Elon Musk comprou o Twitter, e agora?

O mês de abril foi agitado para os acionistas do Twitter. No dia 04, descobrimos que Elon Musk comprou 9,2% das ações do site e se tornou o maior sócio da rede. No dia 14, ele fez uma proposta de comprar toda a empresa, e nesta segunda, dia 25, ele comprou.

A princípio, isso pode parecer uma notícia banal, já que grandes empresários compram empresas todos os dias, mas esta não é uma situação comum, pois estamos falando do homem mais rico do mundo e de uma das maiores redes sociais da atualidade.

Quais foram os motivos que levaram a essa decisão, como os acionistas reagiram e o que podemos esperar da aquisição? Vem comigo que eu te conto!

Quem é Elon Musk?

Para começar essa história, é preciso entender o nosso protagonista, um grande empresário ligado ao setor tecnológico, dono das empresas Tesla, de carros elétricos, e SpaceX, de exploração espacial.

De acordo com a revista Forbes deste mês, Musk foi consagrado como o homem mais rico do mundo, tendo sua fortuna avaliada em 219 bilhões de dólares. Ele passou oficialmente Jeff Bezos, dono da Amazon, que liderava a lista há quatro anos.

Além disso, há um fato importante sobre o nosso empresário: ele é um twitteiro raiz. Possui conta no site desde 2009, e nos últimos anos se tornou bastante ativo na rede, até mesmo polêmico.

Desde chamar Vladimir Putin para um duelo até ser processado por difamação, a passagem do magnata na rede social não foi nada anônima, tendo em vista que ele não se importa em falar o que pensa no seu perfil.

E esse comportamento se tornou uma enquete no próprio Twitter, em que ele pergunta aos seus seguidores: “A liberdade de expressão é essencial para uma democracia em funcionamento. Você acredita que o Twitter adere rigorosamente a esse princípio?”.

Dos 2.035.924 votos, 70,4% responderam que não. Isso leva a um dos grandes questionamentos de Musk sobre o aplicativo.

Twitter e a liberdade de expressão

A principal crítica do empresário é que o Twitter não respeita a liberdade de expressão dos seus usuários, e portanto, atenta contra a democracia. O banimento do ex-presidente Donald Trump no ano passado, por exemplo, foi criticado por Musk na época.

Ele afirma que a rede monetizar anúncios é uma forma de se manter preso ao que as grandes corporações querem que a rede divulgue, e por isso propôs o fim dos anúncios, tal qual o fim do algoritmo e abrir o código-fonte do site.

Não é a primeira vez que usuários criticam a atuação do Twitter sobre a legalidade das informações. Em janeiro deste ano, a hashtag #TwitterApoiaFakeNews entrou nos tópicos mais comentados devido à falta de um sistema para denunciar notícias falsas no Brasil, que já existia em outros países.

Além disso, a plataforma já foi acusada de verificar perfis que propagam desinformação e proteger estes usuários de ações regulatórias. Vale lembrar que o Twitter anunciou uma série de medidas para combater fake news durante as eleições gerais deste ano.

O preço e as consequências da suposta liberdade

O empresário tem sido um defensor fervoroso da liberdade de expressão, o que foi apontado como a sua grande motivação para adquirir o controle do Twitter. Por outro lado, o magnata foi convidado a fazer parte do conselho administrativo da empresa, e ter poder de decisão, mas recusou.

Em resposta, o Twitter adotou uma estratégia chamada “poison pill”, a pílula venenosa, para impedir os planos de Musk. Essa jogada oferece descontos nas ações aos demais acionistas para incentivá-los a defender sua posição no quadro corporativo, tendo em vista que consideram a investida de Musk hostil.

Como não foi efetivo frente ao impulso do magnata, o Twitter foi vendido por 44 bilhões de dólares e se tornou uma empresa de capital fechado, controlada apenas por Elon Musk.

Dentre as suas propostas, ele defende alguns pontos solicitados há anos por usuários, como a opção de editar tweets, mostrando que ele realmente ouve as demandas internas. Sugeriu também a autenticação de humanos, o que pode diminuir a procedência de bots na plataforma.

Bots são robôs ou contas falsas, usadas para objetivos específicos de apoio ou desmobilização, um problema sério das redes sociais. Caso a proposta entre em vigor, pode ser muito positiva ao Twitter.

Aliado ao fato de abrir o algoritmo para os internautas, mostrando como a rede seleciona e entrega o conteúdo, tem grandes chances de revolucionar as mídias sociais. Assim teremos plena consciência de como o conteúdo chega às nossas redes e de outras pessoas, suprimindo a dependência dos algoritmos.

Contudo, sua proposta de reduzir a moderação de conteúdo é um tanto nebulosa. Em tese, todo usuário terá o poder de controlar o que chega até o seu perfil, mas também o de criar as suas próprias redes de distribuição de conteúdo.

Isso significa que cada pessoa pode transformar seu perfil em um veículo de comunicação, em que o único filtro para averiguar a veracidade das informações é a sua vontade pessoal. A moderação de conteúdo é feita por pessoas, e portanto, está sujeita às ideologias dominantes do grupo.

Isso acontece no Mastodon e Telegram, redes sociais conhecidas pela permissividade ao neonazismo, intolerância religiosa e racial, discursos de ódio, negacionismo científico e até mesmo pornografia infantil.

Qual a chance de também vermos isso no Twitter?

Liberdade só para alguns

Como foi dito, Elon Musk recebeu o convite de integrar o quadro administrativo da rede social ao se tornar sócio majoritário do Twitter, e recusou. Ele poderia dar vazão às suas ideias, mas preferiu tomar o Twitter inteiramente para si por acreditar que o quadro executivo “não faria as mudanças necessárias”. 

Seria uma forma de ferir a liberdade de expressão dos acionistas? Ou será que Elon Musk só é capaz de provocar mudanças benéficas quando possui controle absoluto?

O magnata tem ideais complexos sobre o assunto. Em relação ao banimento de Donald Trump, Musk sugeriu que a decisão foi autocrática e injusta, ainda que o ex-presidente tenha sido banido da plataforma por ferir os termos de uso, incitando seus apoiadores a invadir o Capitólio, e isso causou a morte de pessoas no evento.

Com a mais recente aquisição, Musk disse cogitar a ideia de remover o banimento de Trump, e com isso abre um precedente perigoso: se eu concordar com você, as regras são outras. Justamente o que ele critica sobre a plataforma.

Já em 2020, no contexto das eleições na Bolívia, Elon Musk declarou em seu perfil no Twitter, ao ser questionado sobre a intervenção dos EUA contra Evo Morales: “Nós vamos dar golpe em quem quisermos, lide com isso”.

Dizer isso em uma situação de um possível golpe de estado, causado por outro país com interesses comerciais e um sério histórico de intervenções nada democrático, é bastante complexo. Tanto que a postagem foi apagada do seu perfil.

Além disso, o empresário já foi multado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, por uma jogada na Tesla dentro do Twitter. Ao dizer que fecharia as ações da empresa na Bolsa por 420 dólares, ele gerou um movimento massivo de investidores e aumentou o valor das ações em 10,98%.

Como as promessas de Elon Musk não foram cumpridas, a justiça estadunidense entendeu que o empresário cometeu fraude, enganando os investidores e usuários, para valorizar a própria empresa.

Isso gerou uma multa de 20 milhões de dólares e a saída do seu cargo de presidente da Tesla, tal qual o impedimento que o magnata fizesse parte do quadro administrativo de outras empresas de capital aberto. 

Lembra que o Twitter era uma empresa de capital aberto, e que Musk se recusou a fazer parte da administração, preferindo comprar a empresa e torná-la de capital fechado?

Se essa é a visão do mais novo e único dono do Twitter, podemos imaginar o que vai acontecer com a plataforma. Todos os comportamentos dele apontam para uma gestão autocrática e polarizada, o que pode transformar a rede em um ambiente ainda mais tóxico e prejudicial à democracia que Musk tanto defende.

É hora de abandonar o barco?

Desde o anúncio da aquisição, o assunto viralizou na rede, ao ponto de hashtags como #AdeusTwitter e #RIPTwitter alcançar os trending topics, e como twitteiro e comunicólogo, o que eu gostaria de dizer nesse momento é: calma.

A compra ainda não foi oficializada, e mesmo que seja, tudo que foi abordado neste artigo são possibilidades, logo, não necessariamente serão efetivadas.

O Twitter se tornou uma grande rede de distribuição de conteúdo e informação, é notória a sua influência na formação de opinião e notícias. Muito do que é discutido em outras redes sociais vêm do Twitter, tendo em vista que seu objetivo é democratizar a informação em tempo real.

Contudo, não é inteligente abandonar uma rede social simplesmente porque você não tem apreço pelo corpo administrativo. Sem contar que, caso essas previsões se concretizem, esse é o momento de firmarmos nosso espaço no Twitter para oferecer um contraponto à polarização de conteúdo.

Já passou da hora do coletivo de usuários parar de fugir de rede em rede ao invés de afirmar o seu lugar. Até lá, o Twitter continua sendo uma das plataformas mais influentes e com potencial consolidado, aproveite a oportunidade para se fortalecer na rede e explorar ao máximo sua funcionalidade.

Por fim, quero dedicar esse artigo ao meu amigo John. Se não fosse pela sua insistência irritante, não teria me dedicado tanto a esse artigo. Amo você!

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Referências

Nove motivos para estar no Instagram

Não tem como falar de redes sociais sem falar do Instagram, devido à relevância que o aplicativo construiu ao longo dos anos. Já publiquei um artigo aqui na GB sobre as principais redes sociais da atualidade, e como podem conferir, o Instagram está posicionado na lista.

Mesmo tendo me aprofundado em Gestão de Mídias Sociais como um todo, estudando sobre as diversas plataformas que permitem interação aos usuários, optei por me especializar no Instagram. Muito disso se deve à minha preferência pessoal pela rede, mas também pela infinidade de recursos que o Instagram oferece.

Eu gosto de dizer que o Instagram hoje é um verdadeiro universo digital, com várias funcionalidades e oportunidades, tanto para pessoas comuns, quanto para empresas.

Se você ainda não está no Instagram, ou não conhece muito sobre a rede, fica comigo que você não vai se arrepender!

Como surgiu o Instagram

Antes de te dizer as vantagens da plataforma, faz sentido para mim contar a história do Instagram. E essa história é bastante simples.

Tudo começou com dois engenheiros de software, chamados Kevin Systrom e Mike Krieger. O Mike é brasileiro, inclusive. Eles criaram um aplicativo chamado Burbn, inicialmente, que possuía várias funcionalidades. 

Para simplificar o app, eles decidiram focar na publicação de fotos, e assim surgiu o Instagram. O nome veio da fusão de instant camera e telegram, indicando que a função do aplicativo era compartilhar fotos instantâneas, como se fossem polaroids digitais.

O Instagram foi lançado para iOS no dia 6 de outubro de 2010, e no mesmo dia foi considerado o mais baixado pelos usuários, atingindo 1 milhão de usuários ainda em 2010. Em 2012 foi lançado para Android e comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares.

Com isso já podemos pensar que o Instagram foi um sucesso desde a sua origem, pois se chamou a atenção do Facebook, uma das maiores empresas do mundo, é porque ele tem seu valor.

E quais são os principais pontos positivos dessa rede? Vamos conferir!

  1. Uma das redes mais usadas no Brasil

Segundo dados da Social Media Trends 2019, o Instagram teve a marca de segunda rede social mais usada no Brasil, com 89,4% de empresas e 92,5% de usuários nessa rede, segundo a pesquisa. 

Ou seja: se você não está no Instagram, saiba que seus amigos, familiares e até possíveis clientes provavelmente estão.

Para quem tem uma empresa, um negócio local ou é um profissional autônomo, é a chance de falar com vários possíveis clientes. Para pessoas físicas, é a certeza de encontrar seus amigos e familiares para manter contato.

  1. Oportunidade de ter um perfil comercial

Falei rapidamente sobre a oportunidade de empresas buscarem clientes no Instagram, e para isso, pode ser interessante ter uma conta profissional. A plataforma permite que qualquer pessoa possa criar uma página comercial para o seu negócio, e assim se comunicar com seu público.

Mas isso não se limita a empresas: profissionais autônomos e até pessoas comuns podem transformar sua conta pessoal em comercial, facilitando a gestão da sua marca. Ao contrário do Facebook, onde você precisa criar uma página separada do seu perfil, no Instagram você pode usar uma conta única.

E para gerenciar as contas, caso queira separá-las, também não tem segredo: você pode criar um perfil profissional atrelado à sua conta pessoal. Para alterar de uma para outra basta clicar em um botão e pronto, sem precisar de login e senha diferentes.

  1. Uma das redes com maior taxa de engajamento

Engajamento é a capacidade de um perfil criar envolvimento e interações com os usuários, que irão interagir espontaneamente com a conta. 

Para você que tem uma conta comercial, estar em uma plataforma com alto engajamento significa mais chances de fazer o seu negócio ser conhecido e se comunicar com seus clientes

E para quem quer apenas ter um perfil pessoal, isso também é interessante, já que estar em uma rede com poucas pessoas para interagir é muito desestimulante. Aqui você tem mais oportunidades de manter contato com as pessoas que você conhece e fazer novas amizades. 

Diferentemente do Facebook, você não precisa solicitar ou aceitar amizade com alguém para interagir com esse usuário. As pessoas podem ver suas publicações, se você quiser, e você pode conhecer e conversar com outros usuários em postagens que você comentar, aumentando sua rede de relacionamentos.

Outro ponto a favor da interação de usuários são os Stories: fotos e vídeos que desaparecem depois de 24 horas. Nos Stories é possível montar enquetes, abrir caixas de perguntas e comentários, enviar músicas e também indicar perfis e localizações físicas

A chance de receber respostas ao usar um recurso interativo nos stories é muito grande.

  1. Algoritmo integrado aos seus interesses

O Instagram é uma rede bastante visual, focada em fotos e vídeos, mas o aplicativo não te entrega conteúdo ao acaso. Existe um algoritmo incrivelmente complexo que analisa o que você gosta e te apresenta aquilo que se adequa aos seus interesses.

As pessoas com quem você mais interage tem preferência na sua linha do tempo. Por exemplo, se você curte e comenta com muita frequência as fotos dos seus filhos e netos, as postagens deles aparecem mais para você. Já nos stories, as pessoas que você mais interage aparecem para você com maior frequência.

Mesma coisa com marcas e influenciadores. Quanto mais você se envolve com o perfil — curtindo, comentando e compartilhando esse conteúdo — mais você vê as postagens nos primeiros lugares da linha do tempo e stories.

Na seção Explorar não é diferente. Se você curte muitas páginas e posts sobre viagens, ao entrar nessa seção você terá mais conteúdo envolvendo viagens. 

  1. Alinhado com as principais tendências mundiais

Se algo faz muito sucesso nas outras redes, pode ter certeza que estará no Instagram. Isso se não veio do próprio Instagram.

O conceito de Stories começou no Snapchat, e ao ver o potencial da ferramenta, o Instagram lançou a funcionalidade no app. Mais recentemente vimos a explosão do TikTok com os vídeos rápidos, fazendo o Instagram lançar as Cenas nos stories e o Reels, uma seção dedicada a esse formato de vídeos.

Deixando o questionamento moral e ético de lado, o Instagram sempre foi muito assertivo em analisar tendências e oferecê-las aos seus usuários. Estar no Instagram significa estar sempre perto das principais novidades e interesses do mundo inteiro.

  1. Integração com outros aplicativos e redes

Se você quiser compartilhar uma página da internet nas redes sociais, pode ter certeza que o Instagram será uma opção. 

Muitas redes sociais permitem que você integre seu perfil com a conta no Instagram, mostrando a relevância dessa plataforma entre as redes. Quando postar um story ou uma foto no seu perfil, e quiser postá-lo também no Facebook, conseguirá publicar nas duas plataformas dentro do Instagram. 

Recentemente saiu uma integração com o Messenger, o aplicativo de mensagens do Facebook, facilitando ainda mais a conexão entre as redes do grupo Facebook.

  1. Possibilidade de vender produtos pelo seu perfil

Com o Instagram Shopping, você pode criar uma loja virtual dentro do seu perfil, facilitando muito o trabalho de comerciantes e também pessoas físicas. O Instagram exibe o produto no seu perfil, você pode marcá-lo em publicações e o usuário pode efetuar a compra pelo próprio aplicativo.

É preciso ter uma conta comercial para ativar essa função, que não é nenhum segredo. É bastante rápido para criar um novo perfil comercial ou mudar sua conta para profissional.

E o melhor: você não paga absolutamente nada por esse recurso!

  1. Você pode fazer anúncios dentro do Instagram

Independente se você tem uma loja no perfil ou não, qualquer publicação sua pode ser anunciada. Desde um post que você queira promover para alcançar um público maior, até criar uma campanha publicitária completa dentro da rede.

O Instagram Ads é uma plataforma simples e completa, que te permite segmentar as campanhas por gênero, faixa etária, localização, gostos e interesses, e por aí vai. O custo é mais baixo do que anunciar no Google e outras mídias físicas, tendo assim um custo-benefício muito interessante.

  1. Ferramentas para analisar o desempenho da sua conta

Tendo uma conta comercial, o Instagram te oferece uma série de gráficos e métricas para que você saiba exatamente quem é o seu público e como criar estratégias para ele.

Análises completas de gênero, faixa etária e localização mais comum entre seus usuários, quantas pessoas visualizam seus stories, quantas e quais ações são tomadas pelo seu conteúdo (cliques no link, visitas ao perfil, taxas de comentários), e muito mais.

Informações que costumam estar disponíveis apenas em softwares e aplicativos especializados, estão dentro do seu perfil, disponibilizadas pelo próprio Instagram.

Esse foi o artigo de hoje, espero que tenha te dado uma boa visão sobre o Instagram. Se você ainda tem dúvidas sobre a plataforma, sobre como usá-la e que outros benefícios ela pode te trazer, me chama nos comentários que terei o maior prazer em te ajudar.

Um grande abraço e até a próxima!

Referências

Quais são as principais redes sociais da atualidade?

Não sei dizer exatamente quando foi que entrei nesse universo das redes sociais, mas já passei horas conversando no MSN e participando de comunidades no finado Orkut

Descansem em paz.

Assim como já tive outras redes menos conhecidas, como Fotolog, Myspace, Google+, Ask.fm, Vine, entre muitas outras que nem me lembro mais dos nomes.

O fato é que as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e a tendência é aumentar. Em 1999 Bill Gates disse “Haverá dois tipos de negócios no século 21: os que estão na internet e aqueles que já não existem“.

E uma das melhores formas de criar presença digital é o bom uso das redes sociais. Tanto para pessoas quanto para empresas.

Você provavelmente deve conhecer apenas algumas delas, ou talvez nem saiba direito como explorar todo o potencial das redes sociais a seu favor. Isso quando não pede para seu filho, sobrinho ou neto te ensinar a mexer, não é?

Sendo assim, esse artigo é para você entender o básico sobre as redes sociais mais conhecidas e quais são os principais objetivos de cada rede, para que possa entender quais são melhores para você.

Vem comigo que é sucesso!

O que são as redes sociais?

Por definição, uma rede social é um conjunto de pessoas conectadas pelos seus laços e relacionamentos. O seu grupo de trabalho ou classe é uma rede social. Seus familiares e amigos também são. E quando essas redes são construídas na internet, aí temos o conceito de redes sociais digitais, ou simplesmente redes sociais.

Com isso, podemos entender que o principal objetivo de uma rede social é promover relacionamentos entre pessoas através de uma plataforma digital.

Mas você ainda pode encontrar o termo mídias sociais por aí, que apesar de ser bem semelhante, não é um sinônimo para redes sociais. 

Pensa aqui comigo: enquanto uma rede social foca em criar relacionamentos e conectar pessoas, uma mídia social se preocupa apenas em promover e distribuir conteúdos através de uma plataforma digital.

O e-mail é uma mídia social, pois vai apenas te entregar conteúdo de um destinatário. Não é objetivo dele fazer com que você interaja com outros usuários. 

Já o Facebook vai promover conteúdos e também permitir que as pessoas estejam conectadas. 

E porque usamos as redes sociais?

Cada pessoa tem um motivo específico para estar nas redes sociais, mas podemos definir em um termo geral: conexão.

As redes sociais permitiram que nós possamos nos conectar verdadeiramente com as pessoas, mesmo por trás de uma tela. Quando você tem amigos e familiares que moram longe, era muito mais difícil manter contato antigamente, onde dependíamos de cartas e telefonemas.

Hoje essa presença é muito mais facilitada. Você pode manter contato com pessoas que moram até mesmo em outros países, e interagir ao vivo. Você pode acompanhar a rotina de amigos e familiares, assim como de empresas e pessoas públicas.

Tente pensar na possibilidade de falar com atores e cantores famosos há 20 anos. Praticamente impossível, certo? Hoje, por outro lado, você pode comentar em uma rede social dessa celebridade, e receber uma resposta da mesma pessoa. 

Se você tem uma empresa, sabe que uma das formas mais acessíveis de fazer publicidade, e também mais poderosa, é o boca a boca. Usar suas redes sociais para divulgar seus serviços é ainda mais efetivo, já que você pode falar com diversas pessoas que não conhece, e provavelmente não alcançaria se não estivesse na internet.

E quais são as principais redes sociais atualmente? Segue a lista:

Facebook

Sem sombra de dúvidas, o Facebook se tornou uma referência mundial no universo das redes sociais.

Ele perdeu o posto de rede social mais usada no Brasil, mas ainda é a principal do mundo. Sua extensão é tão grande que hoje já controla outras grandes redes, como Whatsapp, Instagram e Messenger.

Foi criado em 2004 com o objetivo de criar relacionamentos entre os seus usuários. O próprio Facebook cita em sua página que o Facebook acredita no potencial das pessoas quando elas se unem, e sua missão é dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo

Isso o classifica como uma rede de relacionamentos.

Youtube

Ao contrário do Facebook, o Youtube é uma rede de entretenimento, pois apesar de permitir que seus usuários se conectem e compartilhem conteúdos, o grande foco da rede é produzir e distribuir vídeos.

Na página oficial, o Youtube divulga que sua missão é dar a todos uma voz e revelar o mundo, pois acreditam que todos têm o direito de expressar opiniões e que o mundo se torna melhor quando ouvimos, compartilhamos e nos unimos por meio das nossas histórias.

Foi adquirido pelo Google em 2006, e hoje é a maior plataforma de compartilhamento de vídeos no mundo. Deu voz a muitos artistas e influenciadores, como a era dos vlogs no início da década de 2010, e até hoje está ligado aos maiores produtores de conteúdo audiovisual. 

O Youtube tem uma importância considerável por ter revolucionado a forma como consumimos mídias audiovisuais.

Instagram

O Instagram é minha rede social preferida, e ganhou muito destaque nos últimos anos. 

Criada em 2010, em 2011 foi comprada pelo Facebook por 1 milhão de dólares, e sua proposta era compartilhar fotos instantâneas, como um álbum de fotos virtual.

O site oficial nos traz as seguintes informações, referente aos objetivos da rede: aproximando você das pessoas e das coisas que ama, nosso compromisso é promover uma comunidade segura e acolhedora para todos. Expresse-se de novas maneiras com os recursos mais recentes do Instagram, conecte-se com mais pessoas, conquiste influência e crie conteúdo atrativo que seja claramente seu.

Entretanto, o Instagram alcançou tantas novas funcionalidades que se tornou um universo completo

Hoje você pode postar imagens e vídeos permanentes no Feed, fotos e vídeos descartáveis após 24h nos Stories, criar seu próprio canal de vídeos no IGTV, compartilhar cenas e momentos com o Reels, a mais nova funcionalidade, assim como criar uma loja virtual em seu perfil com o Instagram Shop.

Sendo uma rede focada no visual, o Instagram tem uma das maiores taxas de engajamento entre as redes sociais, além de ser um ambiente propício para marcas se aproximarem do seu público.

Whatsapp

Muitas pessoas não se dão conta, mas o tão famoso aplicativo é também uma rede social, focada em transmissão de mensagens em tempo real. Você pode conversar ao vivo com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através do Whatsapp.

Inclusive, em sua página o Whatsapp reforça seu desejo de possibilitar que as pessoas se comuniquem sem barreiras, em qualquer lugar do mundo.

A maioria esmagadora de pessoas no país está no Whatsapp, que cada vez mais recebe atualizações para otimizar a plataforma. Uma das mais recentes é o Whatsapp Business, onde empresas e prestadores de serviços podem usar o aplicativo como fonte oficial de comunicação com os clientes.

Isso significa a facilitação de compra e venda de produtos e serviços pelo Whatsapp. Não é tão incomum que nós busquemos o número de empresas para pedir informações e até mesmo realizarmos a compra pelo aplicativo. 

Por isso, está sendo estudado a possibilidade de realizar pagamentos e operações pelo Whatsapp.

LinkedIn

Diferentemente das outras redes sociais, o LinkedIn é uma rede profissional, com o objetivo de formar conexões profissionais entre pessoas e marcas. Não é à toa que nessa rede você não solicita amizade, e sim conexão com os usuários.

O LinkedIn define, em sua página oficial, que sua missão é conectar profissionais do mundo todo, tornando-os mais produtivos e bem-sucedidos, além de criar oportunidades econômicas para cada integrante da força de trabalho mundial.

Você pode usar essa rede para divulgar sua experiência profissional, enquanto empresas podem usar a plataforma para selecionar novos funcionários e colaboradores. O LinkedIn tem uma proposta mais formal, e por isso não é a rede ideal para falar sobre o dia-a-dia, mas sim contribuir com seus conhecimentos e promover networking.

Twitter

O Twitter já foi uma rede mais popular antigamente, mas ainda tem uma importância considerável entre as grandes redes. Sua proposta é compartilhar pensamentos em poucos caracteres.

Uma rede de comunicação rápida e assertiva, mais conhecida pelas discussões de cunho político e disseminação de notícias e informações. Estar no Twitter é ser informado em tempo real pelos principais acontecimentos Brasil e no mundo, e ver reflexões diversas sobre os assuntos.

Segundo o site oficial, o Twitter é o lugar certo para saber mais sobre o que está acontecendo no mundo e sobre o que as pessoas estão falando agora.

Foi uma das primeiras redes a apresentar o conceito de seguidores ao invés de amigos, indicando que é uma rede mais impessoal. A comunicação é mais autêntica, onde você tem mais liberdade para dizer o que pensa, e isso pode ou não atrair pessoas que concordem ou discordem de você.

Outras contribuições importantes do Twitter foram os conceitos de hashtags e trending topics

As hashtags são as famosas “etiquetas” sinalizando um tipo de conteúdo, que você pode usar para acompanhar o que tem se falado sobre o assunto. Já os trending topics seriam os assuntos em alta no momento, para que você possa acompanhar o que mais está sendo comentado no país e no mundo.

TikTok

De todas as redes apresentadas aqui, o Tik Tok é a mais recente e uma das que mais cresceram nos últimos anos. A proposta do app é compartilhar conteúdo em vídeos de forma espontânea

Os vídeos rápidos com fundo musical ajudam a popularizar tendências, e por isso o app tem uma alta capacidade de viralização em seus conteúdos. Isso significa que o que é postado no TikTok tem mais chance de ser compartilhado pelos usuários.

De fato, é um app viciante e muito atrativo, que foca em vídeos para entretenimento e educação. Isso casa com a missão do app, sinalizada em sua página oficial: inspirar criatividade e trazer alegria.

Pinterest

Talvez você nunca tenha ouvido falar dessa rede, ou já deve ter se deparado com ele e não prestou tanta atenção. Mas se você não conhece o Pinterest, deveria conhecer agora.

O Pinterest atua como um grande painel de imagens, que pessoas usam para buscar inspiração em projetos. Basicamente, nessa rede você não precisa produzir conteúdo, basta repostar imagens de outras redes e organizar em murais semânticos.

A proposta da Pinterest em sua página é bastante simples: quando a ideia é boa, você bate o olho e já sabe. Essa é a grande sacada, ser um rede visual e funcional, para que você possa ver e se inspirar, além de reagir aos posts (chamados de pins) de outros usuários. 

É considerada uma rede de nicho.

Snapchat

Essa rede foi muito popular entre 2014 e 2015, hoje já não é mais tão lembrada pela grande maioria das pessoas. 

O Snapchat introduziu o conceito de imagens e vídeos que desaparecem em 24h, algo que deu tão certo que foi copiado pelo Instagram, Facebook, Whatsapp, e recentemente pelo Twitter, através dos Fleets. Com isso, a rede perdeu muito do seu público.

A visão do Snapchat, em sua página oficial, se baseia em contribuir com o progresso da humanidade, empoderando as pessoas para se expressarem, viverem no momento, aprenderem sobre o mundo e se divertirem juntas.

Apesar do declínio, é uma rede de nicho que ainda possui um público muito fiel.

Spotify

Eu pensei bastante antes de incluir esse aplicativo, já que o Spotify é considerado muito mais uma mídia social do que uma rede social em si. Sendo uma plataforma de streaming, sua função era apenas ouvir músicas e podcasts, criar playlists e seguir artistas.

Contudo, a plataforma também permite que os usuários possam seguir uns aos outros, ouvir suas playlists e segui-las, gerando interação entre eles. Com as playlists colaborativas isso ficou mais nítido, já que os usuários podem criar playlists juntos, cada um adicionando as músicas que gostam. 

E mais recentemente, o Spotify revelou sua vontade de criar uma linha do tempo onde podemos ver informações e novidades relacionadas aos artistas que seguimos. Isso deixa a plataforma com mais cara de rede social, mas não apaga as possibilidades de interação que ela já permitia.

A proposta da rede é muito intuitiva e cativante: crie a trilha sonora para a sua vida com o Spotify. A página oficial reforça o compromisso em democratizar o acesso à música e conteúdo em áudio.

Como eu posso escolher quais redes sociais são interessantes para mim?

Para isso, você precisa saber o que busca e o que espera ao se conectar em uma rede social. Dependendo do que é mais importante para você, existe uma rede social que se adequa melhor aos seus objetivos

Para manter contato com as pessoas conhecidas, Facebook e Whatsapp são os mais indicados. 

Instagram e Twitter são mais recomendados para seguir marcas e influenciadores. Já o TikTok, Spotify e Youtube podem ser usados quando se procura por entretenimento e conteúdo educativo

Pinterest e Snapchat são ótimos caso queira se conectar com nichos específicos. E o LinkedIn é ideal para estabelecer e fortalecer relações profissionais.

De acordo com o seu objetivo você pode estar em algumas dessas redes, ou em todas, já que podemos dar um propósito muito maior às redes sociais do que apenas interagir e consumir conteúdo.

E você, quantas dessas redes usa? Conta pra mim nos comentários, até podemos nos conhecer melhor em outras redes.

Espero que tenham curtido esse artigo. Abraço e até a próxima!

Referências

Tutorial Canva para quem não sabe nada sobre design gráfico

Você já recebeu a palavra do Canva na sua vida hoje?

Fala-se muito sobre design hoje em dia, mesmo que a palavra “design” não seja usada diretamente. Do formato de um secador de cabelo até a propaganda na internet, as pessoas percebem e se posicionam diariamente sobre o design das coisas a seu redor.

Não é à toa que recentemente a Sony lançou a quinta versão do PlayStation, e o que mais chamou a atenção dos usuários foi justamente o design do produto.

Uma das áreas mais comuns é o Design Gráfico, com as redes sociais ficou ainda mais evidente a função dessa área para a confecção de artes publicitárias. As pessoas buscam cada vez mais esse tipo de trabalho para suas empresas e até mesmo perfis pessoais têm se preocupado com a estética das suas imagens.

Fala a verdade: você já pediu para o seu filho, neto ou sobrinho “que sabe mexer no computador” fazer uma “imagem pra mandar no whatsapp”, não é? Aposto que já.

As pessoas acreditam que design é coisa de “gente jovem” e que sabe “mexer com essas coisas na internet”, mas atualmente existem ferramentas gratuitas para que você possa fazer suas artes com qualidade profissional.

Quer saber mais sobre isso? Vem comigo que eu te explico!

Conheça o Canva

São várias ferramentas que eu poderia falar aqui para você, mas escolhi uma só: o Canva. Porque além de ser uma das plataformas mais usadas por designer profissionais e amadores, é também muito simples de usar.

Então se você tem pouquíssimas habilidades com ferramentas da internet, não precisa ter medo, porque esse tutorial foi feito justamente para você.

Antes que qualquer coisa, quero te falar cinco motivos para usar o Canva desde já.

1. O Canva possui um banco de imagens gratuito para você usar

Geralmente quando você quer postar uma imagem, e não foi você quem tirou, você procura no Google, certo? É o mais comum, apesar de que nem todas as imagens podem ser usadas dessa forma devido aos direitos de imagem do artista original.

Existem bancos de imagens de uso livre na internet, e o Canva possui o seu próprio. Caso você precise de algum tipo de imagem, basta usar a busca do Canva, e poderá usar qualquer uma das imagens que estiverem disponíveis. 

E o acervo é muito grande!

2. Fontes e recursos gráficos ilimitados

Além da grande variedade de imagens disponíveis, é possível ainda utilizar um vasto acervo de fontes e recursos, como setas, animações, desenhos, ilustrações, e muito mais.

As fontes podem ser escolhidas por uma busca interna. Você pode verificar as fontes uma a uma até encontrar o que te agrade, assim como buscar categorias: fontes modernas, manuscritas, cursivas, elegantes, e por aí vai.

Já os recursos gráficos também estão separados por categorias, para facilitar as coisas para você.

3. Os modelos são configurados para qualquer tipo de formato

Talvez você não saiba, mas cada rede social tem um formato específico de imagem, e por isso um modelo pode funcionar muito bem em uma rede e não em outra. Mas o Canva resolve isso para você.

Ao criar um novo modelo, ele já te dá as opções disponíveis, e ao escolher o modelo ele configura o tamanho e formato da imagem automaticamente. É possível criar uma imagem para stories do Instagram, outra para Facebook, outra para Whatsapp, e qualquer formato que quiser.

Além disso, o Canva também permite que você faça outros modelos de arquivo, como apresentações de slides, convites de casamento, currículo, papel timbrado, panfletos, flyers, miniaturas de vídeos, cartão de visitas, logos, capas e páginas de livros.

Ou também pode começar um modelo personalizado, definindo você mesmo o tamanho e formato.

Em resumo, você pode fazer qualquer tipo de imagem dentro do Canva.

4. Pode ser usado tanto no computador quanto no celular

O Canva te permite salvar o arquivo em formato de imagem (PNG ou JPEG) e PDF, mas também te dá a possibilidade de compartilhar sua arte em algumas redes sociais, como Facebook, LinkedIn, Twitter, Pinterest e Tumblr, assim como enviar por e-mail, salvar no Google Drive e Dropbox.

Porém, você pode usar o Canva no computador e deixar as imagens salvas no dispositivo, assim como usar o aplicativo e salvar os arquivos na sua galeria, facilitando o uso do programa. 

As duas versões são integradas, então você pode criar a imagem no computador e salvar no celular. Ou então, caso precisar montar uma imagem rápido e não estiver com seu computador, fazer no celular e baixá-la na nuvem. 

O Canva é incrivelmente prático por poder ser usado em qualquer dispositivo.

5. Existe uma versão premium com mais recursos, mas a versão gratuita é bastante funcional

Assim como outros programas, o Canva também conta com uma versão premium, o Canva Pro, caso você queria ter acesso a mais recursos. 

Alguns dos adicionais da conta premium são:

  • Acessar todo o banco de imagens, fontes e recursos;
  • Salvar a mesma arte em diversos formatos;
  • Salvar imagens com fundo transparente.

Entretanto, mesmo tendo uma conta gratuita, a quantidade de recursos disponíveis é tão grande que você pode se virar muito bem.

Agora que entendemos as principais vantagens do Canva, vamos aprender na prática como usar essa ferramenta!

Dando os primeiros passos no Canva

Para começar a usar o Canva você precisa criar uma conta, e isso é extremamente simples. Esse tutorial será feito pela versão desktop, mas no celular o processo é bem semelhante.

Logo na página inicial haverá uma janela para registrar a partir de uma conta Google ou Facebook.

Basta inserir seus dados que você está dentro do Canva!

Como podem ver, a interface do Canva é bastante intuitiva, você pode se localizar facilmente dentro do site/app. A plataforma também é traduzida para o português, então sem dor de cabeça para quem não entende outro idioma.

Vamos entender os elementos da página inicial, começando pela barra superior:

O botão Início, como o nome sugere, serve para direcioná-lo para a página inicial.

O botão Templates abre um menu com os principais modelos de edição, divididos por categorias. Dentro de Redes Sociais, por exemplo, você tem acesso a todos os modelos das principais redes sociais para editar.

O botão Descobrir é bem parecido, mas ao invés de modelos de edição, ele vai te apresentar um banco de dados que você pode usar, como fotos, ícones e recursos gráficos.

O botão Aprenda é o blog do Canva, com vários artigos sobre os recursos da própria plataforma, assim como tutoriais e artigos diversos. 

Por exemplo, existem artigos sobre como personalizar o feed do Instagram, como tirar fotos de forma profissional, como abrir uma empresa online, e por aí vai.

O botão Preços vai te direcionar para a página do Canva Pro, caso você queira aderir ao plano completo.

Depois temos um botão para a central de ajuda, outro para as configurações da conta, e por fim, o botão Criar Design. Ao clicar nele, abrirá um menu com algumas sugestões de modelos que você poderá criar.

Além desse botão, você também pode criar um novo design através do banner central. Ao clicar no campo de busca, ele vai abrir o mesmo menu de sugestões.

E abaixo dele, uma seção de criação com as sugestões de modelos, separados por categoria, além da opção de criar um modelo de dimensões personalizadas.

Do lado esquerdo temos ainda mais algumas opções, que são mais administrativas:

  • Recomendado para você é a própria página inicial;
  • Todos os seus designs abre a página com todos os modelos que você criar para que possa gerenciar suas criações;
  • Kit de marca é uma opção premium, onde você pode criar uma logo para sua empresa, além de outros materiais institucionais, como cartões de visita, panfletos, papel timbrado, e poder gerenciar mais facilmente os seus arquivos;
  • Criar uma equipe serve para convidar outras pessoas para editarem suas criações. É bem útil para agências ou para modelos que precisam da aprovação de mais pessoas além de você;
  • Todas as suas pastas indica as pastas que você pode organizar seus arquivos;
  • Lixeira, como o nome sugere, é onde fica os modelos e arquivos excluídos. 

Agora que sabemos quais são as ferramentas gerais do Canva, é hora de botar a mão na massa!

Como criar suas artes no Canva

Fazer suas artes no Canva é realmente muito fácil, já que a plataforma é bastante intuitiva. Então para mostrar o processo vou criar três artes diferentes em três formatos junto com vocês para que fique mais claro.

A primeira arte será para o Instagram, divulgando um brechó, a segunda será para o Whatsapp, divulgando um estúdio de tatuagens, e a terceira será para o Facebook, divulgando um curso. Todos fictícios.

Vamos lá?

Post para Instagram

Em primeiro lugar, vamos buscar pelo formato do Instagram em algum dos campos de busca.

Ao clicar na opção Post para Instagram, vai abrir uma nova tela em branco com as ferramentas de edição na barra lateral esquerda.

A primeira opção do menu é Templates, onde o próprio Canva disponibiliza modelos próprios que você pode escolher e customizar.

Como quero fazer um post para um brechó, digitei essa palavra no campo de busca, e assim o Canva me apresentou alguns modelos relacionados.

Achei um que gostei, e ao clicar sobre ele o Canva já aplica o template sobre o arquivo.

Esse é o template original, que para mim está bem legal. O próximo passo é customizar esse modelo para postar no Instagram.

Quando você clicar sobre qualquer elemento do template, vai perceber que todos são editáveis. A foto, o retângulo no fundo, os textos… tudo!

Vamos começar pelo texto lá de cima. Digamos que o brechó se chama “Cherry Bomb”, então o primeiro passo é editar o texto.

Agora vamos mexer nas configurações do texto.

À esquerda temos o campo onde podemos mudar a fonte, que vou manter. Depois temos o campo onde podemos mexer no tamanho, que também vou manter.

Depois temos a opção de mudar a cor, que desta vez vou alterar. Ao clicar no ícone da cor, o Canva me abre uma tela com diversas cores que eu posso aplicar. Eu escolhi um tom de vermelho que estava disponível.

Depois temos outras opções, como deixar em negrito, itálico, sublinhado, alterar o alinhamento do texto (esquerda, centro, direita e justificado), colocar em letras maiúsculas, entre outras. Por enquanto vou apenas deixar em negrito.

Definido o texto superior, agora vou mexer no retângulo marrom que está lá embaixo.

Percebam que ele tem menos opções, sendo a primeira delas a cor. Para isso o Canva organiza as cores em categorias:

  • Nova cor: é o seletor de cores, onde você pode criar qualquer tom ao mexer na opacidade (mais clara ou mais escura) e matiz (tipo de cor);
  • Cores do documento: o Canva analisa quais cores estão selecionadas no modelo, em fontes e elementos;
  • Cores da marca: para usuários premium, dando a liberdade de usar as cores que você pré-selecionou para sua marca;
  • Cores presentes na foto: essa opção é mostrada quando você utiliza fotos no arquivo, onde o Canva detecta as tonalidades da foto e organiza para você;
  • Cores padrão: são cores padronizadas que ele te apresenta, geralmente as mais comuns.

Quero usar a mesma cor do texto, que o Canva reconhece e coloca logo no início. Nesse caso, basta clicar na cor para alterá-la.

Assim como no texto, existem algumas opções do lado direito da barra superior que não exploramos ainda, e uma delas é a Posição.

Ela te permite alterar o posicionamento de um elemento de forma automática. Você até pode mexer com o mouse ou toque, mas através dessa ferramenta consegue alinhar o elemento com o arquivo. 

Nesse caso o elemento está posicionado para trás da foto e alinhado à parte de baixo. Vou mantê-lo para trás, mas alinhá-lo ao centro.

Certo, agora vou alterar os textos de baixo. E como podemos ver na imagem, os textos e o retângulo branco estão agrupados, de forma que são alterados todos juntos. Se eu colocar mais texto, o retângulo se ajusta ao novo formato. 

Como quero editá-los separadamente, vou clicar na opção Desagrupar, e assim os dois textos e o retângulo ficarão independentes.

Primeiro vou mudar a cor do retângulo para o vermelho que usamos anteriormente.

Agora vou mudar o primeiro texto. Alterei a cor para branco, escrevi uma chamada simples e diminui o tamanho para caber melhor no espaço.

Falta o texto de baixo, certo? Aqui também vou mudar a cor para branco, manter o tamanho e colocar um endereço fictício e horários de funcionamento.

Por fim, é possível também alterar o aspecto da foto, aplicando Efeitos, um Filtro, mexer nos Ajustes da imagem, Cortar ou Girar.

Gosto da foto assim, então não irei alterá-la.

O arquivo está pronto, só precisamos fazer o download, já que o Canva salva automaticamente a cada mudança. Para isso, temos duas opções:

A primeira delas é clicar em Arquivo, que abre uma nova janela com o nome do arquivo, que podemos alterar e vemos as dimensões do arquivo. Lá no final existe a opção Download.

A segunda forma é clicar diretamente em Baixar, no canto superior direito. Ambos vão abrir o menu de download, onde você seleciona o formato do arquivo e clica em Baixar.

Imagens é legal baixar em PNG, por ter maior qualidade, mas caso o arquivo seja muito grande você pode baixar em JPEG, um arquivo mais leve, ou em PDF. Esse tipo de arquivo pode ser usado para impressões ou compartilhar arquivos com maior segurança.

Pronto, imagem feita! Esse é o nosso resultado:

Vamos agora criar nossa segunda imagem!

Post para WhatsApp

O primeiro passo é procurar um modelo para WhatsApp na busca. 

Percebam que para WhatsApp existe apenas a opção Status, porque o WhatsApp permite uma grande variedade de formatos, não tendo um específico como o Instagram.

Sendo assim, vou usar o modelo de status porque ele tem o mesmo formato dos Stories do Facebook e Instagram, além de poder ser divulgado livremente em mensagens e grupos.

Ele vai abrir uma tela com diversos templates ao invés de abrir diretamente a tela de edição, então vou clicar na opção Em branco.

Dessa vez, ao invés de usar um template pronto nós vamos montar nossa arte usando os demais recursos que o Canva oferece. Assim você aprende mais truques.

Para isso, vamos clicar em Fundo.

Aqui podemos colocar uma cor sólida ou escolher uma imagem da galeria. No meu caso, como a arte é para um evento fictício de um estúdio de tatuagens, escolhi uma imagem de tintas.

Como na foto do post que fizemos para o Instagram, a foto de fundo também tem as opções de customização. 

A primeira são os Efeitos, que deixam a imagem estilizada. É possível aplicar um efeito de duas ou mais cores, ruído na imagem, pixelização, distorção, e outros.

No meu caso, não usarei nenhum destes.

Clicando em Filtro, o Canva abre uma galeria de filtros para aplicarmos sobre a imagem. É possível também editar a intensidade do filtro para que ele fique mais forte ou mais suave. 

Eu escolhi o Street.

Em Ajustar nós podemos alterar as características da imagem. Aqui eu mexi na saturação para a imagem ter cores mais sutis, aumentei o contraste e apliquei uma vinheta, deixando uma “sombra” ao redor da imagem.

Clicando em Cortar nós podemos ver a imagem inteira, e assim reposicionar ou redimensionar o corte. Eu optei por deslocar um pouco a imagem.

Finalizando a edição da imagem, temos a opção Girar, que pode mudar a direção da imagem. Optei por não usar esse recurso.

Certo. Agora que definimos o fundo da imagem, vamos adicionar o texto. Para isso, basta clicar na opção Texto.

Nesse exercício, a arte será para divulgar um evento de tatuadores, então vamos colocar uma chamada e as informações do evento. 

Logo de cara o Canva organiza os textos por hierarquia: título, subtítulo e legenda. Você pode adicionar manualmente um título para a chamada e o subtítulo ou legenda para as informações, mas com isso terá que definir fonte, tamanho, cores, espaçamento e tudo mais.

Porém, logo abaixo do campo de adicionar texto, o Canva te dá opções de texto personalizadas, já com todos esses elementos pré-definidos e agrupados. Você pode apenas escolher um que te agrada e customizar. Faremos isso.

A partir desse modelo podemos apenas aumentar o tamanho e alterar a cor para ficar mais visível.

Deixei o texto branco, mas como o fundo tem muitas variações de cores vai ficar difícil achar uma cor que fique legível sem ficar chamativo, então vamos usar um recurso muito simples para isso: os Elementos.

Dentro dessa seção, vou procurar algo que possa usar como fundo para o texto, então vou procurar em Formas, até achar um que me agrade e posicionar sobre todo o texto.

Primeiro alterei a cor para preto, depois o posicionei atrás do texto usando o Posição.

Se deixasse o fundo dessa forma já estaria bom, mas um recurso que aqui fica muito legal é a Transparência, que pode ser acessada pelo ícone quadriculado na barra superior. 

Clicando ali, o Canva abre uma janela para você alterar a transparência do elemento, e eu deixei em 50% para que o fundo fique mais suave.

Agora que finalizamos essa parte, vamos colocar as informações no nosso evento no texto. Aqui o bloco de texto está agrupado por padronização do Canva, mas podemos deixar assim mesmo.

Nesse exemplo, vou colocar apenas o título, uma descrição e as informações, para a arte ficar mais limpa.

Aqui já podemos finalizar a arte, mas por se tratar de um arquivo que vai para os Status do WhatsApp, e possivelmente para os Stories do Facebook e Instagram, quero mostrar outra função do Canva: o botão Animar.

Basicamente, essa função serve para aplicar uma animação em algum elemento da arte. Um exemplo é a animação Block, onde o título surge da esquerda para a direita. Você pode visualizar o efeito ao clicar no ícone de reprodução na barra superior.

Apesar de ficar legal em algumas artes, isso deixa o arquivo muito pesado e pode não rodar em alguns dispositivos. Então para nosso arquivo não coloquei nenhuma animação.

Temos aqui o resultado final:

Vamos agora para a última arte?

Post para Facebook

Para fazer esse arquivo eu desci a tela principal até a seção Criar um design, cliquei em Redes Sociais e procurei pela opção Post para Facebook.

Esse modelo tem um tamanho padrão de 940 x 788 pixels. Apesar de ser o padrão, o Facebook aceita outros formatos, então vou clicar em Dimensões personalizadas

Aqui você vai colocar as dimensões e selecionar qual medida terá o arquivo. Eu usei 900 x 600 pixels.

Agora vamos começar a dar forma à nossa arte. 

Para fazer o fundo, optei por colocar uma cor ao invés de usar um template pronto. Depois vamos colocar algumas formas para ilustrar nosso post.

Vamos imaginar que será um curso feito por mim sobre branding no Instagram para profissionais da saúde. Banners de cursos geralmente possuem a foto do palestrante, certo? 

Para isso, vamos aplicar, dentro dos Elementos, um dos Quadros.

A princípio o quadro parece um elemento normal, mas ele tem uma função interessante: quando se coloca uma foto por cima dele, o quadro “prende” a imagem dentro dele. 

A foto que eu quero não está no Canva, e sim no meu computador. Para transferir basta clicar em Uploads e depois selecionar a imagem nesta seção.

Como o formato desse quadro é circular, quando eu jogo a imagem sobre ele fica assim:

O curso será sobre Instagram, então vou criar um segundo quadro para aplicar uma imagem que tenha a ver com o assunto. Posso usar o banco de imagens do Canva para isso, clicando em Fotos.

Vou digitar Instagram na busca, procurar algo que me agrada e aplicar sobre o quadro.

Como podem ver, algumas das fotos — e também fontes e recursos — possuem um símbolo no canto inferior indicando serem exclusivas para contas premium. Mas apesar disso existem várias opções de uso livre.

A partir do momento que você aplica uma foto ao quadro eles se integram, mas isso não significa que a imagem não pode mais ser alterada. Eu achei que o posicionamento da foto não ficou legal, então clico em Cortar para abrir a imagem inteira e então reposicionar.

Definimos as imagens, agora vamos aplicar o texto no banner. No exercício anterior nós usamos modelos prontos de texto, então dessa vez vamos aplicar textos manualmente.

Para isso, clicamos em Texto e depois Adicionar um título.

Por padrão os títulos possuem essa formatação, que iremos mudar.

Fonte, cor e alinhamento são os mais fáceis de alterar. Sobre a fonte, eu sei exatamente qual eu quero, então basta clicar na busca das fontes e digitar o nome. Neste caso, será Horizon.

Aproveitei para ajustar o posicionamento das imagens e fundo também.

Como o título já está certinho com o nome do curso, vamos adicionar um subtítulo para as informações.

Clique em Adicionar um subtítulo.

Para o subtítulo eu não sei que fonte usar, então vou até a busca de fontes novamente. Entretanto, como o acervo é muito grande, e ainda existem as fontes premium no caminho, levaria horas até conseguir ver tudo e escolher a melhor.

Para ajudar nisso, o Canva conta com um recurso de categorização, que abre assim que você clica no campo de busca. Você pode escolher fontes de acordo com a categoria: modernas, caligrafia, manuscritas, corporativas, arredondadas, elegantes, e por aí vai.

Definido o subtítulo, agora é a vez da legenda para indicarmos quem é o palestrante. 

Para isso, clique em Adicionar um pouquinho de texto.

Seguimos os mesmos passos para escolher fonte, tamanho, cor e alinhamento. E como a legenda tem a fonte menor, vou mexer no espaçamento.

Clique no ícone de três pontinhos, que irá abrir a seguinte caixa:

Aqui podemos alterar o espaçamento entre as letras, que vou manter zerado, e a altura da linha, que vou diminuir para 1,2.

E para finalizar, vou procurar dentro dos Elementos algum recurso gráfico para aplicar no fundo, assim ele não fica tão sóbrio. 

Dentro da opção Linhas achei um que me agrada. Vou redimensionar para cobrir toda a área, alterar as cores para deixar similar ao banner, posicionar por trás de tudo e alterar a transparência para 25%.

E para baixar o banner, dessa vez vamos explorar as outras opções de compartilhamento. Para isso basta clicar na setinha ao lado de Baixar.

Feito isso, basta escolher onde você quer compartilhar a imagem. Eu particularmente gosto de salvar direto no Google Drive ao invés do computador.

Aqui está o resultado final do nosso banner:

Vamos recapitular o que aprendemos até aqui

O Canva é uma ferramenta de automatização de design, possivelmente a mais usada no mundo. Tanto por pessoas sem qualquer conhecimento em design gráfico quanto por designers profissionais.

Entre as principais vantagens de usar essa plataforma podemos listar: banco de imagens e recursos próprios, modelos específicos para cada rede social, praticidade para criar artes de nível profissional, integração entre site e aplicativo, plataforma inteiramente em português e possibilidade de formar um kit de marca para contas premium.

A interface do Canva é bastante intuitiva e simples de entender, como podemos ver, então não é preciso ter medo de não saber como usar a plataforma. Ela foi feita para qualquer um. 

E se mesmo assim ficar dúvidas de como usá-la, o próprio Canva fornece tutoriais para te ajudar a entender sua interface. Basta clicar no ícone Ajuda e depois em Guia sobre o Canva.

Se o Canva faz tudo isso, ele substitui o trabalho de um designer?

Respondo sua pergunta com outra pergunta: o Google substitui uma consulta médica? 

Você até pode fazer uma busca rápida se estiver com uma dorzinha de cabeça mais simples. Mas a partir do momento que o seu problema cresce, você sabe que não vai poder ficar sem a assistência de um profissional.

Da mesma forma, o designer é o profissional especialista em produzir esse tipo de conteúdo. O Canva é bastante democrático ao ajudar pessoas sem conhecimento algum de designer a fazer artes que sejam rápidas e de alta qualidade. 

Mas quando precisar (ou quiser) algo que seja totalmente personalizado, não pense duas vezes antes de procurar um designer!

Essa foi minha contribuição para você, espero que te ajude a criar artes sensacionais para suas redes sociais. Qualquer dúvida pode me procurar, terei o maior prazer em ajudar.

Um abraço e até a próxima!

Referências:

O que você precisa saber sobre mim e este blog em um (não tão) breve relato

Seja bem vindo, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero deixar bem claro que introduções não são, nem de longe, meu ponto forte. Então vou fingir que esse parágrafo foi uma excelente introdução e seguir como se nada tivesse acontecido.

Eu sempre fui um cara muito mais virtual do que real. Talvez por ser um millennial, talvez por não ter muitas habilidades sociais, já que eu sou meio introspectivo.

Culpe os meus quatro astros em Capricórnio espalhados no meu mapa astral.

Mas enfim, eu vivo em redes sociais desde que me entendo por gente. Comecei pelo Orkut (descanse em paz), tive Fotolog e Myspace, migrei para o Facebook e Twitter.

Fiz conta no LinkedIn para um dia ser um empresário bem sucedido, tive Google+, Ask.Fm, Tumblr, Vine, Snapchat, weheartit, até conhecer o Instagram e me apaixonar.

Fui para o Pinterest e o DeviantArt, Youtube, CuriousCat, Spotify, e mais recentemente o Tik Tok e o Behance.

E ainda deve ter vários outras redes sociais perdidas no tempo.

Porém, no começo da década de 2010 a gente não falava tanto sobre trabalhar com isso, porque era “coisa de adolescente”. E por isso decidi fazer um “curso de adulto”, e comecei Fisioterapia.

Aqui poderia começar um relato sobre uma pessoa que fez faculdade, detestou o curso ou nunca conseguiu trabalho e fez outra coisa totalmente diferente. Mas não é 100% verdade.

Eu amo a Fisioterapia e tudo que vivi através dela, contudo, quanto mais eu via a prática clínica, mais eu entendia que eu não era esse tipo de profissional.

Cheguei até a começar um mestrado em Fisioterapia, meu sonho desde o primeiro ano de graduação. Adoro a sensação de transmitir o que sei e ajudar outras pessoas a enxergar o que eu enxergo, sempre tive alma de professor. E, de fato, a matéria de Didática de Ensino não foi apenas minha preferida no mestrado.

Foi a única.

Temos então um fisioterapeuta extremamente frustrado porque achou que iria encontrar o seu lugar no mestrado, mas percebeu na prática que a área acadêmica não tinha nada a ver com ele.

Entretanto, eu sempre fui uma pessoa muito curiosa, e acabei fazendo tanta coisa nada a ver com nada, que no final me deu toda a base para eu saber o que queria da vida e onde queria chegar.

Minha experiência mais importante foi escrever fanfics. Juro por Deus. Foi escrevendo fanfics que eu conheci o Animespirit, que depois se tornou Spirit, um site para escritores amadores.

Comecei escrevendo e lendo fanfics para passar o tempo, e então comecei a me aventurar no Photoshop porque queria fazer capas legais para as minhas fanfics e não queria depender de capistas.

Logo em seguida eu fui trazido ao Personalizar, a seção de web design do Spirit, e além de capas eu comecei a montar layouts e editar o CSS do meu perfil.

Eu passei num concurso para me tornar revisor de textos, um ano depois me tornei Administrador de Histórias, e no ano seguinte, Administrador Geral do Spirit. Responsa, né? Quarto ano de faculdade, estágio estralando o chicote e eu lá ajudando a gerenciar o site e suas equipes.

Tudo ao mesmo tempo.

Esse trabalho foi minha a porta para o Marketing Digital, pois eu trabalhava diretamente com usuários através do Fórum de dúvidas e Suporte ao usuário, gerenciava todas as equipes do site, e ainda por cima fui colocado para administrar o Twitter do Spirit.

E eu adorava o Twitter, então resolvi usar o que eu sabia sobre a rede para aumentar o engajamento no perfil, que era muito baixo. Deu tão certo que eu vou mostrar para vocês o meu primeiro post no twitter do Spirit, e a repercussão dele:

O mais importante desse post não é o número alto de curtidas, e sim o engajamento positivo gerado com essa simples mensagem. De uma mídia com poucas interações, em que a maioria dos usuários estava para fazer uma reclamação, foi bom conseguir gerar movimento e fazer com que os usuários se sentissem mais próximos da plataforma.

Esse é o verdadeiro objetivo que eu passei a buscar como moderador da conta: o sentimento de pertencimento e autenticidade. Que as pessoas se conectassem de forma espontânea e se sentissem bem com isso.

Foi assim que eu decidi fazer um curso para entender melhor como gerenciar redes sociais, e foi nesse momento que eu conheci a área de Marketing Digital.

Eu já tinha saído da administração e estava no mestrado, mas essa paixão pelo marketing só crescia. Lia blog posts de marketing ao invés de artigos científicos, quanto mais eu me desencantava pelo mestrado, mais eu me fascinava pelo universo social media.

E então eu decidi largar o mestrado para estudar Marketing Digital. Fui baixando tudo quanto era ebook que eu achava, me inscrevi em várias lives e webinários, fiz cursos gratuitos e alguns pagos, até entender que era isso que eu queria fazer.

E assim comecei minha segunda graduação, em Comunicação Institucional, para ter maior aporte de técnicas e conteúdo sobre gestão de marcas, mídias e comunicação.

Eu vivi por meio das redes sociais a minha vida inteira, conhecia a fundo várias mídias digitais, então porque não trabalhar por elas e para elas?

Porque a verdade é que as redes sociais foram vitais no meu desenvolvimento pessoal. Minha maior dificuldade desde sempre foi lidar com pessoas, estar frente a frente com alguém é meu maior desafio.

E como eu não conseguia me sentir a vontade no mundo real, o mundo virtual resolvia esse problema.

Muitas vezes era difícil interagir lá fora, mas surpreendentemente fácil mandar uma mensagem. Eu só conseguia me conectar com as pessoas atrás de uma tela, só conseguia manter contato respondendo status e stories.

Não era algo que eu gostava, mas já que minha zona de conforto eram as redes sociais, eu poderia usar isso a meu favor.

Talvez para você uma rede social é só um espaço para postar algumas fotos da sua vida. Para mim era uma das únicas oportunidades de fazer parte de algo e me conectar com as pessoas que eram importantes para mim.

É isso que as redes sociais representam: conexão verdadeira com as pessoas.

Lembra quando eu disse que adorava a sensação de transmitir conhecimento? Pois é, quando você compartilha o que você sabe nas suas redes sociais, está dando a oportunidade de alguém ter acesso a uma informação que, para ela, vai fazer toda a diferença!

O conhecimento empodera. Ensinar o que você sabe é dar poder nas mãos das pessoas ao seu redor, e se fortalecer com isso.

Você pode usar suas redes sociais só para postar suas fotos, ou você pode usar as suas redes para se conectar verdadeiramente com as pessoas.

Nós descobrimos durante a quarentena que é possível viver por meio do virtual, e que uma rede social pensada de forma estratégica pode mudar um negócio. Até mesmo alguém.

Eu trabalho com redes sociais não por ser a moda da vez, mas por acreditar que o contato humano é essencial, e que por mais que esteja por trás de uma tela, existe uma pessoa do outro lado.

Seja qual for o seu trabalho, alguém precisa dele! O que você sabe e o que você faz é essencial para alguém, que talvez você nem conheça. E se alguém precisa do que você sabe e do que você faz, porque não compartilhar isso com o mundo?

Por muito tempo eu acreditei que não seria um bom fisioterapeuta, até entender que, na verdade, eu só não sou um fisioterapeuta convencional. E aqui na Grambélia, meu objetivo é te ensinar tudo o que eu sei, estudei e vivi nesse meio em que eu me sentia conectado com as pessoas.

Gerenciar bem suas redes sociais, e ter presença digital através delas, é dar a oportunidade dos seus clientes se conectarem com você e terem acesso ao seu trabalho, que é muito importante para eles.

Eu só faço a ponte entre vocês, e te ajudo a dar ao mundo a oportunidade de conhecer o trabalho incrível que você faz.

E se você for um profissional da saúde, tem um espacinho especial na Grambélia para você. Porque a gente não aprende na faculdade a vender nosso trabalho e a gerenciar a nossa marca pessoal. Sim, você vende a sua terapia, e você é uma marca, como as meninas do Efeito Orna sempre falam.

Talvez eu não seja um bom fisioterapeuta, mas eu sou um excelente comunicador. Eu quero te ensinar tudo o que sei, e o que ainda vou aprender, para que você saiba usar as redes sociais a seu favor.

Lembre-se: o conhecimento empodera, e as redes sociais representam conexão verdadeira entre as pessoas. É nisso que eu acredito, é isso que eu busco.

Sendo assim, bem vindo à Grambélia.