Elon Musk comprou o Twitter, e agora?

O mês de abril foi agitado para os acionistas do Twitter. No dia 04, descobrimos que Elon Musk comprou 9,2% das ações do site e se tornou o maior sócio da rede. No dia 14, ele fez uma proposta de comprar toda a empresa, e nesta segunda, dia 25, ele comprou.

A princípio, isso pode parecer uma notícia banal, já que grandes empresários compram empresas todos os dias, mas esta não é uma situação comum, pois estamos falando do homem mais rico do mundo e de uma das maiores redes sociais da atualidade.

Quais foram os motivos que levaram a essa decisão, como os acionistas reagiram e o que podemos esperar da aquisição? Vem comigo que eu te conto!

Quem é Elon Musk?

Para começar essa história, é preciso entender o nosso protagonista, um grande empresário ligado ao setor tecnológico, dono das empresas Tesla, de carros elétricos, e SpaceX, de exploração espacial.

De acordo com a revista Forbes deste mês, Musk foi consagrado como o homem mais rico do mundo, tendo sua fortuna avaliada em 219 bilhões de dólares. Ele passou oficialmente Jeff Bezos, dono da Amazon, que liderava a lista há quatro anos.

Além disso, há um fato importante sobre o nosso empresário: ele é um twitteiro raiz. Possui conta no site desde 2009, e nos últimos anos se tornou bastante ativo na rede, até mesmo polêmico.

Desde chamar Vladimir Putin para um duelo até ser processado por difamação, a passagem do magnata na rede social não foi nada anônima, tendo em vista que ele não se importa em falar o que pensa no seu perfil.

E esse comportamento se tornou uma enquete no próprio Twitter, em que ele pergunta aos seus seguidores: “A liberdade de expressão é essencial para uma democracia em funcionamento. Você acredita que o Twitter adere rigorosamente a esse princípio?”.

Dos 2.035.924 votos, 70,4% responderam que não. Isso leva a um dos grandes questionamentos de Musk sobre o aplicativo.

Twitter e a liberdade de expressão

A principal crítica do empresário é que o Twitter não respeita a liberdade de expressão dos seus usuários, e portanto, atenta contra a democracia. O banimento do ex-presidente Donald Trump no ano passado, por exemplo, foi criticado por Musk na época.

Ele afirma que a rede monetizar anúncios é uma forma de se manter preso ao que as grandes corporações querem que a rede divulgue, e por isso propôs o fim dos anúncios, tal qual o fim do algoritmo e abrir o código-fonte do site.

Não é a primeira vez que usuários criticam a atuação do Twitter sobre a legalidade das informações. Em janeiro deste ano, a hashtag #TwitterApoiaFakeNews entrou nos tópicos mais comentados devido à falta de um sistema para denunciar notícias falsas no Brasil, que já existia em outros países.

Além disso, a plataforma já foi acusada de verificar perfis que propagam desinformação e proteger estes usuários de ações regulatórias. Vale lembrar que o Twitter anunciou uma série de medidas para combater fake news durante as eleições gerais deste ano.

O preço e as consequências da suposta liberdade

O empresário tem sido um defensor fervoroso da liberdade de expressão, o que foi apontado como a sua grande motivação para adquirir o controle do Twitter. Por outro lado, o magnata foi convidado a fazer parte do conselho administrativo da empresa, e ter poder de decisão, mas recusou.

Em resposta, o Twitter adotou uma estratégia chamada “poison pill”, a pílula venenosa, para impedir os planos de Musk. Essa jogada oferece descontos nas ações aos demais acionistas para incentivá-los a defender sua posição no quadro corporativo, tendo em vista que consideram a investida de Musk hostil.

Como não foi efetivo frente ao impulso do magnata, o Twitter foi vendido por 44 bilhões de dólares e se tornou uma empresa de capital fechado, controlada apenas por Elon Musk.

Dentre as suas propostas, ele defende alguns pontos solicitados há anos por usuários, como a opção de editar tweets, mostrando que ele realmente ouve as demandas internas. Sugeriu também a autenticação de humanos, o que pode diminuir a procedência de bots na plataforma.

Bots são robôs ou contas falsas, usadas para objetivos específicos de apoio ou desmobilização, um problema sério das redes sociais. Caso a proposta entre em vigor, pode ser muito positiva ao Twitter.

Aliado ao fato de abrir o algoritmo para os internautas, mostrando como a rede seleciona e entrega o conteúdo, tem grandes chances de revolucionar as mídias sociais. Assim teremos plena consciência de como o conteúdo chega às nossas redes e de outras pessoas, suprimindo a dependência dos algoritmos.

Contudo, sua proposta de reduzir a moderação de conteúdo é um tanto nebulosa. Em tese, todo usuário terá o poder de controlar o que chega até o seu perfil, mas também o de criar as suas próprias redes de distribuição de conteúdo.

Isso significa que cada pessoa pode transformar seu perfil em um veículo de comunicação, em que o único filtro para averiguar a veracidade das informações é a sua vontade pessoal. A moderação de conteúdo é feita por pessoas, e portanto, está sujeita às ideologias dominantes do grupo.

Isso acontece no Mastodon e Telegram, redes sociais conhecidas pela permissividade ao neonazismo, intolerância religiosa e racial, discursos de ódio, negacionismo científico e até mesmo pornografia infantil.

Qual a chance de também vermos isso no Twitter?

Liberdade só para alguns

Como foi dito, Elon Musk recebeu o convite de integrar o quadro administrativo da rede social ao se tornar sócio majoritário do Twitter, e recusou. Ele poderia dar vazão às suas ideias, mas preferiu tomar o Twitter inteiramente para si por acreditar que o quadro executivo “não faria as mudanças necessárias”. 

Seria uma forma de ferir a liberdade de expressão dos acionistas? Ou será que Elon Musk só é capaz de provocar mudanças benéficas quando possui controle absoluto?

O magnata tem ideais complexos sobre o assunto. Em relação ao banimento de Donald Trump, Musk sugeriu que a decisão foi autocrática e injusta, ainda que o ex-presidente tenha sido banido da plataforma por ferir os termos de uso, incitando seus apoiadores a invadir o Capitólio, e isso causou a morte de pessoas no evento.

Com a mais recente aquisição, Musk disse cogitar a ideia de remover o banimento de Trump, e com isso abre um precedente perigoso: se eu concordar com você, as regras são outras. Justamente o que ele critica sobre a plataforma.

Já em 2020, no contexto das eleições na Bolívia, Elon Musk declarou em seu perfil no Twitter, ao ser questionado sobre a intervenção dos EUA contra Evo Morales: “Nós vamos dar golpe em quem quisermos, lide com isso”.

Dizer isso em uma situação de um possível golpe de estado, causado por outro país com interesses comerciais e um sério histórico de intervenções nada democrático, é bastante complexo. Tanto que a postagem foi apagada do seu perfil.

Além disso, o empresário já foi multado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, por uma jogada na Tesla dentro do Twitter. Ao dizer que fecharia as ações da empresa na Bolsa por 420 dólares, ele gerou um movimento massivo de investidores e aumentou o valor das ações em 10,98%.

Como as promessas de Elon Musk não foram cumpridas, a justiça estadunidense entendeu que o empresário cometeu fraude, enganando os investidores e usuários, para valorizar a própria empresa.

Isso gerou uma multa de 20 milhões de dólares e a saída do seu cargo de presidente da Tesla, tal qual o impedimento que o magnata fizesse parte do quadro administrativo de outras empresas de capital aberto. 

Lembra que o Twitter era uma empresa de capital aberto, e que Musk se recusou a fazer parte da administração, preferindo comprar a empresa e torná-la de capital fechado?

Se essa é a visão do mais novo e único dono do Twitter, podemos imaginar o que vai acontecer com a plataforma. Todos os comportamentos dele apontam para uma gestão autocrática e polarizada, o que pode transformar a rede em um ambiente ainda mais tóxico e prejudicial à democracia que Musk tanto defende.

É hora de abandonar o barco?

Desde o anúncio da aquisição, o assunto viralizou na rede, ao ponto de hashtags como #AdeusTwitter e #RIPTwitter alcançar os trending topics, e como twitteiro e comunicólogo, o que eu gostaria de dizer nesse momento é: calma.

A compra ainda não foi oficializada, e mesmo que seja, tudo que foi abordado neste artigo são possibilidades, logo, não necessariamente serão efetivadas.

O Twitter se tornou uma grande rede de distribuição de conteúdo e informação, é notória a sua influência na formação de opinião e notícias. Muito do que é discutido em outras redes sociais vêm do Twitter, tendo em vista que seu objetivo é democratizar a informação em tempo real.

Contudo, não é inteligente abandonar uma rede social simplesmente porque você não tem apreço pelo corpo administrativo. Sem contar que, caso essas previsões se concretizem, esse é o momento de firmarmos nosso espaço no Twitter para oferecer um contraponto à polarização de conteúdo.

Já passou da hora do coletivo de usuários parar de fugir de rede em rede ao invés de afirmar o seu lugar. Até lá, o Twitter continua sendo uma das plataformas mais influentes e com potencial consolidado, aproveite a oportunidade para se fortalecer na rede e explorar ao máximo sua funcionalidade.

Por fim, quero dedicar esse artigo ao meu amigo John. Se não fosse pela sua insistência irritante, não teria me dedicado tanto a esse artigo. Amo você!

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Referências

O brigadeiro que se tornou abuso infantil graças a um mau-entendido no Twitter

Era uma tarde ensolarada de sábado, no dia 26/03/2022, o Lollapalooza acontecia normalmente em São Paulo, tudo estava correndo bem. E sendo um dia normal, pessoas normais falam sobre coisas normais em suas redes sociais.

Foi o caso do , nosso protagonista, que fez o seguinte post no Twitter:

Tweet: Acabei de oferecer brigadeiro escondido pra uma criança de 4 anos e ela não só negou como me dedurou pra mãe

Um comentário engraçado e despretensioso, certo? Bem, nunca estivemos tão errados, pois logo em seguida, uma enxurrada de comentários atingiu o post, de pessoas acusando o nosso protagonista de promover abuso infantil.

Entre as diversas mensagens recebidas, muitos usuários disseram que era horrível pedir segredo dos pais, pois isso se configurava como uma tática de abusadores e pedófilos, apontaram a irresponsabilidade em oferecer doces sem saber se a criança era alérgica ou possuía restrição alimentar, criticaram até mesmo a necessidade em passar por cima dos pais e se intrometer na alimentação da criança.

Até o momento da produção deste artigo, o tweet conta com 1870 comentários, 13,5 mil compartilhamentos e 187,7 mil curtidas, para entender a dimensão do problema, que foi apelidado de “Brigadeirogate”.

Parece loucura, certo? E fica pior quando inserimos nossa segunda protagonista dessa história, a Thais, que trouxe uma informação bombástica: Zó é tio da criança, que fazia aniversário naquele dia. A festa e os brigadeiros eram dela.

Tweet: Isso não existiu hahahahahah no caso a mãe é a MINHA mãe, a criança é a minha irmã e o cara é meu namorado. A minha mãe tava DO LADO, o escondido foi só porque ele ofereceu só pra ela, a minha irmã caguetou e a minha mãe chamou ela de chata e comeu o brigadeiro no lugar dela

Ou seja, ele ofereceu para a criança um doce feito pela própria mãe da aniversariante, para a mesma criança, que só recusou porque não quis bagunçar a mesa, contou para a mãe e virou piada na família.

Com isso já devia fazer o pessoal cair em si e parar com essa história, mas é a partir daí que começa o capítulo mais interessante: as pessoas começaram a justificar que o Zó era culpado por não explicar todo o contexto e, pasmem, que ainda assim o que ele tinha feito era abuso.

E não para por aí, houve uma avalanche de desinformação, de pessoas com más intenções, afirmando que a Thais não sabia o que estava acontecendo, que a mãe brigou com o Zó pelo que fez com a filha, e inventando mil e uma desculpas ao invés de assumir a falha.

Chegou ao ponto de perfis grandes no Twitter compartilharem o caso com as suas impressões errôneas, alguns sem saber o que estava acontecendo e outros até sabendo, porque o interesse já era pegar o bonde andando e garantir o engajamento.

Obviamente isso saiu de controle, ao ponto do Zó dizer que aquela discussão chegou no trabalho dele.

Tweet: mandaram o tweet do brigadeiro no slack da firma, é capaz de amanhã eu ter que me explicar pra não perder o emprego

A sorte é que foi uma situação simples e fácil de explicar, mas imagina o estrago que essa baderna poderia ter causado, sendo que tudo seria resolvido caso alguém perguntasse o que aconteceu antes de espalhar sem saber?

Esse episódio foi um show de horrores, e infelizmente resume bem como as pessoas estão agindo nas redes sociais. Muitos querem julgar e condenar realidades sem nem mesmo conhecer os fatos, e quando apontam a falha, se esquivam e arrumam desculpas para fingir que estão certas.

Gente chamando o cara de abusador, pedófilo, traficante, ameaçando bater nele, e quando viram a situação, culpam o Zó por não ter explicado toda a história para eles. Sendo que, na verdade, não era pra nenhum dos que vieram se exibir nos comentários.

Até rolou comentários de conscientização, mas baseados numa suposta agressão à criança, e ao notar que não foi tudo aquilo, cobram “empatia” das pessoas por mostrarem que o seu moralismo foi equivocado.

Pergunte quantos desses usuários raivosos se retrataram ou apagaram os comentários depois de saber que estavam errados? Pois é.

Eu falei sobre desinformação aqui no blog um tempo atrás, sobre o perigo de pessoas saírem compartilhando notícias falsas sem checar o fato primeiro. Muitas das pessoas que eventualmente odeiam quando influenciadores fazem isso, em situações como essa agem da mesma forma e ainda se enxergam como corretas.

É preciso agir na raiz disso, usando o bom senso. As informações te deixam com dúvida? Basta perguntar e se informar antes de sair compartilhando. E caso perceba que passou pra frente algo que não aconteceu, tenha a decência de apagar a publicação e se retratar.

Vale a pena cultivar o seguinte pensamento: nem tudo que é dito na internet é sobre mim. Aliás, bem pouco é sobre mim, vale a pena não me meter nisso.

Para encerrar o caso, tanto o Zó quanto a criança estão bem, nenhum aniversariante foi desrespeitado, abusado ou envenenado no decorrer da história. Apenas a noção foi gravemente ferida pelos internautas.

E apesar do desconforto, tivemos o privilégio de ver a seguinte resposta para uma das usuárias pretensiosas que continuavam mentindo sobre o ocorrido:

Tweet: IÓ, IÓ, IÓOOOO
Falando na sua língua pra ver se você me entende

Um abraço, e a gente se lê por aí.

Quais são as principais redes sociais da atualidade?

Não sei dizer exatamente quando foi que entrei nesse universo das redes sociais, mas já passei horas conversando no MSN e participando de comunidades no finado Orkut

Descansem em paz.

Assim como já tive outras redes menos conhecidas, como Fotolog, Myspace, Google+, Ask.fm, Vine, entre muitas outras que nem me lembro mais dos nomes.

O fato é que as redes sociais estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e a tendência é aumentar. Em 1999 Bill Gates disse “Haverá dois tipos de negócios no século 21: os que estão na internet e aqueles que já não existem“.

E uma das melhores formas de criar presença digital é o bom uso das redes sociais. Tanto para pessoas quanto para empresas.

Você provavelmente deve conhecer apenas algumas delas, ou talvez nem saiba direito como explorar todo o potencial das redes sociais a seu favor. Isso quando não pede para seu filho, sobrinho ou neto te ensinar a mexer, não é?

Sendo assim, esse artigo é para você entender o básico sobre as redes sociais mais conhecidas e quais são os principais objetivos de cada rede, para que possa entender quais são melhores para você.

Vem comigo que é sucesso!

O que são as redes sociais?

Por definição, uma rede social é um conjunto de pessoas conectadas pelos seus laços e relacionamentos. O seu grupo de trabalho ou classe é uma rede social. Seus familiares e amigos também são. E quando essas redes são construídas na internet, aí temos o conceito de redes sociais digitais, ou simplesmente redes sociais.

Com isso, podemos entender que o principal objetivo de uma rede social é promover relacionamentos entre pessoas através de uma plataforma digital.

Mas você ainda pode encontrar o termo mídias sociais por aí, que apesar de ser bem semelhante, não é um sinônimo para redes sociais. 

Pensa aqui comigo: enquanto uma rede social foca em criar relacionamentos e conectar pessoas, uma mídia social se preocupa apenas em promover e distribuir conteúdos através de uma plataforma digital.

O e-mail é uma mídia social, pois vai apenas te entregar conteúdo de um destinatário. Não é objetivo dele fazer com que você interaja com outros usuários. 

Já o Facebook vai promover conteúdos e também permitir que as pessoas estejam conectadas. 

E porque usamos as redes sociais?

Cada pessoa tem um motivo específico para estar nas redes sociais, mas podemos definir em um termo geral: conexão.

As redes sociais permitiram que nós possamos nos conectar verdadeiramente com as pessoas, mesmo por trás de uma tela. Quando você tem amigos e familiares que moram longe, era muito mais difícil manter contato antigamente, onde dependíamos de cartas e telefonemas.

Hoje essa presença é muito mais facilitada. Você pode manter contato com pessoas que moram até mesmo em outros países, e interagir ao vivo. Você pode acompanhar a rotina de amigos e familiares, assim como de empresas e pessoas públicas.

Tente pensar na possibilidade de falar com atores e cantores famosos há 20 anos. Praticamente impossível, certo? Hoje, por outro lado, você pode comentar em uma rede social dessa celebridade, e receber uma resposta da mesma pessoa. 

Se você tem uma empresa, sabe que uma das formas mais acessíveis de fazer publicidade, e também mais poderosa, é o boca a boca. Usar suas redes sociais para divulgar seus serviços é ainda mais efetivo, já que você pode falar com diversas pessoas que não conhece, e provavelmente não alcançaria se não estivesse na internet.

E quais são as principais redes sociais atualmente? Segue a lista:

Facebook

Sem sombra de dúvidas, o Facebook se tornou uma referência mundial no universo das redes sociais.

Ele perdeu o posto de rede social mais usada no Brasil, mas ainda é a principal do mundo. Sua extensão é tão grande que hoje já controla outras grandes redes, como Whatsapp, Instagram e Messenger.

Foi criado em 2004 com o objetivo de criar relacionamentos entre os seus usuários. O próprio Facebook cita em sua página que o Facebook acredita no potencial das pessoas quando elas se unem, e sua missão é dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo

Isso o classifica como uma rede de relacionamentos.

Youtube

Ao contrário do Facebook, o Youtube é uma rede de entretenimento, pois apesar de permitir que seus usuários se conectem e compartilhem conteúdos, o grande foco da rede é produzir e distribuir vídeos.

Na página oficial, o Youtube divulga que sua missão é dar a todos uma voz e revelar o mundo, pois acreditam que todos têm o direito de expressar opiniões e que o mundo se torna melhor quando ouvimos, compartilhamos e nos unimos por meio das nossas histórias.

Foi adquirido pelo Google em 2006, e hoje é a maior plataforma de compartilhamento de vídeos no mundo. Deu voz a muitos artistas e influenciadores, como a era dos vlogs no início da década de 2010, e até hoje está ligado aos maiores produtores de conteúdo audiovisual. 

O Youtube tem uma importância considerável por ter revolucionado a forma como consumimos mídias audiovisuais.

Instagram

O Instagram é minha rede social preferida, e ganhou muito destaque nos últimos anos. 

Criada em 2010, em 2011 foi comprada pelo Facebook por 1 milhão de dólares, e sua proposta era compartilhar fotos instantâneas, como um álbum de fotos virtual.

O site oficial nos traz as seguintes informações, referente aos objetivos da rede: aproximando você das pessoas e das coisas que ama, nosso compromisso é promover uma comunidade segura e acolhedora para todos. Expresse-se de novas maneiras com os recursos mais recentes do Instagram, conecte-se com mais pessoas, conquiste influência e crie conteúdo atrativo que seja claramente seu.

Entretanto, o Instagram alcançou tantas novas funcionalidades que se tornou um universo completo

Hoje você pode postar imagens e vídeos permanentes no Feed, fotos e vídeos descartáveis após 24h nos Stories, criar seu próprio canal de vídeos no IGTV, compartilhar cenas e momentos com o Reels, a mais nova funcionalidade, assim como criar uma loja virtual em seu perfil com o Instagram Shop.

Sendo uma rede focada no visual, o Instagram tem uma das maiores taxas de engajamento entre as redes sociais, além de ser um ambiente propício para marcas se aproximarem do seu público.

Whatsapp

Muitas pessoas não se dão conta, mas o tão famoso aplicativo é também uma rede social, focada em transmissão de mensagens em tempo real. Você pode conversar ao vivo com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo através do Whatsapp.

Inclusive, em sua página o Whatsapp reforça seu desejo de possibilitar que as pessoas se comuniquem sem barreiras, em qualquer lugar do mundo.

A maioria esmagadora de pessoas no país está no Whatsapp, que cada vez mais recebe atualizações para otimizar a plataforma. Uma das mais recentes é o Whatsapp Business, onde empresas e prestadores de serviços podem usar o aplicativo como fonte oficial de comunicação com os clientes.

Isso significa a facilitação de compra e venda de produtos e serviços pelo Whatsapp. Não é tão incomum que nós busquemos o número de empresas para pedir informações e até mesmo realizarmos a compra pelo aplicativo. 

Por isso, está sendo estudado a possibilidade de realizar pagamentos e operações pelo Whatsapp.

LinkedIn

Diferentemente das outras redes sociais, o LinkedIn é uma rede profissional, com o objetivo de formar conexões profissionais entre pessoas e marcas. Não é à toa que nessa rede você não solicita amizade, e sim conexão com os usuários.

O LinkedIn define, em sua página oficial, que sua missão é conectar profissionais do mundo todo, tornando-os mais produtivos e bem-sucedidos, além de criar oportunidades econômicas para cada integrante da força de trabalho mundial.

Você pode usar essa rede para divulgar sua experiência profissional, enquanto empresas podem usar a plataforma para selecionar novos funcionários e colaboradores. O LinkedIn tem uma proposta mais formal, e por isso não é a rede ideal para falar sobre o dia-a-dia, mas sim contribuir com seus conhecimentos e promover networking.

Twitter

O Twitter já foi uma rede mais popular antigamente, mas ainda tem uma importância considerável entre as grandes redes. Sua proposta é compartilhar pensamentos em poucos caracteres.

Uma rede de comunicação rápida e assertiva, mais conhecida pelas discussões de cunho político e disseminação de notícias e informações. Estar no Twitter é ser informado em tempo real pelos principais acontecimentos Brasil e no mundo, e ver reflexões diversas sobre os assuntos.

Segundo o site oficial, o Twitter é o lugar certo para saber mais sobre o que está acontecendo no mundo e sobre o que as pessoas estão falando agora.

Foi uma das primeiras redes a apresentar o conceito de seguidores ao invés de amigos, indicando que é uma rede mais impessoal. A comunicação é mais autêntica, onde você tem mais liberdade para dizer o que pensa, e isso pode ou não atrair pessoas que concordem ou discordem de você.

Outras contribuições importantes do Twitter foram os conceitos de hashtags e trending topics

As hashtags são as famosas “etiquetas” sinalizando um tipo de conteúdo, que você pode usar para acompanhar o que tem se falado sobre o assunto. Já os trending topics seriam os assuntos em alta no momento, para que você possa acompanhar o que mais está sendo comentado no país e no mundo.

TikTok

De todas as redes apresentadas aqui, o Tik Tok é a mais recente e uma das que mais cresceram nos últimos anos. A proposta do app é compartilhar conteúdo em vídeos de forma espontânea

Os vídeos rápidos com fundo musical ajudam a popularizar tendências, e por isso o app tem uma alta capacidade de viralização em seus conteúdos. Isso significa que o que é postado no TikTok tem mais chance de ser compartilhado pelos usuários.

De fato, é um app viciante e muito atrativo, que foca em vídeos para entretenimento e educação. Isso casa com a missão do app, sinalizada em sua página oficial: inspirar criatividade e trazer alegria.

Pinterest

Talvez você nunca tenha ouvido falar dessa rede, ou já deve ter se deparado com ele e não prestou tanta atenção. Mas se você não conhece o Pinterest, deveria conhecer agora.

O Pinterest atua como um grande painel de imagens, que pessoas usam para buscar inspiração em projetos. Basicamente, nessa rede você não precisa produzir conteúdo, basta repostar imagens de outras redes e organizar em murais semânticos.

A proposta da Pinterest em sua página é bastante simples: quando a ideia é boa, você bate o olho e já sabe. Essa é a grande sacada, ser um rede visual e funcional, para que você possa ver e se inspirar, além de reagir aos posts (chamados de pins) de outros usuários. 

É considerada uma rede de nicho.

Snapchat

Essa rede foi muito popular entre 2014 e 2015, hoje já não é mais tão lembrada pela grande maioria das pessoas. 

O Snapchat introduziu o conceito de imagens e vídeos que desaparecem em 24h, algo que deu tão certo que foi copiado pelo Instagram, Facebook, Whatsapp, e recentemente pelo Twitter, através dos Fleets. Com isso, a rede perdeu muito do seu público.

A visão do Snapchat, em sua página oficial, se baseia em contribuir com o progresso da humanidade, empoderando as pessoas para se expressarem, viverem no momento, aprenderem sobre o mundo e se divertirem juntas.

Apesar do declínio, é uma rede de nicho que ainda possui um público muito fiel.

Spotify

Eu pensei bastante antes de incluir esse aplicativo, já que o Spotify é considerado muito mais uma mídia social do que uma rede social em si. Sendo uma plataforma de streaming, sua função era apenas ouvir músicas e podcasts, criar playlists e seguir artistas.

Contudo, a plataforma também permite que os usuários possam seguir uns aos outros, ouvir suas playlists e segui-las, gerando interação entre eles. Com as playlists colaborativas isso ficou mais nítido, já que os usuários podem criar playlists juntos, cada um adicionando as músicas que gostam. 

E mais recentemente, o Spotify revelou sua vontade de criar uma linha do tempo onde podemos ver informações e novidades relacionadas aos artistas que seguimos. Isso deixa a plataforma com mais cara de rede social, mas não apaga as possibilidades de interação que ela já permitia.

A proposta da rede é muito intuitiva e cativante: crie a trilha sonora para a sua vida com o Spotify. A página oficial reforça o compromisso em democratizar o acesso à música e conteúdo em áudio.

Como eu posso escolher quais redes sociais são interessantes para mim?

Para isso, você precisa saber o que busca e o que espera ao se conectar em uma rede social. Dependendo do que é mais importante para você, existe uma rede social que se adequa melhor aos seus objetivos

Para manter contato com as pessoas conhecidas, Facebook e Whatsapp são os mais indicados. 

Instagram e Twitter são mais recomendados para seguir marcas e influenciadores. Já o TikTok, Spotify e Youtube podem ser usados quando se procura por entretenimento e conteúdo educativo

Pinterest e Snapchat são ótimos caso queira se conectar com nichos específicos. E o LinkedIn é ideal para estabelecer e fortalecer relações profissionais.

De acordo com o seu objetivo você pode estar em algumas dessas redes, ou em todas, já que podemos dar um propósito muito maior às redes sociais do que apenas interagir e consumir conteúdo.

E você, quantas dessas redes usa? Conta pra mim nos comentários, até podemos nos conhecer melhor em outras redes.

Espero que tenham curtido esse artigo. Abraço e até a próxima!

Referências