu uso o Spotify no meu negócio?

Se você tem um negócio físico, como lojas e academias, ter música ambiente por si só já seria o bastante, já que você não precisaria depender de rádio, youtube ou músicas no pendrive para entreter os seus clientes.

Uma dica inclusive é ter um plano premium mais em conta só para não ter que lidar com os anúncios, caso preferir.

Porém, você que tem uma marca pessoal, como produtores de conteúdo, e profissionais autônomos também podem — e devem! — utilizar as ferramentas do Spotify de forma estratégica.

Vamos pontuar alguns exemplos:

  1. Crie playlists baseadas na sua marca.

Qualquer estabelecimento pode pegar playlists prontas para tocar ao longo do dia, mas e se você criasse playlists baseadas na identidade da sua marca?

Por exemplo: você tem uma barbearia, e você é uma pessoa que gosta muito de Jazz, Blues e Bossa Nova. São estilos diferentes que normalmente as pessoas não ouvem juntas, mas os seus clientes mais antigos já sabem que são a sua cara. 

Então ao invés de pegar uma playlist pronta, monte uma com as suas faixas preferidas. Isso gera identidade, pois os seus clientes vão passar a associar essas músicas a você e seu negócio.

No meio do atendimento começa a tocar sua música preferida do Tom Jobim, e você passa a conversar com o cliente sobre a música. Se ele gostar, vocês podem falar sobre o assunto durante o atendimento. Se ele não conhecer, será apresentado a uma experiência nova, e quando ouvir essa música em algum lugar, vai lembrar de você. 

Pode acontecer ainda do cliente marcar o seu perfil em páginas que trazem essas músicas e até mesmo sentir vontade de te apresentar as músicas preferidas dele nos próximos atendimentos, ou também mostrar músicas que lembram do seu negócio para saber se você conhece ou gosta. 

Isso gera uma conexão tão forte a ponto dos seus clientes começarem a enxergar a sua marca nas músicas que ouvem. Muito melhor do que apenas colocar um som qualquer para tocar, não acha?

Você também pode criar playlists para os seus clientes ouvirem ao longo do dia, baseadas nas músicas que tem a ver com o seu negócio. 

Um exemplo bem legal disso é a bunker, uma marca de cuecas do Rio de Janeiro que se destaca pela sua presença descontraída nas redes sociais. Eles criaram uma conta no Spotify para compartilhar playlists únicas, como “de bunker na estrada”, “de bunker no churrasco”, “de bunker na corrida”, “de bunker indo trabalhar”, e até mesmo a playlist “de bunker no dia das mães”.

Fonte: https://open.spotify.com/user/b7ed7ih4lxqkxjzhlg9g2osqe

As músicas não são escolhidas ao acaso, elas possuem estilos semelhantes que conversam com a proposta da playlist — como reunir samba, funk e pagode na playlist de churrasco, enquanto na playlist do dia das mães vemos músicas dos anos 80 — e conversam também com a marca

Marcas pessoais também podem usar esse artifício, um exemplo fantástico é o Gabriel Picolo, pseudônimo de Gabriel Bertasoli, artista gráfico brasileiro. Ele ficou conhecido pelas suas artes de Jovens Titans e foi convidado pela DC Comics a ilustrar as revistas em quadrinhos da saga.

O Picolo também criou sua conta no Spotify para divulgar playlists baseadas nos personagens da série. São tão boas que me inspiraram pessoalmente em uma das minhas histórias e até mesmo a criar uma playlist minha!

Fonte: https://open.spotify.com/user/12128432993/playlists
  1. Faça playlists colaborativas.

Um recurso muito legal no Spotify são as playlists colaborativas. Basicamente, você cria uma playlist e abre para que outras pessoas possam adicionar suas músicas nela.

Isso aconteceu no antigo box de crossfit que eu treinava. O box tinha uma playlist que deixava tocar nos treinos, sem muito preparo, até que um dia tiveram a ideia de abrir a playlist para que os alunos pudessem colocar as suas músicas preferidas.

Nem preciso dizer que foi um momento de muito entrosamento, não é? Os alunos gostaram muito da ideia e passaram a colocar várias faixas, eu inclusive, e ficou esse sentimento legal de ir para o treino com a expectativa de ouvir algumas das músicas que nós adicionamos.

O lado negativo é que por serem pessoas com gostos diferentes, a lista se torna bastante misturada, além de você precisar tomar cuidado com as músicas escolhidas para saber se não aparece nada impróprio lá. Porém, é uma ferramenta de integração muito boa, e você pode criar uma playlist à parte só para isso.

Para quem lida com atendimento ao usuário, como academias, cursos, lojas, lanchonetes, bares e afins, pode ser uma estratégia fantástica de identidade de marca e integração entre os clientes.

  1. Invista em playlists exclusivas.

Além das playlists transmitirem o estilo da sua marca, você também pode fazer com que apenas seus clientes tenham acesso às suas playlists.

Imagina que você está lançando um curso sobre Marketing Digital para profissionais da saúde. Você pode investir em conteúdos exclusivos, como apostilas e vídeos, assim como listas de músicas. 

Você muda as configurações dessa lista para deixá-la secreta, e então compartilha com quem comprar o seu curso. Se você for um produtor de conteúdo, pode oferecer uma playlist exclusiva para os seus seguidores, ou até mesmo trabalhar com a comunidade de amigos próximos no Instagram.

Isso causa um efeito de exclusividade no seu público, que vai se identificar e engajar ainda mais com a sua marca.

  1. Produza podcasts para o seu público.

Se você produz conteúdo, uma das formas que podemos usar é o audiovisual, ou apenas áudio, e o Spotify permite que os usuários possam enviar seus podcasts para a plataforma.

Um exemplo que eu gosto muito são as irmãs Alcântara, do blog Tudo Orna. Elas trabalham com empreendedorismo e comunicação digital, possuem marcas de roupas, cosméticos, uma cafeteria em Curitiba e uma escola de branding e mídias sociais. 

Uma das plataformas onde distribuem o seu conteúdo é no Spotify, tendo um podcast próprio. Inclusive, é o meu preferido.

Fonte: https://open.spotify.com/show/6TFfHHHcitQ7IktZ6K1ctm

O Geronimo Theml é outro bom exemplo. Coach e palestrante, ele tem seu podcast no Spotify, o Sai da Média, que eu também gosto muito.

Fonte: https://open.spotify.com/show/1nuFSa15qyDWQ4kY9kOwRD

A Marina Iarte, estilista e consultora de estilo em Presidente Prudente, também começou um podcast sobre moda e estilo, o Dizem as Más Línguas

Fonte: https://open.spotify.com/show/5ggwheTZ6wJqPq6xqps2Z4?si=F8DbFNXISuiZxpHSRy92yw

Isso mostra que você não precisa ser uma celebridade ou uma grande empresa para investir neste formato de conteúdo.

Você vai encontrar vários outros blogueiros e produtores de conteúdo no Spotify, até mesmo empresas e instituições. O Crefito-3, conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo, tem seu podcast no Spotify sobre notícias da nossa área, o Fisio e T.O. em Movimento.

Fonte: https://open.spotify.com/show/5sWlYV6xsBdHJR4QZrQk1f

E agora esse blog também tem um podcast! Você já se inscreveu lá?

Fonte: https://open.spotify.com/show/3xUQ4VluF5N7ZmZNTkNeLj

Ter um podcast é uma forma legal de se comunicar com o seu público, mas vale a pena avaliar se você tem estrutura, tempo e recursos para investir e manter esse conteúdo. Caso sim e achar interessante, vai fundo.

  1. Personalize as suas playlists.

Você já criou as suas listas de músicas baseadas no estilo da marca, mas não deve se preocupar apenas com as músicas escolhidas, mas também com a formatação da playlist.

O Spotify permite que você coloque título, descrição e capa em cada uma das suas playlists. Geralmente as pessoas se importam apenas com o título e esquecem o resto, mas se você cuidar dos três elementos, pode se destacar ainda mais.

Eu sempre montei playlists que tinham a ver comigo, e quando eu decidi me profissionalizar, as minhas playlists também foram personalizadas. Em cada playlist eu montei um título e uma descrição mais descontraídas, por combinar com o meu estilo pessoal, e fiz um modelo de capa unificado, usando as cores do meu estúdio.

Se você for ver o meu perfil no Spotify, vai ver que as playlists têm todas o mesmo estilo visual e textual, e isso não foi feito à toa: é para estabelecer uma identidade marcante dentro do Spotify, conversando com a identidade visual das minhas outras mídias.

Fonte: https://open.spotify.com/user/12184550016/playlists

Uma coisa que eu fiz e gostei bastante foi separar as playlists por gênero e estilo, como já mencionei lá atrás, mas também fiz playlists temáticas para os dias da semana. Era uma ideia minha que resolvi compartilhar com os meus seguidores, para que a cada dia da semana você tivesse um estilo diferente para ouvir.

Isso é tudo por hoje! Espero que tenha gostado desse artigo, agora me fala: você já usa o Spotify em sua marca e/ou empresa? Conta para mim nos comentários.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

Nove motivos para estar no Instagram

Não tem como falar de redes sociais sem falar do Instagram, devido à relevância que o aplicativo construiu ao longo dos anos. Já publiquei um artigo aqui na GB sobre as principais redes sociais da atualidade, e como podem conferir, o Instagram está posicionado na lista.

Mesmo tendo me aprofundado em Gestão de Mídias Sociais como um todo, estudando sobre as diversas plataformas que permitem interação aos usuários, optei por me especializar no Instagram. Muito disso se deve à minha preferência pessoal pela rede, mas também pela infinidade de recursos que o Instagram oferece.

Eu gosto de dizer que o Instagram hoje é um verdadeiro universo digital, com várias funcionalidades e oportunidades, tanto para pessoas comuns, quanto para empresas.

Se você ainda não está no Instagram, ou não conhece muito sobre a rede, fica comigo que você não vai se arrepender!

Como surgiu o Instagram

Antes de te dizer as vantagens da plataforma, faz sentido para mim contar a história do Instagram. E essa história é bastante simples.

Tudo começou com dois engenheiros de software, chamados Kevin Systrom e Mike Krieger. O Mike é brasileiro, inclusive. Eles criaram um aplicativo chamado Burbn, inicialmente, que possuía várias funcionalidades. 

Para simplificar o app, eles decidiram focar na publicação de fotos, e assim surgiu o Instagram. O nome veio da fusão de instant camera e telegram, indicando que a função do aplicativo era compartilhar fotos instantâneas, como se fossem polaroids digitais.

O Instagram foi lançado para iOS no dia 6 de outubro de 2010, e no mesmo dia foi considerado o mais baixado pelos usuários, atingindo 1 milhão de usuários ainda em 2010. Em 2012 foi lançado para Android e comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares.

Com isso já podemos pensar que o Instagram foi um sucesso desde a sua origem, pois se chamou a atenção do Facebook, uma das maiores empresas do mundo, é porque ele tem seu valor.

E quais são os principais pontos positivos dessa rede? Vamos conferir!

  1. Uma das redes mais usadas no Brasil

Segundo dados da Social Media Trends 2019, o Instagram teve a marca de segunda rede social mais usada no Brasil, com 89,4% de empresas e 92,5% de usuários nessa rede, segundo a pesquisa. 

Ou seja: se você não está no Instagram, saiba que seus amigos, familiares e até possíveis clientes provavelmente estão.

Para quem tem uma empresa, um negócio local ou é um profissional autônomo, é a chance de falar com vários possíveis clientes. Para pessoas físicas, é a certeza de encontrar seus amigos e familiares para manter contato.

  1. Oportunidade de ter um perfil comercial

Falei rapidamente sobre a oportunidade de empresas buscarem clientes no Instagram, e para isso, pode ser interessante ter uma conta profissional. A plataforma permite que qualquer pessoa possa criar uma página comercial para o seu negócio, e assim se comunicar com seu público.

Mas isso não se limita a empresas: profissionais autônomos e até pessoas comuns podem transformar sua conta pessoal em comercial, facilitando a gestão da sua marca. Ao contrário do Facebook, onde você precisa criar uma página separada do seu perfil, no Instagram você pode usar uma conta única.

E para gerenciar as contas, caso queira separá-las, também não tem segredo: você pode criar um perfil profissional atrelado à sua conta pessoal. Para alterar de uma para outra basta clicar em um botão e pronto, sem precisar de login e senha diferentes.

  1. Uma das redes com maior taxa de engajamento

Engajamento é a capacidade de um perfil criar envolvimento e interações com os usuários, que irão interagir espontaneamente com a conta. 

Para você que tem uma conta comercial, estar em uma plataforma com alto engajamento significa mais chances de fazer o seu negócio ser conhecido e se comunicar com seus clientes

E para quem quer apenas ter um perfil pessoal, isso também é interessante, já que estar em uma rede com poucas pessoas para interagir é muito desestimulante. Aqui você tem mais oportunidades de manter contato com as pessoas que você conhece e fazer novas amizades. 

Diferentemente do Facebook, você não precisa solicitar ou aceitar amizade com alguém para interagir com esse usuário. As pessoas podem ver suas publicações, se você quiser, e você pode conhecer e conversar com outros usuários em postagens que você comentar, aumentando sua rede de relacionamentos.

Outro ponto a favor da interação de usuários são os Stories: fotos e vídeos que desaparecem depois de 24 horas. Nos Stories é possível montar enquetes, abrir caixas de perguntas e comentários, enviar músicas e também indicar perfis e localizações físicas

A chance de receber respostas ao usar um recurso interativo nos stories é muito grande.

  1. Algoritmo integrado aos seus interesses

O Instagram é uma rede bastante visual, focada em fotos e vídeos, mas o aplicativo não te entrega conteúdo ao acaso. Existe um algoritmo incrivelmente complexo que analisa o que você gosta e te apresenta aquilo que se adequa aos seus interesses.

As pessoas com quem você mais interage tem preferência na sua linha do tempo. Por exemplo, se você curte e comenta com muita frequência as fotos dos seus filhos e netos, as postagens deles aparecem mais para você. Já nos stories, as pessoas que você mais interage aparecem para você com maior frequência.

Mesma coisa com marcas e influenciadores. Quanto mais você se envolve com o perfil — curtindo, comentando e compartilhando esse conteúdo — mais você vê as postagens nos primeiros lugares da linha do tempo e stories.

Na seção Explorar não é diferente. Se você curte muitas páginas e posts sobre viagens, ao entrar nessa seção você terá mais conteúdo envolvendo viagens. 

  1. Alinhado com as principais tendências mundiais

Se algo faz muito sucesso nas outras redes, pode ter certeza que estará no Instagram. Isso se não veio do próprio Instagram.

O conceito de Stories começou no Snapchat, e ao ver o potencial da ferramenta, o Instagram lançou a funcionalidade no app. Mais recentemente vimos a explosão do TikTok com os vídeos rápidos, fazendo o Instagram lançar as Cenas nos stories e o Reels, uma seção dedicada a esse formato de vídeos.

Deixando o questionamento moral e ético de lado, o Instagram sempre foi muito assertivo em analisar tendências e oferecê-las aos seus usuários. Estar no Instagram significa estar sempre perto das principais novidades e interesses do mundo inteiro.

  1. Integração com outros aplicativos e redes

Se você quiser compartilhar uma página da internet nas redes sociais, pode ter certeza que o Instagram será uma opção. 

Muitas redes sociais permitem que você integre seu perfil com a conta no Instagram, mostrando a relevância dessa plataforma entre as redes. Quando postar um story ou uma foto no seu perfil, e quiser postá-lo também no Facebook, conseguirá publicar nas duas plataformas dentro do Instagram. 

Recentemente saiu uma integração com o Messenger, o aplicativo de mensagens do Facebook, facilitando ainda mais a conexão entre as redes do grupo Facebook.

  1. Possibilidade de vender produtos pelo seu perfil

Com o Instagram Shopping, você pode criar uma loja virtual dentro do seu perfil, facilitando muito o trabalho de comerciantes e também pessoas físicas. O Instagram exibe o produto no seu perfil, você pode marcá-lo em publicações e o usuário pode efetuar a compra pelo próprio aplicativo.

É preciso ter uma conta comercial para ativar essa função, que não é nenhum segredo. É bastante rápido para criar um novo perfil comercial ou mudar sua conta para profissional.

E o melhor: você não paga absolutamente nada por esse recurso!

  1. Você pode fazer anúncios dentro do Instagram

Independente se você tem uma loja no perfil ou não, qualquer publicação sua pode ser anunciada. Desde um post que você queira promover para alcançar um público maior, até criar uma campanha publicitária completa dentro da rede.

O Instagram Ads é uma plataforma simples e completa, que te permite segmentar as campanhas por gênero, faixa etária, localização, gostos e interesses, e por aí vai. O custo é mais baixo do que anunciar no Google e outras mídias físicas, tendo assim um custo-benefício muito interessante.

  1. Ferramentas para analisar o desempenho da sua conta

Tendo uma conta comercial, o Instagram te oferece uma série de gráficos e métricas para que você saiba exatamente quem é o seu público e como criar estratégias para ele.

Análises completas de gênero, faixa etária e localização mais comum entre seus usuários, quantas pessoas visualizam seus stories, quantas e quais ações são tomadas pelo seu conteúdo (cliques no link, visitas ao perfil, taxas de comentários), e muito mais.

Informações que costumam estar disponíveis apenas em softwares e aplicativos especializados, estão dentro do seu perfil, disponibilizadas pelo próprio Instagram.

Esse foi o artigo de hoje, espero que tenha te dado uma boa visão sobre o Instagram. Se você ainda tem dúvidas sobre a plataforma, sobre como usá-la e que outros benefícios ela pode te trazer, me chama nos comentários que terei o maior prazer em te ajudar.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências

Quais são as principais redes sociais da atualidade?

Não sei dizer exatamente quando foi que entrei nesse universo das redes sociais, mas já passei horas conversando no MSN e participando de comunidades no finado Orkut

Descansem em paz.

Assim como já tive outras redes menos conhecidas, como Fotolog, Myspace, Google+, Ask.fm, Vine, entre muitas outras que nem me lembro mais dos nomes.

O fato é que as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e a tendência é aumentar. Em 1999 Bill Gates disse “Haverá dois tipos de negócios no século 21: os que estão na internet e aqueles que já não existem“.

E uma das melhores formas de criar presença digital é o bom uso das redes sociais. Tanto para pessoas quanto para empresas.

Você provavelmente deve conhecer apenas algumas delas, ou talvez nem saiba direito como explorar todo o potencial das redes sociais a seu favor. Isso quando não pede para seu filho, sobrinho ou neto te ensinar a mexer, não é?

Sendo assim, esse artigo é para você entender o básico sobre as redes sociais mais conhecidas e quais são os principais objetivos de cada rede, para que possa entender quais são melhores para você.

Vem comigo que é sucesso!

O que são as redes sociais?

Por definição, uma rede social é um conjunto de pessoas conectadas pelos seus laços e relacionamentos. O seu grupo de trabalho ou classe é uma rede social. Seus familiares e amigos também são. E quando essas redes são construídas na internet, aí temos o conceito de redes sociais digitais, ou simplesmente redes sociais.

Com isso, podemos entender que o principal objetivo de uma rede social é promover relacionamentos entre pessoas através de uma plataforma digital.

Mas você ainda pode encontrar o termo mídias sociais por aí, que apesar de ser bem semelhante, não é um sinônimo para redes sociais. 

Pensa aqui comigo: enquanto uma rede social foca em criar relacionamentos e conectar pessoas, uma mídia social se preocupa apenas em promover e distribuir conteúdos através de uma plataforma digital.

O e-mail é uma mídia social, pois vai apenas te entregar conteúdo de um destinatário. Não é objetivo dele fazer com que você interaja com outros usuários. 

Já o Facebook vai promover conteúdos e também permitir que as pessoas estejam conectadas. 

E porque usamos as redes sociais?

Cada pessoa tem um motivo específico para estar nas redes sociais, mas podemos definir em um termo geral: conexão.

As redes sociais permitiram que nós possamos nos conectar verdadeiramente com as pessoas, mesmo por trás de uma tela. Quando você tem amigos e familiares que moram longe, era muito mais difícil manter contato antigamente, onde dependíamos de cartas e telefonemas.

Hoje essa presença é muito mais facilitada. Você pode manter contato com pessoas que moram até mesmo em outros países, e interagir ao vivo. Você pode acompanhar a rotina de amigos e familiares, assim como de empresas e pessoas públicas.

Tente pensar na possibilidade de falar com atores e cantores famosos há 20 anos. Praticamente impossível, certo? Hoje, por outro lado, você pode comentar em uma rede social dessa celebridade, e receber uma resposta da mesma pessoa. 

Se você tem uma empresa, sabe que uma das formas mais acessíveis de fazer publicidade, e também mais poderosa, é o boca a boca. Usar suas redes sociais para divulgar seus serviços é ainda mais efetivo, já que você pode falar com diversas pessoas que não conhece, e provavelmente não alcançaria se não estivesse na internet.

E quais são as principais redes sociais atualmente? Segue a lista:

Facebook

Sem sombra de dúvidas, o Facebook se tornou uma referência mundial no universo das redes sociais.

Ele perdeu o posto de rede social mais usada no Brasil, mas ainda é a principal do mundo. Sua extensão é tão grande que hoje já controla outras grandes redes, como Whatsapp, Instagram e Messenger.

Foi criado em 2004 com o objetivo de criar relacionamentos entre os seus usuários. O próprio Facebook cita em sua página que o Facebook acredita no potencial das pessoas quando elas se unem, e sua missão é dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo

Isso o classifica como uma rede de relacionamentos.

Youtube

Ao contrário do Facebook, o Youtube é uma rede de entretenimento, pois apesar de permitir que seus usuários se conectem e compartilhem conteúdos, o grande foco da rede é produzir e distribuir vídeos.

Na página oficial, o Youtube divulga que sua missão é dar a todos uma voz e revelar o mundo, pois acreditam que todos têm o direito de expressar opiniões e que o mundo se torna melhor quando ouvimos, compartilhamos e nos unimos por meio das nossas histórias.

Foi adquirido pelo Google em 2006, e hoje é a maior plataforma de compartilhamento de vídeos no mundo. Deu voz a muitos artistas e influenciadores, como a era dos vlogs no início da década de 2010, e até hoje está ligado aos maiores produtores de conteúdo audiovisual. 

O Youtube tem uma importância considerável por ter revolucionado a forma como consumimos mídias audiovisuais.

Instagram

O Instagram é minha rede social preferida, e ganhou muito destaque nos últimos anos. 

Criada em 2010, em 2011 foi comprada pelo Facebook por 1 milhão de dólares, e sua proposta era compartilhar fotos instantâneas, como um álbum de fotos virtual.

O site oficial nos traz as seguintes informações, referente aos objetivos da rede: aproximando você das pessoas e das coisas que ama, nosso compromisso é promover uma comunidade segura e acolhedora para todos. Expresse-se de novas maneiras com os recursos mais recentes do Instagram, conecte-se com mais pessoas, conquiste influência e crie conteúdo atrativo que seja claramente seu.

Entretanto, o Instagram alcançou tantas novas funcionalidades que se tornou um universo completo

Hoje você pode postar imagens e vídeos permanentes no Feed, fotos e vídeos descartáveis após 24h nos Stories, criar seu próprio canal de vídeos no IGTV, compartilhar cenas e momentos com o Reels, a mais nova funcionalidade, assim como criar uma loja virtual em seu perfil com o Instagram Shop.

Sendo uma rede focada no visual, o Instagram tem uma das maiores taxas de engajamento entre as redes sociais, além de ser um ambiente propício para marcas se aproximarem do seu público.

Whatsapp

Muitas pessoas não se dão conta, mas o tão famoso aplicativo é também uma rede social, focada em transmissão de mensagens em tempo real. Você pode conversar ao vivo com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através do Whatsapp.

Inclusive, em sua página o Whatsapp reforça seu desejo de possibilitar que as pessoas se comuniquem sem barreiras, em qualquer lugar do mundo.

A maioria esmagadora de pessoas no país está no Whatsapp, que cada vez mais recebe atualizações para otimizar a plataforma. Uma das mais recentes é o Whatsapp Business, onde empresas e prestadores de serviços podem usar o aplicativo como fonte oficial de comunicação com os clientes.

Isso significa a facilitação de compra e venda de produtos e serviços pelo Whatsapp. Não é tão incomum que nós busquemos o número de empresas para pedir informações e até mesmo realizarmos a compra pelo aplicativo. 

Por isso, está sendo estudado a possibilidade de realizar pagamentos e operações pelo Whatsapp.

LinkedIn

Diferentemente das outras redes sociais, o LinkedIn é uma rede profissional, com o objetivo de formar conexões profissionais entre pessoas e marcas. Não é à toa que nessa rede você não solicita amizade, e sim conexão com os usuários.

O LinkedIn define, em sua página oficial, que sua missão é conectar profissionais do mundo todo, tornando-os mais produtivos e bem-sucedidos, além de criar oportunidades econômicas para cada integrante da força de trabalho mundial.

Você pode usar essa rede para divulgar sua experiência profissional, enquanto empresas podem usar a plataforma para selecionar novos funcionários e colaboradores. O LinkedIn tem uma proposta mais formal, e por isso não é a rede ideal para falar sobre o dia-a-dia, mas sim contribuir com seus conhecimentos e promover networking.

Twitter

O Twitter já foi uma rede mais popular antigamente, mas ainda tem uma importância considerável entre as grandes redes. Sua proposta é compartilhar pensamentos em poucos caracteres.

Uma rede de comunicação rápida e assertiva, mais conhecida pelas discussões de cunho político e disseminação de notícias e informações. Estar no Twitter é ser informado em tempo real pelos principais acontecimentos Brasil e no mundo, e ver reflexões diversas sobre os assuntos.

Segundo o site oficial, o Twitter é o lugar certo para saber mais sobre o que está acontecendo no mundo e sobre o que as pessoas estão falando agora.

Foi uma das primeiras redes a apresentar o conceito de seguidores ao invés de amigos, indicando que é uma rede mais impessoal. A comunicação é mais autêntica, onde você tem mais liberdade para dizer o que pensa, e isso pode ou não atrair pessoas que concordem ou discordem de você.

Outras contribuições importantes do Twitter foram os conceitos de hashtags e trending topics

As hashtags são as famosas “etiquetas” sinalizando um tipo de conteúdo, que você pode usar para acompanhar o que tem se falado sobre o assunto. Já os trending topics seriam os assuntos em alta no momento, para que você possa acompanhar o que mais está sendo comentado no país e no mundo.

TikTok

De todas as redes apresentadas aqui, o Tik Tok é a mais recente e uma das que mais cresceram nos últimos anos. A proposta do app é compartilhar conteúdo em vídeos de forma espontânea

Os vídeos rápidos com fundo musical ajudam a popularizar tendências, e por isso o app tem uma alta capacidade de viralização em seus conteúdos. Isso significa que o que é postado no TikTok tem mais chance de ser compartilhado pelos usuários.

De fato, é um app viciante e muito atrativo, que foca em vídeos para entretenimento e educação. Isso casa com a missão do app, sinalizada em sua página oficial: inspirar criatividade e trazer alegria.

Pinterest

Talvez você nunca tenha ouvido falar dessa rede, ou já deve ter se deparado com ele e não prestou tanta atenção. Mas se você não conhece o Pinterest, deveria conhecer agora.

O Pinterest atua como um grande painel de imagens, que pessoas usam para buscar inspiração em projetos. Basicamente, nessa rede você não precisa produzir conteúdo, basta repostar imagens de outras redes e organizar em murais semânticos.

A proposta da Pinterest em sua página é bastante simples: quando a ideia é boa, você bate o olho e já sabe. Essa é a grande sacada, ser um rede visual e funcional, para que você possa ver e se inspirar, além de reagir aos posts (chamados de pins) de outros usuários. 

É considerada uma rede de nicho.

Snapchat

Essa rede foi muito popular entre 2014 e 2015, hoje já não é mais tão lembrada pela grande maioria das pessoas. 

O Snapchat introduziu o conceito de imagens e vídeos que desaparecem em 24h, algo que deu tão certo que foi copiado pelo Instagram, Facebook, Whatsapp, e recentemente pelo Twitter, através dos Fleets. Com isso, a rede perdeu muito do seu público.

A visão do Snapchat, em sua página oficial, se baseia em contribuir com o progresso da humanidade, empoderando as pessoas para se expressarem, viverem no momento, aprenderem sobre o mundo e se divertirem juntas.

Apesar do declínio, é uma rede de nicho que ainda possui um público muito fiel.

Spotify

Eu pensei bastante antes de incluir esse aplicativo, já que o Spotify é considerado muito mais uma mídia social do que uma rede social em si. Sendo uma plataforma de streaming, sua função era apenas ouvir músicas e podcasts, criar playlists e seguir artistas.

Contudo, a plataforma também permite que os usuários possam seguir uns aos outros, ouvir suas playlists e segui-las, gerando interação entre eles. Com as playlists colaborativas isso ficou mais nítido, já que os usuários podem criar playlists juntos, cada um adicionando as músicas que gostam. 

E mais recentemente, o Spotify revelou sua vontade de criar uma linha do tempo onde podemos ver informações e novidades relacionadas aos artistas que seguimos. Isso deixa a plataforma com mais cara de rede social, mas não apaga as possibilidades de interação que ela já permitia.

A proposta da rede é muito intuitiva e cativante: crie a trilha sonora para a sua vida com o Spotify. A página oficial reforça o compromisso em democratizar o acesso à música e conteúdo em áudio.

Como eu posso escolher quais redes sociais são interessantes para mim?

Para isso, você precisa saber o que busca e o que espera ao se conectar em uma rede social. Dependendo do que é mais importante para você, existe uma rede social que se adequa melhor aos seus objetivos

Para manter contato com as pessoas conhecidas, Facebook e Whatsapp são os mais indicados. 

Instagram e Twitter são mais recomendados para seguir marcas e influenciadores. Já o TikTok, Spotify e Youtube podem ser usados quando se procura por entretenimento e conteúdo educativo

Pinterest e Snapchat são ótimos caso queira se conectar com nichos específicos. E o LinkedIn é ideal para estabelecer e fortalecer relações profissionais.

De acordo com o seu objetivo você pode estar em algumas dessas redes, ou em todas, já que podemos dar um propósito muito maior às redes sociais do que apenas interagir e consumir conteúdo.

E você, quantas dessas redes usa? Conta pra mim nos comentários, até podemos nos conhecer melhor em outras redes.

Espero que tenham curtido esse artigo. Abraço e até a próxima!

Referências

O que você precisa saber sobre mim e este blog em um (não tão) breve relato

Seja bem vindo, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero deixar bem claro que introduções não são, nem de longe, meu ponto forte. Então vou fingir que esse parágrafo foi uma excelente introdução e seguir como se nada tivesse acontecido.

Eu sempre fui um cara muito mais virtual do que real. Talvez por ser um millennial, talvez por não ter muitas habilidades sociais, já que eu sou meio introspectivo.

Culpe os meus quatro astros em Capricórnio espalhados no meu mapa astral.

Mas enfim, eu vivo em redes sociais desde que me entendo por gente. Comecei pelo Orkut (descanse em paz), tive Fotolog e Myspace, migrei para o Facebook e Twitter.

Fiz conta no LinkedIn para um dia ser um empresário bem sucedido, tive Google+, Ask.Fm, Tumblr, Vine, Snapchat, weheartit, até conhecer o Instagram e me apaixonar.

Fui para o Pinterest e o DeviantArt, Youtube, CuriousCat, Spotify, e mais recentemente o Tik Tok e o Behance.

E ainda deve ter vários outras redes sociais perdidas no tempo.

Porém, no começo da década de 2010 a gente não falava tanto sobre trabalhar com isso, porque era “coisa de adolescente”. E por isso decidi fazer um “curso de adulto”, e comecei Fisioterapia.

Aqui poderia começar um relato sobre uma pessoa que fez faculdade, detestou o curso ou nunca conseguiu trabalho e fez outra coisa totalmente diferente. Mas não é 100% verdade.

Eu amo a Fisioterapia e tudo que vivi através dela, contudo, quanto mais eu via a prática clínica, mais eu entendia que eu não era esse tipo de profissional.

Cheguei até a começar um mestrado em Fisioterapia, meu sonho desde o primeiro ano de graduação. Adoro a sensação de transmitir o que sei e ajudar outras pessoas a enxergar o que eu enxergo, sempre tive alma de professor. E, de fato, a matéria de Didática de Ensino não foi apenas minha preferida no mestrado.

Foi a única.

Temos então um fisioterapeuta extremamente frustrado porque achou que iria encontrar o seu lugar no mestrado, mas percebeu na prática que a área acadêmica não tinha nada a ver com ele.

Entretanto, eu sempre fui uma pessoa muito curiosa, e acabei fazendo tanta coisa nada a ver com nada, que no final me deu toda a base para eu saber o que queria da vida e onde queria chegar.

Minha experiência mais importante foi escrever fanfics. Juro por Deus. Foi escrevendo fanfics que eu conheci o Animespirit, que depois se tornou Spirit, um site para escritores amadores.

Comecei escrevendo e lendo fanfics para passar o tempo, e então comecei a me aventurar no Photoshop porque queria fazer capas legais para as minhas fanfics e não queria depender de capistas.

Logo em seguida eu fui trazido ao Personalizar, a seção de web design do Spirit, e além de capas eu comecei a montar layouts e editar o CSS do meu perfil.

Eu passei num concurso para me tornar revisor de textos, um ano depois me tornei Administrador de Histórias, e no ano seguinte, Administrador Geral do Spirit. Responsa, né? Quarto ano de faculdade, estágio estralando o chicote e eu lá ajudando a gerenciar o site e suas equipes.

Tudo ao mesmo tempo.

Esse trabalho foi minha a porta para o Marketing Digital, pois eu trabalhava diretamente com usuários através do Fórum de dúvidas e Suporte ao usuário, gerenciava todas as equipes do site, e ainda por cima fui colocado para administrar o Twitter do Spirit.

E eu adorava o Twitter, então resolvi usar o que eu sabia sobre a rede para aumentar o engajamento no perfil, que era muito baixo. Deu tão certo que eu vou mostrar para vocês o meu primeiro post no twitter do Spirit, e a repercussão dele:

O mais importante desse post não é o número alto de curtidas, e sim o engajamento positivo gerado com essa simples mensagem. De uma mídia com poucas interações, em que a maioria dos usuários estava para fazer uma reclamação, foi bom conseguir gerar movimento e fazer com que os usuários se sentissem mais próximos da plataforma.

Esse é o verdadeiro objetivo que eu passei a buscar como moderador da conta: o sentimento de pertencimento e autenticidade. Que as pessoas se conectassem de forma espontânea e se sentissem bem com isso.

Foi assim que eu decidi fazer um curso para entender melhor como gerenciar redes sociais, e foi nesse momento que eu conheci a área de Marketing Digital.

Eu já tinha saído da administração e estava no mestrado, mas essa paixão pelo marketing só crescia. Lia blog posts de marketing ao invés de artigos científicos, quanto mais eu me desencantava pelo mestrado, mais eu me fascinava pelo universo social media.

E então eu decidi largar o mestrado para estudar Marketing Digital. Fui baixando tudo quanto era ebook que eu achava, me inscrevi em várias lives e webinários, fiz cursos gratuitos e alguns pagos, até entender que era isso que eu queria fazer.

E assim comecei minha segunda graduação, em Comunicação Institucional, para ter maior aporte de técnicas e conteúdo sobre gestão de marcas, mídias e comunicação.

Eu vivi por meio das redes sociais a minha vida inteira, conhecia a fundo várias mídias digitais, então porque não trabalhar por elas e para elas?

Porque a verdade é que as redes sociais foram vitais no meu desenvolvimento pessoal. Minha maior dificuldade desde sempre foi lidar com pessoas, estar frente a frente com alguém é meu maior desafio.

E como eu não conseguia me sentir a vontade no mundo real, o mundo virtual resolvia esse problema.

Muitas vezes era difícil interagir lá fora, mas surpreendentemente fácil mandar uma mensagem. Eu só conseguia me conectar com as pessoas atrás de uma tela, só conseguia manter contato respondendo status e stories.

Não era algo que eu gostava, mas já que minha zona de conforto eram as redes sociais, eu poderia usar isso a meu favor.

Talvez para você uma rede social é só um espaço para postar algumas fotos da sua vida. Para mim era uma das únicas oportunidades de fazer parte de algo e me conectar com as pessoas que eram importantes para mim.

É isso que as redes sociais representam: conexão verdadeira com as pessoas.

Lembra quando eu disse que adorava a sensação de transmitir conhecimento? Pois é, quando você compartilha o que você sabe nas suas redes sociais, está dando a oportunidade de alguém ter acesso a uma informação que, para ela, vai fazer toda a diferença!

O conhecimento empodera. Ensinar o que você sabe é dar poder nas mãos das pessoas ao seu redor, e se fortalecer com isso.

Você pode usar suas redes sociais só para postar suas fotos, ou você pode usar as suas redes para se conectar verdadeiramente com as pessoas.

Nós descobrimos durante a quarentena que é possível viver por meio do virtual, e que uma rede social pensada de forma estratégica pode mudar um negócio. Até mesmo alguém.

Eu trabalho com redes sociais não por ser a moda da vez, mas por acreditar que o contato humano é essencial, e que por mais que esteja por trás de uma tela, existe uma pessoa do outro lado.

Seja qual for o seu trabalho, alguém precisa dele! O que você sabe e o que você faz é essencial para alguém, que talvez você nem conheça. E se alguém precisa do que você sabe e do que você faz, porque não compartilhar isso com o mundo?

Por muito tempo eu acreditei que não seria um bom fisioterapeuta, até entender que, na verdade, eu só não sou um fisioterapeuta convencional. E aqui na Grambélia, meu objetivo é te ensinar tudo o que eu sei, estudei e vivi nesse meio em que eu me sentia conectado com as pessoas.

Gerenciar bem suas redes sociais, e ter presença digital através delas, é dar a oportunidade dos seus clientes se conectarem com você e terem acesso ao seu trabalho, que é muito importante para eles.

Eu só faço a ponte entre vocês, e te ajudo a dar ao mundo a oportunidade de conhecer o trabalho incrível que você faz.

E se você for um profissional da saúde, tem um espacinho especial na Grambélia para você. Porque a gente não aprende na faculdade a vender nosso trabalho e a gerenciar a nossa marca pessoal. Sim, você vende a sua terapia, e você é uma marca, como as meninas do Efeito Orna sempre falam.

Talvez eu não seja um bom fisioterapeuta, mas eu sou um excelente comunicador. Eu quero te ensinar tudo o que sei, e o que ainda vou aprender, para que você saiba usar as redes sociais a seu favor.

Lembre-se: o conhecimento empodera, e as redes sociais representam conexão verdadeira entre as pessoas. É nisso que eu acredito, é isso que eu busco.

Sendo assim, bem vindo à Grambélia.